PROPOSIÇÃO DE EVOLUÇÃO HISTÓRICA DO SISTEMA CEREBRAL DO MEDO DESDE A PRÉ-HISTÓRIA ATÉ A CONTEMPORANEIDADE SOB O PRISMA DAS CONCEPÇÕES TEÓRICAS DE CÉREBRO EMOCIONAL EM JOSEPH LEDOUX VISANDO, DENTRE VÁRIAS OUTRAS CONTRIBUIÇÕES PARA CIÊNCIAS CONTEXTUAIS (Atividade Preliminar como Relacionada ao "Projeto doTrabalho de Término de Curso" (TTC) para Disciplina Especial "História da Psiquiatria")

Gilberto Martins Borges Filho.'.

Universidade de São Paulo (USP)

Instituto de Psicologia

Disciplina Isolada História da Psiquiatria

PROPOSIÇÃO DE EVOLUÇÃO HISTÓRICA DO SISTEMA CEREBRAL DO MEDO DESDE A PRÉ-HISTÓRIA ATÉ A CONTEMPORANEIDADE SOB O PRISMA DAS CONCEPÇÕES TEÓRICAS DE CÉREBRO EMOCIONAL EM JOSEPH LEDOUX VISANDO, DENTRE VÁRIAS OUTRAS CONTRIBUIÇÕES PARA CIÊNCIAS CONTEXTUAIS

Gilberto Martins Borges Filho.'.

Atividade Preliminar como Relacionada ao "Projeto doTrabalho de Término de Curso" (TTC) para Disciplina Especial "História da Psiquiatria"

São Paulo - 2019

Gilberto Martins Borges Filho.'.

Proposição de Evolução Histórica do sistema cerebral do medo desdes a Pré-História até a contemporaneidade sob o Prisma das Concepções Teóricas de Cérebro Emocional em Joseph LeDoux visando, dentre várais outras contribuições para Ciências Contextuais

Atividade Preliminar como Relacionada ao "Projeto doTrabalho de Término de Curso" (TTC) para Disciplina Especial "História da Psiquiatria"

São Paulo - 2019

Epigrafe

[1-CANDIDATA A EPÍGRAFE]

A emoção é um estado do corpo. O que uma pessoa sente relaciona-se a eventos dos três sistemas nervosos (interoceptivo, proprioceptivo e exteroceptivo), os quais são importantes para a economia interna do organismo quando este entra em contato com as contingências (Skinner, 1974/1999).

[2-CANDIDATA A EPÍGRAFE]

A essência do behaviorismo radical pode ser resumida em quatro palavras: contextualismo, monismo, funcionalismo e antimentalismo. Esta não é, obviamente, a ocasião adequada para envolver-se em uma discussão prolongada acerca do behaviorismo radical, mas, felizmente, para os nossos propósitos presentes, podemos focalizar somente uns poucos aspectos da natureza do comportamento e da causalidade dentro da análise do comportamento e, então, aplicar isto ao possível papel que os pensamentos teriam na ação humana.

Ficha Catalográfica

Proposição de Evolução Histórica do Cérebro Emocional desdes a Pré-História até a contemporaneidade sob o Prisma das Concepções Teóricas de Joseph LeDoux visando, dentre varias outras contribuições para Ciências Contextuais.

Projeto de Trabalho de Término de Curso (TCC) da Disciplina Isolada intitulada "História da Psiquiatria" da Pós-Graduação da Psicologia do Instituto de Psicologia da USPPesquisa a ser apresentado para a Coordenação da Reunião Científica do Ambulatório de TEPT, Ambulatório de Ansiedade (AMBAN) no Instituo de Psiquiatria - Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo sob as Coordenações dos Professores DoutoresFelipe D'Alessandro F Corchs Coordenador da Reunião Científica Márcio BernickDD. Coordenador do AMBAN
Departamento e Instituto de Psiquiatria/Hospital das Clínicas/Faculdade de Medicina.

PALAVRAS CHAVES [KEY WORDS]=medo [fear]; cérebro emocional [emotional brain]; emoção [emotion]; eventos privados [ private events] cognição [cognition]; comportamento verbal [verbal behavior]; consciência [consciousness] OR comportamento consciente [CONSCIOUS BEHAVIOR; psicologia [psychology ]; behaviorismo [behaviorism] , behaviorismo radical [radical behaviorism]; auto-conhecimento [selfo knoledge/self awareness/ self discovery/self appraisal/self/self-consciousness]

[Veja DIREITO AUTORAL LINK: https://cms.alternative6.webnode.com/blog/ ]

    1. Apresentação

Através de um estudo que procurará fazer uma retrospectiva histórica, poderíamos tanto satisfazer os pré-requisitos das Disciplina Isolada História da Psiquiatria, bem como de outras disciplinas que necessariamente estariam envolvidas como a Biologia, a Psicologia, em Especial a Psicologia Evolutiva, O Behaviorismos Radical de Skinner, e sem desmerecer a participação das Neurociências, haja visto a ousa hipóteses de Joseph Ledou de se posicionar que todo comportamento os públicos e os privados, neste caso as emoções em especial o "medo" tenha localização específica a nível de estruturas cerebrais.

Tendo como ponto de partida as principais evidências relacionadas com Cérebro Emocional cujo seu principal interlocutor foi Jospeh Le Doux abaixo relacionadas:

Segundo Le Doux, as evidências seguintes: mostra, por exemplo, que nosso cérebro é capaz de detectar o perigo, antes que sintamos medo;

A experiência com pacientes com cisão do cérebro e considerando também as experiências de conotação emocional com pacientes com cisão do cérebro em pacientes específicos (no caso um de Nome PS - esse paciente era considerado especial, porque embora ele só conseguisse falar de objetos que eram reconhecidos pelo hemisfério esquerdo, ele podia ler palavras em ambos os hemisférios, o que não acontecia com outros pacientes) as conexões nervosas entre os dois lados ou hemisférios (ponte calosa) do cérebro são rompidas na tentativa de controlar a epilepsia grave, realizada essa cisão do cérebro, os dois lados não podem mais se comunicar desta maneira, como as funções da linguagem do cérebro estão localizadas no hemisfério esquerdo, o indivíduo é capaz de falar somente daquilo que o cérebro esquerdo conhece.

Contrariamente, sendo apresentados a esta pessoa estímulos que acontecem que são registrados apenas pelo lado direito do cérebro, ela é incapaz de expressar verbalmente de que estímulo se trata. No entanto, a pessoa é capaz de reagir sem ter que expressar, o que fica claro que o estímulo foi registrado, mas incapaz de expressar verbalmente de que estímulo se trata. Porém, a pessoa é capaz de reagir sem ter que expressar, o que fica claro que o estímulo foi registrado. Porém, quando o estímulo era apresentado ao lado direito do cérebro ele não conseguiu descrever que estímulo era, mas ele conseguiu dizer que sensação despertava - se era bom ou ruim. Por exemplo, quando o hemisfério esquerdo viu a palavra "mamãe", o hemisfério esquerdo classificou como boa, e quando o lado direito viu a palavra "diabo", o esquerdo classificou como má.

Embora o hemisfério esquerdo não tinha a menor ideia de que estímulo se tratava (ele não conseguiu dizer que palavra era), o hemisfério esquerdo deu a avaliação emocional correta. Isto porque o significado emocional do estímulo de alguma maneira vazou para o hemisfério esquerdo, mas a identidade não. De fato, o paciente apresentava emoções conscientes, vivenciadas pelo hemisfério esquerdo, que eram produzidas por estímulos que ele dizia nunca ter visto.

Posto isso, há que demonstrar maior número de evidências possíveis e plausíveis que consubstanciem que a origem cerebral das emoções, onde sua atenção reside em explicar a maneira como o cérebro detecta e reage a estímulos que despertam as emoções, e como se formam as lembranças emocionais e, de que maneira aspectos inconscientes da mente dão origem a emoções conscientes.

Além disso, todo este estudo foi motivado pelo desejo de aprofundamento no conhecimento acerca do Transtorno de Estresse Pós-Traumático, que foi nesta busca que houve a descoberta do Cérebro Emocional de Le Doux podendo se aprofundar e descobrir hipóteses a esclarecer e aprofundar melhor tanto aspectos relacionados a etiologia, como se instala, e se desenvolve o TEPT, a epidemiologia, como melhor notificá-lo, tendo atenção naqueles que desenvolverão a Fobia de Dirigir, ou sofreram Acidente de Trânsito principalmente mediante o comportamento do Beber e Dirigir, vindo a desenvolver TEPT. avaliando a performance do complexo comportamento de dirigir de forma segura, responsabilidade e cidadania. Além disso, verificar o quanto intervenções tipo a Mindfulness podem ser utilizados na prevenção e tratamento do TEPT que mediante dos resgate dos conteúdos relacionados medo e pesquisas ou documentação secundária ou primária enriquecerá bastante dando elementos mais sólidos para compreensão do TEPT, e no caso TEPT pós-acidente automobilístico.

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A necessidade de eleger também como alvo de aprofundamento, a Ciências Contextuais (Steven Hayes) deveu-se contato com estes conceitos e práticas mediante curso de lato senso, práticas ambulatoriais e dinâmicas de grupos participados, supervisões acontecidas principalmente na a Terapia de Aceitação e o Mindfulness (uma das suas competências) mediante a pesquisa numa dinâmica de retrospectiva histórica poderá fazer grandes interfaces com Medicina de Tráfego, além de infectologista, clínico, e do trabalho, com afinidade com a saúde mental e Medicina de Tráfego\Psicologia de Tráfego\Educação e Planejamento de Trânsito e deixando em aberto a possibilidade de levantar já que esta a Disciplina História da Psiquiatria adveio de da História da Medicina existe ambiente de proximidade para se almejar-se buscas, mas pelo menos estar bem atento a conteúdos correlacionados com essas disciplinas - especialidades do aluno.
Há tempos pensava-se desenvolver algo relacionado com as Fobias/Ansiedades relacionadas ao Trânsito, mais especificamente o TEPT. Foi feito visita durante o curso de AT na Clínica Belina, onde tive oportunidade de conversar com Profa. Cláudia Balestero, onde achei excelente como eles abordam as fobias, principalmente o medo de dirigir, por causas das mais variadas.

Além disso, existem poucas pesquisas feitas com relação a TEPT e com o estudo ampliaria tanto na formação, como no aperfeiçoamento de profissionais da áreas da Saúde Mental, Psicologia, Psicologia de Trânsito, Educação de Trânsito na abordagem de motoristas e mesmo de candidatos a CNH.

Além disso, poder-se-ia verificar ganhos nos aspectos sociais com melhor compreensão do processo retrospectiva histórica da Psiquiatria, e disciplinas relacionadas ou que se pretende entrelaçar elos e propiciando acondiçoes indiretas para melhoria da condução veicular e o processo ensino aprendizagem fomentado pela Educação de Transito dentro da sua transversalidade como prevê as Diretrizes Básicas da Educação, promovendo respeito pelas leis de trânsito, exercendo a cidadania e respeitando uns aos outros para poder ser respeitado numa perspectiva de trânsito humanizado e dentro de uma mobilidade sustentável. E, tudo isto repercutindo também no planejamento tanto na formação do condutor, como também no planejamento de ações para o trânsito, bem como no planejamento urbano voltado onde cada vez mais o usuários vulneráveis das vias públicas vem sendo priorizados.

Poder-se-ia ampliar na Universidade de São Paulo, especificamente no instituto de Psiquiatria-AMBAN/Instituto de Psicologia possibilidades de ampliação de linhas de pesquisas de TEPT, agora voltada para Trânsito, ampliação do serviço de Atendimento ao TEPT e considerando sua etiologia relacionada com acidentes de trânsito, bem como suas causas de fobias relacionadas também a condução veicular.

Além disso, poder-se-ia verificar ganhos nos aspectos sociais com melhor compreensão do processo de condução veicular e o processo ensino aprendizagem fomentado pela Educação de Transito dentro da sua transversalidade como prevê as Diretrizes Básicas da Educação, promovendo respeito pelas leis de trânsito, exercendo a cidadania e respeitando uns aos outros para poder ser respeitado numa perspectiva de trânsito humanizado e dentro de uma mobilidade sustentável. E, tudo isto repercutindo também no planejamento tanto na formação do condutor, como também no planejamento de ações para o trânsito, bem como no planejamento urbano voltado onde cada vez mais o usuários vulneráveis das vias públicas vem sendo priorizados.

    1. Problema da pesquisa.

Conforme Skinner, "as condições que levam um organismo a ser 'emotivo' nunca foram estudadas exaustivamente ou mesmo satisfatoriamente classificadas" (p. 256), Skinner (1957/1992). Além disso, Staats (1996) afirma que embora Skinner tenha reconhecido os dois tipos de condicionamento, não os considerou de igual importância. Priorizou os operantes e considerou as respostas emocionais como eventos colaterais os quais não tinham poder explicativo em relação ao comportamento e condicionamento operante. Staats (1996) afirma que Skinner deixou de dar a devida importância ao condicionamento clássico, "não construiu métodos para ele, não estabeleceu fundamentos ou programas de estudo para aqueles que seguiram sua abordagem para estudar a emoção, como as emoções são aprendidas ou quais são os seus efeitos sobre o comportamento humano" (p. 40).A análise das emoções dentro dessa perspectiva requer que se analise o significado evolutivo biológico das experiências emocionais. Verifica-se que a memória associativa é o principal tipo de aprendizagem em que organismos complexos dotados de sistemas nervosos evoluídos respondem eficientemente a determinados estímulos ambientais. Esta propriedade cognitiva fundamental foi evidenciada em diferentes espécies multicelulares, de cefalópodes a humanos, mas nunca em células individuais. Aqui, seguindo os experimentos de Pavlov com cães que fundaram os princípios do condicionamento clássico, observamos o desenvolvimento de uma memória associativa em Amoeba proteus, que corresponde ao surgimento de um novo padrão de motilidade sistêmica.

Dessa forma, verificando a importância deste tipo de descoberta, há que suscitar as repercussões importantes nas concepções acerca do Comportamento Emocional, haja vista da possibilidade de ele ocorrer em microorganismos e repercutir na que o processamento de informações ocorre à nível dos seres com sistema nervoso, podendo também ocorrer em microrganismos, motivo este no qual propomos, por meio de pesquisas científicas, com demarcação teórica, contribuir no sentido de alargamos conhecimento de que o Comportantento Emocional no qual nos amparamos não é privilegico dos Homo Sapiens, hanvendo, por isso, demarcar suas origens nos pimórdios da origem da vida , ou seja há cerca de 3,8 bilhões anos. E, por conseguinte, levando em consideração que, segundo a Teoria do Esquema de Atenção (AST - Attention Schema Theory), desenvolvida nos últimos cinco anos, pode ser capaz de responder a essas perguntas. A teoria sugere que a consciência surge como uma solução para um dos problemas mais fundamentais enfrentados por qualquer sistema nervoso: muita informação flui constantemente para ser totalmente processada. O cérebro desenvolveu mecanismos cada vez mais sofisticados para processar profundamente alguns sinais selecionados em detrimento de outros, e na AST, a consciência é o resultado final dessa sequência evolutiva.Se a teoria estiver certa - e isso ainda precisa ser determinado - então a consciência evoluiu gradualmente nos últimos meio bilhão de ano.

Uma outra perspectiva que constitui o problema é fato de a definição de comportamento verbal de Skinner não gerou consenso entre os analistas de comportamento quanto à sua adequação ao estudo do fenômeno da linguagem. Por isso (ela- tirei) tem gerado outras propostas explicativas. As críticas mais relevantes tiveram em Steven Hayes o seu principal proponente. Juntamente com seus colaboradores, o autor afirma que uma definição de comportamento verbal a partir da história do falante não seria funcional, pois não abordaria separadamente a história do ouvinte com relação aos estímulos verbais. Nesse sentido, para os autores, Skinner falhou em não ter explicitado os processos comportamentais envolvidos na compreensão do estímulo verbal pelo ouvinte que interage com um falante. No artigo, analisou-se a consistência dessa crítica por meio de uma revisão do papel do ouvinte nos operantes verbais skinnerianos. A seguir, investigou-se na concepção de Hayes e colaboradores, os processos que ocorreriam quando são estabelecidas relações arbitrárias entre estímulos, fenômeno que os autores afirmam estar na base da produção do comportamento verbal. Concluiu-se por uma possível complementação entre as análises de Hayes e Skinner com base na mediação social arbitrária do reforçamento.

Em Skinner, As "emoções" são excelentes exemplos das causas fictícias às quais comumente atribuímos o comportamento. Corremos por causa do "medo" e brigamos por causa da "raiva"; ficamos paralisados pela "ira" e deprimidos pelo "pesar". Estas causas, por seu turno, são atribuídas a eventos em nossa história ou a circunstâncias presentes - às coisas que nos amedrontam, ou nos encolerizam, ou nos deixam tristes. O comportamento, a emoção e o evento externo anterior constituem os três elos da familiar cadeia causal. O elo médio pode ser tomado tanto como psíquico quanto como fisiológico. No caso psíquico, argumenta-se que uma circunstância externa faz com que o indivíduo se sinta emocional e que o sentimento o leva a encetar a ação apropriada.

Conforme informa o mesmo autor, a famosa teoria de James-Lange - desenvolvida pelo psicólogo norte-americano William James e pelo médico dinamarquês C. G. Lange - sustentava, entretanto, que não se sente a causa interior da emoção, mas apenas alguma parte do próprio comportamento emocional. James lançou essa afirmação em forma clássica dizendo "que nos sentimos tristes porque choramos, irados porque lutamos, medrosos porque trememos, e não que choramos, lutamos, ou trememos porque estamos tristes, irados, ou medrosos, como pode ser o caso". Esta teoria dava importância ao estudo das mudanças fisiológicas que "sentimos" na emoção e até certo ponto identificava o elo médio psíquico com o fisiológico. As alterações mais óbvias que estão presentes quando o leigo diz que "sente uma emoção" são as respostas dos músculos lisos e das glândulas - por exemplo, corar, empalidecer, chorar, suar, salivar, e contrair os pequenos músculos lisos da pele que produzem o arrepio dos pêlos no homem e eriçam os pêlos dos animais. Muitas dessas alterações são familiares na forma dos registros do "detector de mentiras", que detecta, não a desonestidade, mas as respostas emocionais grandes quando o indivíduo se empenha em um comportamento pelo qual anteriormente foi punido. A despeito de extensiva investigação, não foi possível demonstrar que cada emoção se distinga por um padrão particular de respostas de glândulas e músculos lisos. Embora haja alguns padrões característicos dessas respostas, as diferenças entre as emoções com frequência não são grandes e não seguem as distinções usuais. Nem servem para diagnóstico de emoção em geral, pois ocorrem também sob outras circunstâncias - por exemplo, depois de um exercício pesado ou de uma lufada de ar frio. Diz-se comumente que certas respostas executadas pelos músculos faciais e posturais, "expressam" emoção. O riso, o grunhido, o rosnar, o mostrar de dentes, e as respostas musculares que acompanham a secreção das lágrimas são exemplos.

Os organismos inferiores geralmente têm um repertório deste tipo mais extenso. As expressões emocionais podem ser imitadas pelo comportamento operante, como no teatro, e frequentemente são modificadas pelo ambiente social para se conformarem a especificações culturais. Até certo ponto uma dada cultura tem seu próprio modo de rir, de chorar de dor, e assim por diante. Não tem sido possível especificai- conjuntos dados de respostas expressivas como característicos de emoções particulares, e em nenhum caso se diz que essas respostas sejam a emoção. Na busca do que ocorre "na emoção" o cientista encontrou-se em peculiar desvantagem. Onde o leigo identifica e classifica as emoções não apenas com facilidade, mas também com coerência considerável, o cientista, preocupado com respostas de glândulas e músculos lisos não está seguro de que poderia explicar a diferença mesmo entre emoções relativamente comuns como raiva e medo. Aparentemente alguns meios de identificação válidos para o leigo foram deixados de lado. Este não diz que o homem está irado apenas porque os pequenos vasos sanguíneos dilatam-se de modo que o indivíduo fica corado ou porque o pulso acelera, ou porque certos músculos colocam o queixo e os lábios em uma posição remi- niscente do grunhido do animal não-civilizado. Tudo isso pode acontecer "sem emoção", e o leigo com frequência julga que alguém está zangado, mesmo quando não tem conhecimento dessas respostas - por exemplo, quando diz que o autor de uma carta deveria estar zangado quando a escreveu. Sabe que uma companheira está com medo quando anda com ela por uma rua escura, mesmo que não a veja tornar-se pálida ou não saiba que a secreção de seus sucos digestivos foi interrompida ou que seu pulso se acelerou. Em outras circunstâncias tudo isso poderia estar acontecendo, e de modo algum julga-lá-ia amedrontada.


    1. Hipóteses

H0: A maioria dos eventos privados como a emoção medo julgados negativos, não seriam processados pelo cérebro de forma inconsciente, e sem o controle próprio de cada indivíduo.

H1: A maioria dos eventos privados como a emoção medo julgados negativos, seriam processados pelo cérebro de forma inconsciente, e sem o controle próprio de cada indivíduo.

H0: O Comportamento Emocional, não teria surgido há cerca de 3,8 bilhões anos.

H2: O Comportamento Emocional, teria surgido há cerca de 3,8 bilhões anos.


H0: A consciência, como resultado final da sequência evolutiva, não evoluiu nos últimos meio bilhão de ano.


H3: A consciência, como resultado final da sequência evolutiva, não evoluiu nos últimos meio bilhão de ano.


H0: O aprofundamento exaustivo de estudos e pesquisas juntamente com busca satisfatória de sistemática de classificação tanto de organismos, bem como micro-organismos com ênfase no processamento e compartilhamento de informações utilizando-se modelos de condicionamentos tipo condicionamento clássico não poderia esclarecer efetivamente quais as condições que levam um organismo a ser 'emotivo' ou seja ter Comportamento Emocional, e outros tipos de Comportamentos como o Inconsciente, o Consciente, o Verbal, o Não Verbal e bem como o aquele Comportamento Social.

H4: O aprofundamento exaustivo de estudos e pesquisas juntamente com busca satisfatória de sistemática de classificação tanto de organismos, bem como micro-organismos com ênfase no processamento e compartilhamento de informações utilizando-se modelos de condicionamentos tipo condicionamento clássico poderia esclarecer efetivamente quais as condições que levam um organismo a ser 'emotivo' ou seja ter Comportamento Emocional, e outros tipos de Comportamentos como o Inconsciente, o Consciente, o Verbal, o Não Verbal e bem como o aquele Comportamento Social.

H0: Não haveria uma consciência rudimentar mais relacionada com Comportamento Emocional na maioria de espécies que não humana.

H5: Não haveria uma consciência rudimentar mais relacionada com Comportamento Emocional na maioria de espécies que não humana.

H0: O Pensamento Mágico não estaria diretamente relacionado com Comportamento Emocional, os arquétipos junguianos e o Inconsciente Coletivo?

H6: O Pensamento Mágico estaria diretamente relacionado com Comportamento Emocional, os arquétipos junguianos e o Inconsciente Coletivo?

    1. Justificativa

Segundo Skinner, em sua obra que trata da "Ciência e Comportamento humano", medo é um estado emocional que surge em resposta a consciência perante uma situação de eventual perigo.

A ideia de que algo ou alguma coisa possa ameaçar a segurança ou a vida de alguém, faz com que o cérebro ative, involuntariamente, uma série de compostos químicos que provocam reações que caracterizam o medo.

O aumento do batimento cardíaco, a aceleração da respiração e a contração muscular são algumas das características físicas desencadeadas pelo medo.

O medo é uma sensação de alerta de extrema importância para a sobrevivência das espécies, principalmente para o ser humano.

Inconscientemente, as características físicas reproduzidas pelo sentimento de medo preparam o corpo para duas prováveis reações naturais: o confronto ou a fuga.

Normalmente, para surgir o medo é necessário a presença de um estímulo que provoque ansiedade e insegurança no indivíduo. Porém, em determinadas situações, o medo pode se desencadear apenas a partir da ideia em relação a algo que seja desagradável.

Nos seres humanos o medo também pode ser provocado por razões sem fundamento ou lógica racional, quando estão baseados em crenças populares ou lendas. O medo de fantasmas é um exemplo.

Existem diferentes tipos e níveis de medo, que pode ir desde uma ligeira ansiedade ou desconforto até o pavor total. As respostas do organismo também se apresentam de diferentes modos de acordo com a intensidade do medo.

Quando o medo passa a ser patológico, ou seja, quando afeta profundamente um indivíduo no âmbito físico, psicológico e social, os psicólogos podem diagnosticar a pessoa como portadora de uma fobia.

As pessoas podem desenvolver fobias por várias coisas, como: medo de palhaços (coulrofobia), medo de gatos (elurofobia), medo de tomar banho (ablutofobia), medo de altura (acrofobia), medo de não ter fobias (afobias), medo de ser tocado (afefobia), entre muitas outras.

O autor mencionado revela, em obra identificada, que uma das coisas que adquirimos no processo da evolução humana foi o medo que nos mobiliza para proteger nossa família contra o perigo; foi esse impulso que levou Crabtree a pegar a arma e a vasculhar a casa em busca de um suposto intruso. O medo levou-o a atirar antes de verificar perfeitamente no que atirava, e mesmo antes de reconhecer que aquela voz era a de sua filha. Reações automáticas desse tipo - supõem os biólogos - ficaram gravadas em nosso sistema nervoso porque, durante um longo e crucial período da pré-história humana, eram decisivas para a sobrevivência ou a morte. O que há de mais importante a respeito dessas reações é que foram elas que desempenharam a principal tarefa da evolução: deixar uma progênie que passasse adiante essas mesmas predisposições genéticas - uma triste ironia, se considerarmos a tragédia ocorrida na família Crabtree. Mas, embora nossas emoções tenham sido sábios guias no longo percurso evolucionário, as novas realidades com que a civilização tem se defrontado surgiram com uma rapidez impossível de ser acompanhada pela lenta marcha da evolução. Na verdade, as primeiras leis e proclamações sobre ética - o Código de Hamurabi, os Dez Mandamentos dos Hebreus, os Éditos do Imperador Ashoka - podem ser interpretadas como tentativas de conter, subjugar e domesticar as emoções. Como Freud observou em O Mal-estar na Civilização, o aparelho social tem tentado impor normas para conter o excesso emocional que emerge, como ondas, de dentro de cada um de nós.

O mesmo autor menciona em suas pesquisas que quando o homem da rua diz que alguém está com medo, ou zangado, ou amando, geralmente está falando de predisposições para agir de certas maneiras. O homem "zangado" mostra uma alta probabilidade de lutar, insultar, ou de algum modo infligir danos, e uma pequena probabilidade de auxiliar, favorecer, confortar, ou amar. Alguém "que ama" mostra uma grande tendência para auxiliar, favorecer, estar com, e cuidar de, e uma pequena inclinação para ofender de qualquer maneira. No "medo", o homem tende a reduzir ou evitar contato com estímulos específicos - correndo, escondendo-se, ou cobrindo os olhos e os ouvidos; ao mesmo tempo tem menor probabilidade de avançar contra esses estímulos ou para um território desconhecido. Esses fatos são úteis, e algo parecido com o modo de classificação do leigo tem seu lugar em uma análise científica. Os nomes das assim chamadas emoções servem para classificar o comportamento em relação a várias circunstâncias que afetam sua probabilidade.

O procedimento mais seguro é manter a forma adjetiva. Assim como o organismo faminto pode ser explicado sem muita dificuldade, ainda que "fome" não seja um objeto, também pela descrição do comportamento como amedrontado, afetuoso, tímido, e assim por diante, não somos levados a procurar coisas chamadas emoções. Idiotismos e estrangeirices comuns, in love, "com medo", e "com raiva", sugerem a definição de uma emoção como um estado conceituai, no qual uma resposta especial é função de circunstâncias na história do indivíduo. No discurso casual e para muitos propósitos científicos alguns desses modos de referência à força presente, em termos de variáveis das quais ela for função, é, frequentemente, desejável. Mas a emoção, assim definida, como o impulso, não deve ser identificada com condições psíquicas ou fisiológicas.

Não há garantia de que o vocabulário do leigo sobreviverá sem modificação em um estudo científico. Na discussão que se segue, entretanto, os termos tomados do discurso casual são usados para indicar observações familiares e apontar certos problemas essenciais. Algumas emoções - alegria e tristeza, por exemplo - acarretam o repertório total do organismo. Reconhece-se isto ao dizer que uma emoção é excitante ou deprimente. Algumas emoções afetam todo o repertório, mas de modo mais específico. Provavelmente nenhum comportamento permanece imutável quando o organismo se torna medroso ou zangado, mas as respostas relacionadas a aspectos específicos do ambiente (o "objeto" do medo ou da raiva) serão especialmente afetadas. Algumas das emoções mais moderadas, como embaraço, simpatia e divertimento, podem ser localizadas, mas estritamente em pequenas subdivisões do repertório. As respostas que variam juntas em uma emoção o fazem em parte por causa de uma consequência comum. As respostas que aumentam de força na raiva infligem dano em pessoas ou objetos. Este processo muitas vezes é biologicamente útil quando o organismo compete com outros organismos ou luta com o mundo inanimado. Assim o agrupamento das respostas que definem a raiva depende em parte de condicionamento.

O comportamento que inflige dano é reforçado durante a cólera e subsequentemente será controlado pelas condições que controlam a raiva. Assim como o alimento é reforçador para o organismo faminto, também o dano infligido em outro é reforçador para quem está zangado. Assim como o faminto exclama "Boa!" quando recebe alimento, também o colérico exclama "Boa!" quando seu oponente for de algum modo ferido. Entretanto, parte do comportamento acarretado por uma emoção é aparentemente incondicionado, e neste caso o agrupamento deve ser explicado em termos de consequências evolutivas. Por exemplo, em algumas espécies, morder, golpear e arranhar parece ter sido fortalecido durante a raiva antes que o condicionamento possa ter lugar.

Essas respostas geram gritos de dor e outros indícios de dano que então reforçam outras respostas para trazê-las à classe dos "comportamentos coléricos". Por exemplo, se uma criança irada ataca, morde ou golpeia outra criança, tudo sem prévio condicionamento - e se a outra criança chora ou foge, então as mesmas consequências podem reforçar outros comportamentos da criança zangada que dificilmente poderiam ser inatos - por exemplo, importunar a outra criança, tirar o brinquedo dela, destruir seu trabalho, ou dizer-lhe nomes feios. O adulto possui um repertório completo de respostas verbais obviamente condicionadas que causam dano, todas elas fortes "na raiva" e todas curvariam com o comportamento incondicionado como função das mesmas variáveis.

Descobrem-se as variáveis das quais os estados emocionais são função - como quaisquer outras variáveis - procurando-as. Muitos casos são comezinhos. Um som alto e repentino frequentemente induz ao "medo". Restrição física continuada ou outra interferência com o comportamento pode gerar "raiva". Não receber um reforço costumeiro é um caso especial de restrição que gera um tipo de raiva denominada "frustração". O comportamento que tem sido frequentemente punido pode ser emitido em uma forma denominada "tímida" ou "embaraçada". Entretanto, não devemos esperar muito desses termos de uso cotidiano. Desenvolveram-se de circunstâncias que dão importância a casos típicos e que nunca foram testadas em condições que requeiram definição precisa. Mesmo uma emoção aparentemente bem marcada como a raiva pode não ser redutível a uma única classe de respostas ou atribuível a um único conjunto de operações.

A raiva produzida por certa circunstância pode não ser a mesma que a produzida por outra. Novamente, a interrupção de uma sequência estabelecida de respostas tem, em geral, um efeito emocional, mas quando alguém não pode escrever uma carta por não ter caneta, ou não pode abrir uma porta porque está trancada do outro lado, ou não pode conversar com alguém que é inteiramente surdo, ou não pode falar a mesma língua, os efeitos resultantes podem diferir em tantos modos quantas as diferentes circunstâncias. Agrupá-los todos juntos como "condições frustradoras" e descrever todas as mudanças no comportamento como "raiva" é uma simplificação enganadora. O reconhecimento de emoções mistas sugere que a classificação usual faz distinções que nem sempre correspondem aos fatos. As emoções sutis são ainda mais difíceis. As condições que o leigo chama de solidão, por exemplo, parecem ser uma forma atenuada de frustração devida à interrupção de uma sequência estabelecida de respostas que foram positivamente reforçadas pelo ambiente social.

O homem solitário não tem com quem conversar. Não importa para onde se volte, o comportamento não pode ser eficiente. A solidão devida à ausência de uma única pessoa que forneceu reforço na forma de afeição pode ser especialmente profunda, como o demonstram os que têm mal de amor. A solidão do indivíduo amigável que se encontra entre estranhos por longo tempo poderá ser de caráter diferente. Uma criança perdida na multidão sofre de um modo ainda diverso: todo o comportamento que foi anteriormente reforçado pelo aparecimento da mãe ou do pai agora falha: ela olha ao redor mas não os vê; chama-os e chora, mas não respondem. Dependendo de uma variedade de circunstâncias, o resultado pode estar próximo do medo, da raiva, ou da tristeza. No presente parece não haver uma classificação geral aplicável a todos esses exemplos. Notamos que os campos da motivação e da emoção estão muito próximos.

Na verdade, de acordo com o autor ao qual nos reportamos, podem se superpor. Qualquer privação extrema age provavelmente como uma operação emocional. O homem faminto é quase necessariamente frustrado e temeroso. A nostalgia inclui tanto um impulso como uma emoção. Se removermos um homem de seus ambientes característicos, grande parte de seu comportamento social não poderá ser emitido e pode, portanto, se tornar cada vez mais provável: voltará aos ambientes antigos sempre que possível e será então particularmente "sociável". Outras partes de seu comportamento tomam-se fortes porque são automaticamente reforçadas sob a privação prevalecente; conversará com qualquer um que ouça coisas a respeito de seus antigos ambientes, dos velhos amigos, e sobre o que costumava fazer. Tudo isso é resultante de privação. Mas a nostalgia também é uma condição emocional na qual há um enfraquecimento geral de outras formas de comportamento - uma "depressão", que pode ser bem profunda.

Não se pode classificar isto como resultado da privação porque o comportamento assim afetado não foi especificamente restringido. As distinções desta espécie podem parecer um pouco forçadas, mas são importantes quer estejamos interessados na compreensão, quer na alteração dessas condições. Definimos uma emoção, na medida em que se quer fazê- lo, como um estado particular de alta ou baixa frequência de uma ou mais respostas induzidas por qualquer uma dentre uma classe de operações. Podemos fazer tantas distinções quantas quisermos entre emoções separadas, embora esse esforço geralmente se esvazie em um sem-número de distinções realmente possíveis.

Existem métodos e práticas disponíveis para o levantamento dos efeitos de qualquer operação dada na qual se possa estar interessado, e um enunciado da relação parece não deixar nada importante inexplicado. As respostas reflexas que acompanham muitos desses estados de força não devem ser completamente desprezadas. Podem não nos ajudar a refinar as distinções, mas adicionam pormenores característicos ao quadro final do efeito de uma dada circunstância emocional. Ao descrever o fato de que críticas a seu trabalho "enfurecem o empregado", podemos dizer, por exemplo: (1) que ele fica vermelho, que as palmas de suas mãos transpiram, e, se os dados forem observáveis, que para de digerir o almoço; (2) que sua face assume uma "expressão" característica de raiva; e (3) que tende a bater portas, a maltratar o gato, a falar secamente com os companheiros de trabalho, a brigar, e a assistir a brigas de má ou lutas de boxe com interesse especial. O comportamento operante em (3) parece acontecer em conjunto via uma consequência comum - alguém ou alguma coisa fica prejudicado. A "emoção total" - se isto tiver qualquer importância - é o efeito total que a crítica ao trabalho teve sobre o comportamento. As assim chamadas fobias fornecem exemplos extremos. As fobias geralmente são denominadas de acordo com as circunstâncias que originam a condição emocional: na claustrofobia, por exemplo, uma mudança possivelmente violenta no comportamento é o resultado do confinamento do organismo a um pequeno espaço; na agorafobia um efeito semelhante segue-se à colocação do organismo em um espaço amplo, aberto. Muitas fobias são geradas por circunstâncias mais específicas: um homem de comportamento normal em outras condições pode revelar excessivo medo de pássaros mortos por exemplo. Como descreveríamos esta última "emoção"? Provavelmente poderíamos mostrar que a visão inesperada de um pássaro morto elicia respostas reflexas consideráveis - palidez, suor, mudança nas pulsações, e assim por diante, assim como várias expressões executadas pela musculatura da face e do corpo. Se esta fosse a dimensão da fobia, poderíamos descrevê-la completamente como um conjunto de reflexos condicionados evocados pela visão de um pássaro morto, mas há outros efeitos importantes.

O comportamento de fuga será bastante poderoso. Parte dele - como voltar-se ou correr - terá sido incondicionado ou condicionado muito cedo na história do organismo. Outra parte - chamar alguém para retirar o pássaro, por exemplo - obviamente será de origem mais recente. O restante do repertório passa por uma mudança geral. Se o sujeito estiver jantando, observamos que para de comer ou come menos rapidamente. Se estiver empenhado em alguma outra ação, observamos uma alteração que pode ser descrita como "perda de interesse". Vemos que tem maior probabilidade de sobressaltar-se com sons repentinos e de olhar ao redor cautelosamente antes de penetrar em novos territórios. Será menos provável que fale com uma frequência natural; que ria, que brinque e assim por diante. Estará predisposto a "ver" pássaro morto em lugar de um chapéu velho caído no chão, no sentido de que esse estímulo, que em certa medida lembra um pássaro morto, pode restabelecer todas as condições emocionais acima descritas. Essas mudanças podem persistir por um considerável período de tempo depois do estímulo ter sido removido. Uma descrição completa da fobia precisaria se referir a todas elas e isto obviamente requereria uma descrição do repertório comportamental inteiro do indivíduo.

O comportamento emocional e as condições que o geram são mais facilmente examinados quando postos em uso prático. Às vezes queremos eliciar os reflexos que comumente ocorrem na emoção. Os reflexos, como vimos, não podem ser executados segundo a demanda como o "comportamento voluntário". O poeta que exclama: "Oh, chorai por Adonais!" não espera que o leitor realmente responda dessa maneira, segundo o pedido. Não há relação interpessoal que permita a uma pessoa evocar comportamento emocional em outra de acordo com essa fórmula. A única possibilidade é usar um estímulo elicia- dor, seja condicionado ou incondicionado. O "dramalhão", como já notamos, é um trabalho literário destinado a induzir a secreção de lágrimas. Outros repertórios verbais destinam-se a evocar o riso. O uso de estímulos condicionados para eliciar respostas emocionais dessa maneira tem grande importância prática para os atores profissionais. Quando queremos eliminar respostas desse tipo, adotamos procedimentos apropriados ao reflexo condicionado.

Quando controlamos a tendência de um comportamento de rir em uma ocasião solene desviando sua atenção do evento divertido, simplesmente removemos os estímulos para o riso. Quando conseguimos o mesmo efeito através de pontapés nas canelas, simplesmente apresentamos estímulos para uma resposta incompatível. Também se faz uso prático de certas drogas que induzem ou eliminam reações emocionais. Por exemplo, nos serviços militares uma droga que reduza as respostas características de ansiedade ou medo obviamente é de grande valor sob condições da batalha. Com frequência também é desejável alterar predisposições emocionais. Em uma "conversa pra encorajar", o técnico de uma equipe pode tirar vantagem do fato de que os jogadores se empenham com mais agressividade contra seus oponentes se estiverem zangados. O hábil interrogador pode usar o mesmo procedimento para levar uma testemunha a emitir respostas verbais que de outra forma poderiam ser contidas. Soldados e populações civis são levados à ação agressiva com histórias de atrocidades, lembranças de injúrias presentes ou passadas e assim por diante.

Desde que as histórias individuais estão aqui implicadas devem ser encontradas as operações científicas, não em uma análise teórica, mas no estudo de cada caso à medida que surge, uma compreensão clara do que está sendo feito; contudo, pode tornar mais eficazes essas práticas. Uma predisposição emocional particularmente importante é aquela na qual o indivíduo favorece uma determinada pessoa, grupo ou estado de coisas. É difícil definir as consequências particulares do comportamento "favorável", mas um efeito razoavelmente específico muitas vezes pode ser descoberto. O político pode promover comícios políticos, beijar crianças, publicar pormenores autobiográficos favoráveis, e assim por diante, apenas para reforçar uma resposta bem específica da parte do eleitorado: colocar um sinal no quadrinho da cédula ao lado de seu nome. O autor ou dramaturgo gera respostas favoráveis para suas personagens descrevendo-as em situações que reforçam esse comportamento ou que contra-atacam um comportamento oposto, desfavorável, e deste modo aumenta as probabilidades de que seu livro ou peça tenha êxito; mas o comportamento em pauta pode ser nada mais que a compra de livros ou ingressos ou a divulgação de artigos favoráveis. Aqui parte do efeito é o reforço, mas podemos distinguir uma espécie de operação que deve ser classificada como emocional. O anunciante interessado em gerar "boa vontade" para seu produto emprega os mesmos procedimentos, sendo o comportamento específico em foco a venda do produto.

A frequência, a severidade e o esquema de punição geram outros aspectos do comportamento geralmente atribuídos a sentimentos ou traços de caráter. Em muitos exemplos familiares, o comportamento tem tanto consequências reforçadoras como punitivas. Se o comportamento ainda ocorre, mas de forma enfraquecida, pode-se dizer que ele revela inibição, timidez, embaraço, medo ou cautela. Diz-se que a punição excessiva produz uma deficiência mais crítica de reforço positivo e torna a pessoa "mais vulnerável a uma depressão severa e à desistência". Tratamos aquilo que é sentido não mudando os sentimentos, mas mudando as contingências - por exemplo, evocando o comportamento sem puni-lo, de forma que os estímulos adversativos vos condicionados possam extinguir-se.

O controle exercido por orientações, conselhos, regras ou leis é mais ostensivo do que o exercido pelas próprias contingências, em parte porque é menos sutil, enquanto o outro, por isso mesmo, parecia significar maior contribuição pessoal e valor interno. Fazer o bem porque se é reforçado pelo bem de outrem merece maior apreço do que fazer o bem porque a lei assim exige. No primeiro caso, a pessoa se sente bem disposta; no segundo, pode sentir pouco mais do que o medo de ser punida. A virtude cívica e a piedade são reservadas para aqueles que não se limitam a seguir regras. Este é necessariamente o caso quando as contingências tenham sido analisadas - quando, como na poesia e no misticismo, são consideradas inefáveis.

Portanto, ao exposto no presente item, a pesquisa científica terá por exposição desenvolver trabalho na tentativa de esclarecimento científico no sentido de que a relevância de uma teoria que possa demarcar concepções teóricas de cérebro emocional para crescimento do conhecimento em âmbito das ciências contextuais.

    1. Tema

 Referencia (material estudado)

 Relevância - cientifica

- social

 Motivação - intelectual

- profissional

CRITÉRIOS teórico

a)conhecimento /

\ profissional (experiência)

leituras

Ideias - informações cursos

seminários

Pesquisadores

b) fontes, acessíveis

tempo, condições

c) encantador

d) delimitar o tema

- focalizar

- parte

- aprofundar

- ponto de vista

- exemplificar

Contexto histórico

2.2. RELEVÂNCIA ACADÊMICA

- ampliar conhecimentos

- encadeamento de estudos

- contribuição acadêmica

2.3. RELEVÂNCIA PROFISSIONAL

- aplicabilidade - Pratica

- transformação social

- utilização

2.4. RELEVÂNCIA SOCIAL

-todos devem apresentá-la

- dimensão social/política

    1. Objetivos (gerais e específicos).

Geral

Recuperar o maior número de evidências possíveis e plausíveis possíveis que consubstanciem que a origem cerebral das emoções, onde sua atenção reside em explicar a maneira como o cérebro detecta e reage a estímulos que despertam as emoções, como se dá o aprendizado emocional e como se formam as lembranças emocionais e, de que maneira aspectos inconscientes da mente dão origem a emoções conscientes tendo como ponto de partida aquelas supramencionadas na justificativa, também fatos históricos revistos dentro dos conteúdos apresentados que suscitem possibilidade de averiguação científica, no intuito de consolidar o que se propõe.

Específicos:

1) Recuperar o maior número de conteúdos das aulas da História da Psiquiatria, e materiais recomendados e materiais de fontes secundárias e primárias relacionados nas mais variadas formas de expressão relacionados com a emoção medo relacionados tanto a animais vertebrados, invertebrados, bem como micro-organismos;

2) Recuperar o maior número de conteúdos das aulas da História da Psiquiatria, e materiais recomendados e materiais de fontes secundárias e primárias relacionados nas mais variadas formas de expressão relacionados com a emoção medo relacionados tanto a animais vertebrados, invertebrados, bem como micro-organismos;

3) Recuperar o maior número de conteúdos das aulas da História da Psiquiatria, e materiais recomendados e materiais de fontes secundárias e primárias relacionados nas mais variadas formas de expressão relacionados com estudos, pesquisas, métodos, processos apresentados sobre emoção medo relacionados tanto a animais vertebrados, invertebrados, bem como micro-organismos;

4) Recuperar o maior número de conteúdos das aulas da História da Psiquiatria, e materiais recomendados e materiais de fontes secundárias e primárias relacionados nas mais variadas formas de expressão relacionados com a cérebro humano ou de outros animais.

    1. Referencial teórico.

Há 800 mil anos começou a processar informação, se tornando Homo Sapiens. O que aconteceu na Revolução Cognitiva? História e biologia. A imensa diversidade de realidades imaginadas que os sapiens inventaram e a diversidade resultante de padrões de comportamento são os principais componentes do que chamamos "culturas". Desde que apareceram, as culturas nunca cessaram de se transformar e se desenvolver, e essas alterações irrefreáveis são o que denominamos "história". A Revolução Cognitiva é, portanto, o ponto em que a história declarou independência da biologia. Até a Revolução Cognitiva, os feitos de todas as espécies humanas pertenciam ao reino da biologia, ou, se quisermos, da pré-história. A partir da Revolução Cognitiva, as narrativas históricas substituem as narrativas biológicas como nosso principal meio de explicar o desenvolvimento do Homo sapiens. (Harari).

Por outro lado, Segundo DARWICH, R A e TOURINHO, E Z. R. 2005) Skinner(1981/1984) deu especial importância ao argumento segundo o qual a seleção natural apresenta uma falha na medida em que, atuando ao longo de milhões de anos, não necessariamente garante que os indivíduos sejam aptos para a sobrevivência em um ambiente diferente daquele no qual características genéticas foram selecionadas. Considerando-se um "meio que muda constantemente, a bagagem genética não acompanha o ambiente e o organismo apresenta então suscetibilidades que são pouco úteis, pouco eficientes e até ameaçadoras no mundo transformado" (Micheletto, 1995, p. 162). A sobrevivência de organismos em um ambiente constantemente em mudança tornou-se possível na ontogênese, portanto, apenas na medida em que foram selecionados mecanismos que possibilitam a aquisição de novas respostas, para além das garantidas geneticamente.

A reprodução sob as mais variadas condições tornou-se possível com a evolução de dois processos através dos quais organismos individuais adquiriram comportamento apropriado a novos ambientes. Através de condicionamento respondente (pavloviano), respostas elaboradas anteriormente pela seleção natural puderam ficar sob controle de novos estímulos. Através de condicionamento operante, novas respostas puderam ser fortalecidas ("reforçadas") por eventos imediatamente posteriores a elas (Skinner, 1981/1984,p.12).

Assim sendo, o condicionamento operante é tido como um segundo tipo de seleção por consequências cuja evolução, de acordo com Skinner (1981/1984), ocorreu "paralelamente a dois outros produtos das mesmas contingências de seleção natural a sensibilidade ou suscetibilidade a reforçamento por certos-de consequências e um suprimento de comportamentos menos especificamente ligados a estímulos eliciadores ou liberadores" (p. 12) como são, por exemplo, os conjuntos de comportamento tidos como instintivos. Antes, Skinner (1953/1965) assim se pronunciou a respeito:

Tanto no condicionamento operante, quanto na seleção evolutiva de características comportamentais, as conseqüências alteram a probabilidade futura. Reflexos e outros padrões inatos de comportamento evoluem porque aumentam as chances de sobrevivênciada. Operantesse fortalecem porque são seguidos por conseqüências importantes na vida do indivíduo (DARWICH, R A e TOURINHO, E Z. R. 2005, p.90).

A preocupação com os processos comportamentais é bastante antiga. No século IV a.C., Aristóteles já havia publicado obras sobre a origem, a reprodução, a anatomia e o movimento dos animais. Cunha (1983) menciona que Descartes (1641) foi considerado um inspirador inicial ao conceber o mecanismo natural do reflexo como uma explicação do comportamento animal, inclusive do comportamento humano, em que não houvesse a intervenção da razão. Ao separar radicalmente o espírito e o corpo como duas ordens incomensuráveis de substâncias, ele contribuiu para o avanço da ciência do comportamento, dividida em dois ramos: psicológico e biológico que, frequentemente ao longo da história, ora se chocam ora se aproximam.

A emoção é um estado do corpo. O que uma pessoa sente relaciona-se a eventos dos três sistemas nervosos (interoceptivo, proprioceptivo e exteroceptivo), os quais são importantes para a economia interna do organismo quando este entra em contato com as contingências (Skinner, 1974/1999). Eventos que ocorrem dentro do corpo podem, de fato, estar sob o controle de estímulos internos ou externos sujeitos a seqüência numa rede de relações funcionais. A escassez de estudos relacionando os aspectos fisiológicos e comportamentais das emoções contribuem para o enfraquecimento dessas duas importantes áreas de pesquisa.

Ainda assim, Staats (1996) afirma que embora Skinner tenha reconhecido os dois tipos de condicionamento, não os considerou de igual importância. Priorizou os operantes e considerou as respostas emocionais como eventos colaterais os quais não tinham poder explicativo em relação ao comportamento e condicionamento operante. Staats (1996) afirma que Skinner deixou de dar a devida importância ao condicionamento clássico, "não construiu métodos para ele, não estabeleceu fundamentos ou programas de estudo para aqueles que seguiram sua abordagem para estudar a emoção, como as emoções são aprendidas ou quais são os seus efeitos sobre o comportamento humano" (p. 40).

Segundo DARWICH, R A e TOURINHO, E Z. R. 2005) Em suma, após afirmar que" as condições que levam um organismo a ser 'emotivo' nunca foram estudadas exaustivamente ou mesmo satisfatoriamente classificadas" (p. 256), Skinner (1957/1992) apontou que tais condições são relacionadas com o reforço e com estados de privação e de estimulação aversiva. Assim sendo, Skinner propôs uma análise do sentir no contexto de relações comportamentais operantes. Em outros termos, apesar de distinguir a presença de componentes respondentes e operantes de respostas emocionais, Skinner destacou aí também a importância das consequências. Pode-se concluir, portanto, que respostas emocionais são apresentadas como fenômenos complexos que envolvem tanto a e liciação de condições corporais específicas quanto a emissão de operantes. Assim, a definição ou nomeação de uma resposta emocional advém da discriminação verbal das condições corporais presentes no momento e da relação de contingência entre a presença de tais estímulos (públicos e privados ) e a emissão de operantes anteriormente selecionados. Dentre as para que uma resposta emocional seja identificada, Holland e Skinner (1961) indicaram a importância das predisposições para a ação:

A ênfase nas predisposições para a emissão de determinados operantes, nos termos de variações na probabilidade do responder, decorre da observação de que um conjunto de alterações nas condições corporais muitas vezes fisiologicamente idênticas caracteriza diferentes respostas emocionais, o que torna as condições corporais insuficientes para a discriminação verbal do que é sentido. Segundo Holland e Skinner (1961), "um estímulo doloroso ou elicia muitas respostas que fazem parte do comportamento respondente observado nas emoções de medo ou raiva" (p. 209). Casos de medo, raiva, ansiedade e mesmo sensações resultantes de esforço físico envolvem a chamada , a qual "descreve o efeito de um grande número de respostas que são eliciadas ao mesmo tempo por certos estímulos" (p. 211).

Ou seja, Skinner não levou em consideração como Staats, alguns dos comportamentos apreendidos exceto o comportamento operante. Em geral, um comportamento aprendido é aquele que um organismo desenvolve como resultado da experiência. Comportamentos aprendidos contrastam com comportamentos inatos, que são geneticamente programados e podem ser realizados sem qualquer experiência prévia ou treinamento. É claro, alguns comportamentos têm tanto elementos inatos quanto aprendidos. Por exemplo, os tentilhões-zebra são geneticamente programados para aprender uma música, mas a música que eles cantam depende do que eles ouvem de seus pais.

A propriedade de um estímulo que evoca emoção pode ter a função de produzir o condicionamento clássico. Se apresentarmos um estímulo neutro emparelhado ao estímulo eliciador de emoção, então o estímulo neutro passará a evocar a resposta emocional. Há aqui transferência de função. Além disso, um estímulo emocional tem uma segunda função: pode atuar como estímulo reforçador. Os estímulos eliciadores de emoção são importantes também pela função diretiva: no caso positivo, controlará comportamentos de aproximação e se negativos, comportamentos de fuga ou esquiva (Staats, 1996).

A análise das emoções dentro dessa perspectiva requer que se analise o significado evolutivo biológico das experiências emocionais. Quando uma pessoa experimenta estados fisiológicos ela sente, isto é, o sentir adquire funções estimuladoras. Portanto, sentir implica estímulos extras quando os indivíduos experimentam sensações corporais que são parte das reações respondentes, cuja discriminação possibilita nomear a condição sentida verbalmente.

Verifica-se que a memória associativa é o principal tipo de aprendizagem em que organismos complexos dotados de sistemas nervosos evoluídos respondem eficientemente a determinados estímulos ambientais. Esta propriedade cognitiva fundamental foi evidenciada em diferentes espécies multicelulares, de cefalópodes a humanos, mas nunca em células individuais. Aqui, seguindo os experimentos de Pavlov com cães que fundaram os princípios do condicionamento clássico, observamos o desenvolvimento de uma memória associativa em Amoeba proteus, que corresponde ao surgimento de um novo padrão de motilidade sistêmica. Em nossa versão celular deste comportamento de condicionamento, usamos um campo elétrico controlado de corrente contínua como o estímulo condicionado e um peptídeo quimiotático específico como estímulo não condicionado. Este estudo permitiu demonstrar que Amoeba proteus é capaz de vincular dois eventos passados ​​independentes, e a memória associativa induzida pode ser registrada por pelo menos quatro horas. Pela primeira vez, observou-se que uma resposta sistêmica a um estímulo específico pode ser modificada pelo aprendizado em organismos unicelulares. Esta descoberta abre um novo quadro na compreensão dos mecanismos subjacentes ao complexo comportamento sistêmico envolvido na migração celular e na capacidade adaptativa das células para o meio externo. ( De la Fuente, 2018).

Dessa forma, verificando a importância deste tipo de descoberta, há que suscitar as repercussões importantes nas concepções acerca do Comportamento Emocional, haja vista da possibilidade de eleocorrer em microorganismos e repercutir na que o processamento de informações ocorre à nível dos seres com sistema nervoso, podendo também ocorrer em microrganismos, motivo este no qual propomos, por meio de pesquisas científicas, com demarcação teórica, contribuir no sentido de alargamos conhecimento de que o Comportantento Emocional no qual nos amparamos não é privilegico dos Homo Sapiens, hanvendo, por isso, demarcar suas origens nos pimórdios da origem da vida , ou seja há cerca de 3,8 bilhões anos.

Joseph LeDoux (apud fulando) considera as emoções como funções biológicas do sistemas nervoso. Ele crê que estudando como as emoções se processam no cérebro pode ajudar-nos a entendê-las. Esse estudo do funcionamento do cérebro é muito diferente dos estudos das emoções do ponto de vista psicológico, onde os mecanismos cerebrais relacionados são desconsiderados. O autor considera a investigação psicológica valiosa, mas considera que o estudo das emoções como função do cérebro é bem mais eficaz.

Por outro lado, verifica-se que a memória associativa é o principal tipo de aprendizagem em que organismos complexos dotados de sistemas nervosos evoluídos respondem eficientemente a determinados estímulos ambientais. Esta propriedade cognitiva fundamental foi evidenciada em diferentes espécies multicelulares, de cefalópodes a humanos, mas nunca em células individuais. Aqui, seguindo os experimentos de Pavlov com cães que fundaram os princípios do condicionamento clássico, observamos o desenvolvimento de uma memória associativa em Amoeba proteus, que corresponde ao surgimento de um novo padrão de motilidade sistêmica. Em nossa versão celular deste comportamento de condicionamento, usamos um campo elétrico controlado de corrente contínua como o estímulo condicionado e um peptídeo quimiotático específico como estímulo não condicionado. Este estudo permitiu demonstrar que Amoeba proteus é capaz de vincular dois eventos passados ​​independentes, e a memória associativa induzida pode ser registrada por pelo menos quatro horas. Pela primeira vez, observou-se que uma resposta sistêmica a um estímulo específico pode ser modificada pelo aprendizado em organismos unicelulares. Esta descoberta abre um novo quadro na compreensão dos mecanismos subjacentes ao complexo comportamento sistêmico envolvido na migração celular e na capacidade adaptativa das células para o meio externo. ( De la Fuente, 2018)

Com isto pode-se verificar a importância deste tipo de descoberta, pode trazer repercussões imporantes nas concepções acerca do Comportamento Emocional, haja visto da possibilidade dele ocorrer em microorganismos e repercutir na que o processamento de informações ocorre a nível dos seres com sistema nervoso, pode também ocorrer em microrganismos e fazendo com que se consolidado mediante mais pesquisas poderá fazernos pensar que o Comportantento Emocional que sabemos não é privilegico dos Homo Sapiens pode com isto ter suas origens nos pimórdios da origem da vida , ou seja há cerca de 3,8 bilhões anos.

  1. As emoções nos acontecem involuntariamente, não adianta querer que elas aconteçam. O controle sobre nossas reações emocionais é muito pequeno. Como temos um controle limitado sobre as emoções elas podem invadir a nossa consciência. Isso porque existem mais conexões dos sistemas emocionais para os cognitivos do que conexões dos sistemas cognitivos para os emocionais. Isso talvez explique, porque às vezes somos tomados de lembranças emocionais que não conseguimos controlar e não sabemos porque surgiram.

  1. Finalmente, as emoções podem ser tanto úteis, nos motivando a atitudes futuras, como patológicas, quando, por exemplo, o medo dá lugar a ansiedade, o prazer torna-se um vício, o amor uma obsessão, etc. A saúde mental depende da higiene emocional e, na grande maioria, os problemas mentais são consequência de uma organização emocional.

Para o seu estudo das emoções, o autor considera as emoções como funções biológicas do sistemas nervoso. Ele crê que estudando como as emoções se processam no cérebro pode ajudar-nos a entendê-las. Esse estudo do funcionamento do cérebro é muito diferente dos estudos das emoções do ponto de vista psicológico, onde os mecanismos cerebrais relacionados são desconsiderados. O autor considera a investigação psicológica valiosa, mas considera que o estudo das emoções como função do cérebro é bem mais eficaz.

As diversas formas de emoções são mediadas por sistemas neurais distintos. Desta maneira, não existe um único sistema responsável por todas as emoções. Por exemplo, o sistema que fazemos uso para nos defendermos do perigo é diferente do sistema de procriação e os sentimentos resultantes de ativação desses sistemas - medo e prazer sexual - não possuem uma origem em comum. O que o autor quer colocar é que para entendermos como se processa a emoção, temos que estudar as diferentes classes de emoções, já que não existem um sistema único responsável pela emoção. E, como esses sistemas são distintos, as descobertas realizadas específicas por cada sistema não devem ser misturadas.


Ainda de acordo com Skinner, se o problema da emoção for concebido apenas como questão de estados interiores, não é provável que se consiga progressos em tecnologia prática. Não é de qualquer auxílio, na solução de um problema prático, dizer-se que algum aspecto do comportamento do homem se deve à frustração ou à ansiedade; precisamos também saber como a frustração ou a ansiedade foi induzida e como pode ser alterada. No final, encontramo-nos lidando com dois eventos - o comportamento emocional e as condições manipuláveis das quais esse comportamento é função - que constituem o objeto próprio do estudo da emoção. Há certos casos tipos quais três estágios podem ser identificados.

Uma condição emocional crônica às vezes leva a certas formas de doença. Por exemplo, o homem cujo negócio está às portas da falência pode se sujeitar a uma longa série de circunstâncias que geram uma condição crônica de frustração e ansiedade. Parte da emoção total pode constituir-se de respostas reflexas no trato alimentar, em resultado dos quais o homem pode vir a ser tornar fisicamente doente - úlceras, por exemplo. Aqui é lídimo atribuir a doença a uma "emoção" como causa, porque definimos a emoção como um padrão de comportamento. Poderíamos do mesmo modo atribuir crânio fraturado à emoção, se a lesão aconteceu como resultado de comportamento imprudente. Mas isto é bem diferente de argumentar que se deve o comportamento emocional à emoção. Um homem não negligencia seus negócios por causa da ansiedade ou da tristeza. Tal afirmação é, na melhor das hipóteses, meramente um modo de classificar um tipo particular de negligência. A única causa válida é a condição externa da qual se demonstra que o comportamento de negligenciar, como parte de um padrão emocional conhecido como ansiedade ou tristeza, é uma função. Negligência semelhante, que poderia ser atribuída a um caso amoroso preocupante, poderia não "ser devido a uma emoção especial", simplesmente seria o efeito de um conjunto de circunstâncias diferentes.

Para remediar o comportamento negligente em ambos os casos, devemos atacar as circunstâncias externas que são por ele responsáveis. Não se confunda emoção com um "estado" hipotético, com o comportamento observado durante uma emoção; não se confunda com a fome nada além do comer. O homem encole- rizado, como o homem faminto, mostra uma disposição para agir de certa maneira. Pode nunca chegar a agir daquela maneira, mas, não obstante, podemos lidar com a probabilidade de que o fará. Assim como inferimos de uma história de privação que um homem provavelmente está faminto mesmo que seja incapaz de comer, também inferimos que provavelmente está zangado, mostrando que geralmente se comporta de um modo zangado em ocasiões semelhantes. Da mesma maneira que inferimos que o homem está faminto através de sua preocupação com cenas de comida, também inferimos que está zangado por causa das respostas relativamente supérfluas que covariam nessa emoção. Em nenhum desses casos o sujeito precisa emitir o comportamento final importante para o qual está predisposto. O leigo faz uma distinção suplementar entre uma emoção e uma predisposição para a emoção. Fala da última como disposição quando o estado é temporário. ("Fulano está com boa disposição") e como um temperamento quando é de longa duração ("Tem um temperamento mesquinho"). Disposições e temperamentos representam uma espécie de probabilidade de segunda ordem - a probabilidade de que uma dada circunstância originará a probabilidade de uma dada resposta.

O comportamento emocional e as condições que o geram são mais facilmente examinados quando postos em uso prático. Às vezes queremos eliciar os reflexos que comumente ocorrem na emoção. Os reflexos, como vimos, não podem ser executados segundo a demanda como o "comportamento voluntário". O poeta que exclama: "Oh, chorai por Adonais!" não espera que o leitor realmente responda dessa maneira, segundo o pedido. Não há relação interpessoal que permita a uma pessoa evocar comportamento emocional em outra de acordo com essa fórmula. A única possibilidade é usar um estímulo elicia- dor, seja condicionado ou incondicionado.

O "dramalhão", como já notamos, é um trabalho literário destinado a induzir a secreção de lágrimas. Outros repertórios verbais destinam-se a evocar o riso. O uso de estímulos condicionados para eliciar respostas emocionais dessa maneira tem grande importância prática para os atores profissionais. Quando queremos eliminar respostas desse tipo, adotamos procedimentos apropriados ao reflexo condicionado. Quando controlamos a tendência de um comportamento de rir em uma ocasião solene desviando sua atenção do evento divertido, simplesmente removemos os estímulos para o riso. Quando conseguimos o mesmo efeito através de pontapés nas canelas, simplesmente apresentamos estímulos para uma resposta incompatível. Também se faz uso prático de certas drogas que induzem ou eliminam reações emocionais. Por exemplo, nos serviços militares uma droga que reduza as respostas características de ansiedade ou medo obviamente é de grande valor sob condições da batalha. Com freqüência também é desejável alterar predisposições emocionais. Em uma "conversa pra encorajar", o técnico de uma equipe pode tirar vantagem do fato de que os jogadores se empenham com mais agressividade contra seus oponentes se estiverem zangados. O hábil interrogador pode usar o mesmo procedimento para levar uma testemunha a emitir respostas verbais que de outra forma poderiam ser contidas. Soldados e populações civis são levados à ação agressiva com histórias de atrocidades, lembranças de injúrias presentes ou passadas e assim por diante.

Desde que as histórias individuais estão aqui implicadas devem ser encontradas as operações científicas, não em uma análise teórica, mas no estudo de cada caso à medida que surge, uma compreensão clara do que está sendo feito; contudo, pode tornar mais eficazes essas práticas. Uma predisposição emocional particularmente importante é aquela na qual o indivíduo favorece uma determinada pessoa, grupo ou estado de coisas. É difícil definir as conseqüências particulares do comportamento "favorável", mas um efeito razoavelmente específico muitas vezes pode ser descoberto. O político pode promover comícios políticos, beijar crianças, publicar pormenores autobiográficos favoráveis, e assim por diante, apenas para reforçar uma resposta bem específica da parte do eleitorado: colocar um sinal no quadrinho da cédula ao lado de seu nome.

O autor ou dramaturgo gera respostas favoráveis para suas personagens descrevendo-as em situações que reforçam esse comportamento ou que contra-atacam um comportamento oposto, desfavorável, e deste modo aumenta as probabilidades de que seu livro ou peça tenha êxito; mas o comportamento em pauta pode ser nada mais que a compra de livros ou ingressos ou a divulgação de artigos favoráveis. Aqui parte do efeito é o reforço, mas podemos distinguir uma espécie de operação que deve ser classificada como emocional. O anunciante interessado em gerar "boa vontade" para seu produto emprega os mesmos procedimentos, sendo o comportamento específico em foco a venda do produto.

  1. Metodologia.

Coleta de Dados. Os procedimentos de coleta de dados foram realizados no período a combinar com o Coordenador, pois encontra-se sob pedido de dilação de prazo. Já encaminhado para o mesmo. C "resumo". O termo "análise do comportamento" foi retirado da estratégia em função dos resultados nulos obtidos na Coleta 1.

A identificação das especialidades médicas foi possível por meio da consulta à Resolução do Conselho Federal de Medicina n. 2.005/2012, que refere 53 especialidades médicas (2012). A inserção dessas especialidades no procedimento em questão foi realizada a fim de localizar os trabalhos de analistas do comportamento que produzem conhecimento em interface com a Medicina. As 53 especialidades foram agregadas em 45 áreas e os termos combinados à palavra-chave "psicologia" corresponderam ao nome da área e/ou a outra palavra relativa ao seu objeto de estudo, com o acréscimo do operador booleano AND. Todas as combinações que compuseram o procedimento da Coleta 2 estão descritas na

Critérios de Inclusão e de Exclusão dos Artigos Encontrados. Os critérios de inclusão consistiram na publicação ter ocorrido no período de 2014 a 2019, no idioma Português/inglês, e que remetesse a artigos científicos com enfoque na Cérebro Emocional e a retrospectiva histórica fomentada pelos conteúdos da Disciplina Isolada "História da Psiquiatria". Foram excluídos resumos: (a) repetidos; (b) incompletos (base de dados não fornecia o resumo por completo); (c) de outras áreas (d) que não se referiam a trabalhos com enfoque das neurociências e analítico-comportamental (behaviorista radical); (f) que não correspondiam à atuação da Psicologia; e (g) de autores brasileiros sem afiliação institucional no próprio país. Esse último critério foi possível por meio da consulta ao Currículo Lattes dos pesquisadores. Os critérios de exclusão foram adaptados de Ferreira, Soares, Orlandini, e Sabião (2008).

Registro de Dados Coletados. Em ambas as coletas, primeiramente, os descritores e palavras-chave foram inseridos no portal da BVS-Psi Brasil. Posteriormente, os resultados eram registrados em uma planilha do Microsoft Excel e os resumos que constavam no Index Psi Periódicos Técnico-Científicos, SciELO e LILACS foram consultados para leitura na íntegra. As listas com esses resumos foram impressas, aumentando o controle na seleção dos estudos a serem analisados. Nessa etapa, a consulta dos artigos completos foi feita nos casos em que não foi possível identificar os critérios de inclusão e de exclusão da publicação em estudo exclusivamente pelo resumo.

Definida a pertinência do material, o download do artigo científico completo foi realizado, bem como a leitura desse na íntegra, com a posterior inserção dos dados coletados em uma planilha desenvolvida no Microsoft Excel a partir das seis variáveis de estudo: Ano de Publicação, Tipo de Estudo, Objetivos, Participantes, Procedimentos e Conclusões.

9. Cronograma.

Em função da dilação de prazo já requerida por e-mail e reiterada.

10. Referências bibliográficas.

  1. ABREU, Paulo Roberto; HUBNER, Maria Martha Costa. O comportamento verbal para B. F. Skinner e para S. C. Hayes: uma síntese com base na mediação social arbitrária do reforçamento. Acta comport., Guadalajara , v. 20, n. 3, p. 367-381, 2012 . Disponível em <https://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0188-81452012000300008&lng=pt&nrm=iso>. acessos em 27 jun. 2019.

  1. Darwin, C. A expressao das emoçoes no homem e nos animais. São Paulo, Companhia de Bolso, 2009.

  1. LAKATOS, Eva Maria; MARCONI, Marina de Andrade. Fundamentos de metodologia científica. 5. ed. São Paulo: Atlas, 2003.

  1. LeDoux, J. (2001). O cérebro emocional - os misteriosos alicerces da vida emocional. Rio de Janeiro: Objetiva; The Emotional Brain: The Mysterious Underpinnings of Emotional Life Paperback - March 27, 1998

  1. SKINNER, B. F. Ciência e Comportamento Humano. Brasília: Ed. UnB/ FUNBEC, (1953), 1970

  1. Saban, M. T. (2011). Introdução à terapia de aceitação e compromisso. Santo André: ESETes.

  1. F. Sobre o Behaviorismo. São Paulo: Cultrix, (1974), 1995.

  1. Yuval Noah Harari (2011) Sapiens -Uma Breve História da Humanidade.29aEdição. Editora Harper.

ANEXO I - ATESTADO DE TER CURSADO DISCIPLINA ISOLADA HISTÓRIA DA PSIQUIATRIA COM DESEMPENHO EXCELENTE COM DIREITO A CRÉDITO E REGISTRO NO ESCRITÓRIO DE DIREITOS AUTORAIS DA FUNDAÇÃO BIBLIOTECA NACIONAL

PROPOSIÇÃO DE EVOLUÇÃO HISTÓRICA DO SISTEMA CEREBRAL DO MEDO DESDE A PRÉ-HISTÓRIA ATÉ A CONTEMPORANEIDADE SOB O PRISMA DAS CONCEPÇÕES TEÓRICAS DE CÉREBRO EMOCIONAL EM JOSEPH LEDOUX VISANDO, DENTRE VÁRIAS OUTRAS CONTRIBUIÇÕES PARA CIÊNCIAS CONTEXTUAIS

Gilberto Martins Borges Filho.'.

PROPOSIÇÃO DE EVOLUÇÃO HISTÓRICA DO SISTEMA CEREBRAL DO MEDO DESDE A PRÉ-HISTÓRIA ATÉ A CONTEMPORANEIDADE SOB O PRISMA DAS CONCEPÇÕES TEÓRICAS DE CÉREBRO EMOCIONAL EM JOSEPH LEDOUX VISANDO, DENTRE VÁRIAS OUTRAS CONTRIBUIÇÕES PARA CIÊNCIAS CONTEXTUAIS (Atualização Atividade Preliminar como Relacionada ao "Projeto do Trabalho de Término de Curso"(TTC)para Disciplina Especial "História da Psiquiatria" da Pós-Graduação do Instituto de Psicologia da USP)

Gilberto Martins Borges Filho.'.

Universidade de São Paulo (USP)

Instituto de Psicologia

Disciplina Isolada História da Psiquiatria

PROPOSIÇÃO DE EVOLUÇÃO HISTÓRICA DO SISTEMA CEREBRAL DO MEDO DESDE A PRÉ-HISTÓRIA ATÉ A CONTEMPORANEIDADE SOB O PRISMA DAS CONCEPÇÕES TEÓRICAS DE CÉREBRO EMOCIONAL EM JOSEPH LEDOUX VISANDO, DENTRE VÁRAIS OUTRAS CONTRIBUIÇÕES PARA CIÊNCIAS CONTEXTUAIS

Atividade Preliminar como Relacionada ao "Projeto do Trabalho de Término de Curso"(TTC)para Disciplina Especial "História da Psiquiatria"

São Paulo - 2019

Gilberto Martins Borges Filho.'.

Proposição de Evolução Histórica do sistema cerebral do medo desdes a Pré-História até a contemporaneidade sob o Prisma das Concepções Teóricas de Cérebro Emocional em Joseph LeDoux visando, dentre várais outras contribuições para Ciências Contextuais

Atividade Preliminar como Relacionada ao "Projeto do Trabalho de Término de Curso"(TTC) para Disciplina Especial "História da Psiquiatria"

Gilberto Martins Borges Filho.'.

São Paulo - 2019

Epigrafe

[1-CANDIDATA A EPÍGRAFE]

A emoção é um estado do corpo. O que uma pessoa sente relaciona-se a eventos dos três sistemas nervosos (interoceptivo, proprioceptivo e exteroceptivo), os quais são importantes para a economia interna do organismo quando este entra em contato com as contingências (Skinner, 1974/1999).

[2-CANDIDATA A EPÍGRAFE]

A essência do behaviorismo radical pode ser resumida em quatro palavras: contextualismo, monismo, funcionalismo e antimentalismo. Esta não é, obviamente, a ocasião adequada para envolver-se em uma discussão prolongada acerca do behaviorismo radical, mas, felizmente, para os nossos propósitos presentes, podemos focalizar somente uns poucos aspectos da natureza do comportamento e da causalidade dentro da análise do comportamento e, então, aplicar isto ao possível papel que os pensamentos teriam na ação humana.

Borges Filho, Gilberto Martins

2019

[OBS: HAVIA NOTADO SUMIÇO DESTA TABELA DA FICHA CATALOGRÁFIA -SER´AQUE NÃO TERIA QUE O NOME ??]

Ficha Catalográfica

Proposição de Evolução Histórica do Cérebro Emocional desdes a Pré-História até a contemporaneidade sob o Prisma das Concepções Teóricas de Joseph LeDoux visando, dentre varias outras contribuições para Ciências Contextuais.

Projeto de Trabalho de Término de Curso (TCC) da Disciplina Isolada intitulada "História da Psiquiatria" da Pós-Graduação da Psicologia do Instituto de Psicologia da USPPesquisa a ser apresentado para a Coordenação da Reunião Científica do Ambulatório de TEPT, Ambulatório de Ansiedade (AMBAN) no Instituo de Psiquiatria - Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo sob as Coordenações dos Professores DoutoresFelipe D'Alessandro F Corchs Coordenador da Reunião Científica Márcio BernickDD. Coordenador do AMBAN
Departamento e Instituto de Psiquiatria/Hospital das Clínicas/Faculdade de Medicina.

PALAVRAS CHAVES [KEY WORDS]=medo [fear]; cérebro emocional [emotional brain]; emoção [emotion]; eventos privados [ private events] cognição [cognition]; comportamento verbal [verbal behavior]; consciência [consciousness] OR comportamento consciente [CONSCIOUS BEHAVIOR; psicologia [psychology ]; behaviorismo [behaviorism] , behaviorismo radical [radical behaviorism]; auto-conhecimento [selfo knoledge/self awareness/ self discovery/self appraisal/self/self-consciousness]


  1. Apresentação

Neste momento com objetivo contextualizar minha trajetória na Universidade de São Paulo (USP) com objetivo claro e convicto de submeter-me a um Curso de Pós-Graduação Stricto Sensona Área da Saúde Mental dessa conceituada universidade, e faz-se necessário apresentar um Breve Histórico de minha trajetória como Profissional Liberal da Saúde formado pela Universidade Federal do Ceará e que após alguns anos se erradicou em Minas Gerais e que exerci atividades médicas quase duas décadas tanto em setores públicos e privados em municípios da Região Metropolitana de Fortaleza (Ceará) de Belo Horizonte (Minas Gerais) as atividades de Clínica Médica e também por ter se especializado em Infectologia, Medicina de Tráfego, Medicina do Trabalho e Acupuntura Médica com atuação mais nas duas primeiras. E, por tanto ter uma formação mais voltada para Medicina Somática (Organicista), é que visando, sobretudo, estabelecer uma interface profícua entre essas áreas somáticas e aquela onde predomina subjetividade é que nestes últimos anos resolvi fazer e conclui alguns Cursos de Pós-Graduação lato senso como "Transtornos de Controle dos Impulsos", Dependência Química, Cursos de Entrevista Motivacional, Curso de Terapias Cognitivas Comportamentais focados em Dependência Química, Curso de Acompanhamento Terapêutico, Curso de Formação em Terapias Cognitivas Comportamentais do Programa de Ansiedade (Amban), Curso de Aceitação e Compromisso e também participando de algumas atividades práticas dos referidos cursos, bem como da "Reunião Didática" do Amban, e ultimamente a "Reunião Científica" com a participação em sua maioria de Pós-Graduandos de Psiquiatria do Programa de Ansiedade do Instituto de Pisquiatria do Hopsital das Clírnicas da Universidade de São Paulo, coordenadas pelos Professores Doutores Felipe D'Alessandro F Corchs e Francisco Lotufo Neto desde agosto do ano de 2018. Foi nessa reunião que tive contato com as pesquisas e atividades do Neurocientista Joseph Ledoux e que comecei a compreender a importância desse autor e suas oportunas contribuições, enfim de uma vasto legado para grandes lacunas do conhecimento sobre as emoções, em especial as emoções básicas e que por muitos e muitos anos a utilização simples de metodologia introspectiva trouxe relevantes contribuições, mas grandes equívocos por limitações inerentes ao este método em acessar aspectos inconscientes não somente das emoções, mas também de vários processos mentais informações que somente a partir de observadores externos, e recursos de imagem, e outros de vanguarda, e utilizando-se de metodologia apropriada e minudenciosa e com os rigores científicos e a utilização de estudos com maior poder de revelar evidências científicas que ficaram veladas por séculos, e que as emoções não tinha substrato anatômico certo, mas duvidoso como por muito tempo se pensava no sistema límbico hipotalâmico ou sem substrato específico.

Por outro lado o que me chamou atenção foi o rigor científico deste renomado Neurocientista e sua determinação e perspicácia e considerar aspectos centrais do Evolucionismo Darwiniano considerando os aspectos do temperamento que são inatos e transumidos geneticamente com suas nuances reveladas mais recentemente sobre aspectos filogenéticos das emoções e o principal a revelação de um mecanismo bem arcaico e comum as muitos seres e mesmo a seus ancestrais nos primórdios de seus desenvolvimentos, e que não bem compreendidos podem ser comparados a jaulas/gaiolas que aprisionam os serem que desenvolveram processos que alguns momentos se tornam conscientes como estes conhecido, estudo que fazem partes dos serem humanos, que se sabe. No início deste semestre solicitei a disciplina de História da Psiquiatria oferecido pela Pós-Graduação do Instituto de Psicologia da USP, e fique impressionado com a riqueza e o revelar de informações valiosas não somente da História da Psiquiatria, mas também sobretudo da História da Medicina como um todo. E com grande competência e desenvoltura do Prof. Dr. Assumpção fomos levados a conhecer os distantes conhecimentos trazidos por disciplinas auxiliares com Arqueologia, Antropologia, Sociologia, Etologia, Ecologia para alicerçar os conhecimentos da História da Medicina e mesmo da Psiquiatria. Pois indonas épocas muito remotas e outras os momentos decisivos que uma espécie de Homo Sapiens completamente desprovida de autonomia, durante a gestação ao primeiros instantes de vida momentos e mesmo anos de vida e que o quanto é diferente de outras espécies, mesmo de mamíferos, que já nascem com certa autonomia desde os primeiros momentos. E, que nas savanas africanas após torna-se ereto e, no caso bípede, teve uma propulsão em ter mais agilidade e capacidade de sobrevivência em relação aos mamíferos mais próximos, ou seja, os primatas. E, como este fato, vários outros apresentados que podem trazer elucidações de questões históricas da Psiquiatria/Medicina tendo como base este paradigma desenvolvido a partir da década de 70 defendido por Joseph Ledoux.

  1. Problema da pesquisa.

Conforme Skinner, "as condições que levam um organismo a ser 'emotivo' nunca foram estudadas exaustivamente ou mesmo satisfatoriamente classificadas" (p. 256), Skinner (1957/1992). Além disso, Staats (1996) afirma que embora Skinner tenha reconhecido os dois tipos de condicionamento, não os considerou de igual importância. Priorizou os operantes e considerou as respostas emocionais como eventos colaterais os quais não tinham poder explicativo em relação ao comportamento e condicionamento operante. Staats (1996) afirma que Skinner deixou de dar a devida importância ao condicionamento clássico, "não construiu métodos para ele, não estabeleceu fundamentos ou programas de estudo para aqueles que seguiram sua abordagem para estudar a emoção, como as emoções são aprendidas ou quais são os seus efeitos sobre o comportamento humano" (p. 40).A análise das emoções dentro dessa perspectiva requer que se analise o significado evolutivo biológico das experiências emocionais. Verifica-se que a memória associativa é o principal tipo de aprendizagem em que organismos complexos dotados de sistemas nervosos evoluídos respondem eficientemente a determinados estímulos ambientais. Esta propriedade cognitiva fundamental foi evidenciada em diferentes espécies multicelulares, de cefalópodes a humanos, mas nunca em células individuais. Aqui, seguindo os experimentos de Pavlov com cães que fundaram os princípios do condicionamento clássico, observamos o desenvolvimento de uma memória associativa em Amoeba proteus, que corresponde ao surgimento de um novo padrão de motilidade sistêmica.

Dessa forma, verificando a importância deste tipo de descoberta, há que suscitar as repercussões importantes nas concepções acerca do Comportamento Emocional, haja vista da possibilidade de ele ocorrer em microorganismos e repercutir na que o processamento de informações ocorre à nível dos seres com sistema nervoso, podendo também ocorrer em microrganismos, motivo este no qual propomos, por meio de pesquisas científicas, com demarcação teórica, contribuir no sentido de alargamos conhecimento de que o Comportantento Emocional no qual nos amparamos não é privilegico dos Homo Sapiens, hanvendo, por isso, demarcar suas origens nos pimórdios da origem da vida , ou seja há cerca de 3,8 bilhões anos. E, por conseguinte, levando em consideração que, segundo a Teoria do Esquema de Atenção (AST - Attention Schema Theory), desenvolvida nos últimos cinco anos, pode ser capaz de responder a essas perguntas. A teoria sugere que a consciência surge como uma solução para um dos problemas mais fundamentais enfrentados por qualquer sistema nervoso: muita informação flui constantemente para ser totalmente processada. O cérebro desenvolveu mecanismos cada vez mais sofisticados para processar profundamente alguns sinais selecionados em detrimento de outros, e na AST, a consciência é o resultado final dessa sequência evolutiva. Se a teoria estiver certa - e isso ainda precisa ser determinado - então a consciência evoluiu gradualmente nos últimos meio bilhão de ano. Uma outra perspectiva que constitui o problema é fato de a definição de comportamento verbal de Skinner não gerou consenso entre os analistas de comportamento quanto à sua adequação ao estudo do fenômeno da linguagem. Por isso (ela- tirei) tem gerado outras propostas explicativas. As críticas mais relevantes tiveram em Steven Hayes o seu principal proponente. Juntamente com seus colaboradores, o autor afirma que uma definição de comportamento verbal a partir da história do falante não seria funcional, pois não abordaria separadamente a história do ouvinte com relação aos estímulos verbais. Nesse sentido, para os autores, Skinner falhou em não ter explicitado os processos comportamentais envolvidos na compreensão do estímulo verbal pelo ouvinte que interage com um falante. No artigo, analisou-se a consistência dessa crítica por meio de uma revisão do papel do ouvinte nos operantes verbais skinnerianos. A seguir, investigou-se na concepção de Hayes e colaboradores, os processos que ocorreriam quando são estabelecidas relações arbitrárias entre estímulos, fenômeno que os autores afirmam estar na base da produção do comportamento verbal. Concluiu-se por uma possível complementação entre as análises de Hayes e Skinner com base na mediação social arbitrária do reforçamento.


  1. Hipóteses

H0: A maioria dos eventos privados como a emoção medo julgados negativos, não seriam processados pelo cérebro de forma inconsciente, e sem o controle próprio de cada indivíduo.

H1: A maioria dos eventos privados como a emoção medo julgados negativos, seriam processados pelo cérebro de forma inconsciente, e sem o controle próprio de cada indivíduo.

H0: O Comportamento Emocional, não teria surgido há cerca de 3,8 bilhões anos.

H2: O Comportamento Emocional, teria surgido há cerca de 3,8 bilhões anos.


H0: A consciência, como resultado final da sequência evolutiva, não evoluiu nos últimos meio bilhão de ano.


H3: A consciência, como resultado final da sequência evolutiva, não evoluiu nos últimos meio bilhão de ano.


H0: O aprofundamento exaustivo de estudos e pesquisas juntamente com busca satisfatória de sistemática de classificação tanto de organismos, bem como micro-organismos com ênfase no processamento e compartilhamento de informações utilizando-se modelos de condicionamentos tipo condicionamento clássico não poderia esclarecer efetivamente quais as condições que levam um organismo a ser 'emotivo' ou seja ter Comportamento Emocional, e outros tipos de Comportamentos como o Inconsciente, o Consciente, o Verbal, o Não Verbal e bem como o aquele Comportamento Social.

H4: O aprofundamento exaustivo de estudos e pesquisas juntamente com busca satisfatória de sistemática de classificação tanto de organismos, bem como micro-organismos com ênfase no processamento e compartilhamento de informações utilizando-se modelos de condicionamentos tipo condicionamento clássico poderia esclarecer efetivamente quais as condições que levam um organismo a ser 'emotivo' ou seja ter Comportamento Emocional, e outros tipos de Comportamentos como o Inconsciente, o Consciente, o Verbal, o Não Verbal e bem como o aquele Comportamento Social.

H0: Não haveria uma consciência rudimentar mais relacionada com Comportamento Emocional na maioria de espécies que não humana.

H5: Não haveria uma consciência rudimentar mais relacionada com Comportamento Emocional na maioria de espécies que não humana.

H0: O Pensamento Mágico não estaria diretamente relacionado com Comportamento Emocional, os arquétipos junguianos e o Inconsciente Coletivo?

H6: O Pensamento Mágico estaria diretamente relacionado com Comportamento Emocional, os arquétipos junguianos e o Inconsciente Coletivo?

  1. Justificativa

Através de um estudo que procurará fazer uma retrospectiva histórica, poderíamos tanto satisfazer os pré-requisitos das Disciplina Isolada História da Psiquiatria, bem como de outras disciplinas que necessariamente estariam envolvidas como a Biologia, a Psicologia, em Especial a Psicologia Evolutiva, O Behaviorismos Radical de Skinner, e sem desmerecer a participação das Neurociências, haja visto a ousa hipóteses de Joseph Ledou de se posicionar que todo comportamento os públicos e os privados, neste caso as emoções em especial o "medo" tenha localização específica a nível de estruturas cerebrais.

Além disso, todo este estudo foi motivado pelo desejo de aprofundamento no conhecimento acerca do Transtorno de Estresse Pós-Traumático, que foi nesta busca que houve a descoberta do Cérebro Emocional de LeDoux podendo-s e aprofundar e descobrir hipóteses a esclarecer e aprofundar melhor tanto aspectos relacionados a etiologia, como se instala, e se desenvolve o TEPT, a epidemiologia, como melhor notificá-lo, tendo atenção naqueles que desenvolverão a Fobia de Dirigir, ou sofreram Acidente de Trânsito principalmente mediante o comportamento do Beber e Dirigir, vindo a desenvolver TEPT. avaliando a performance do complexo comportamento de dirigir de forma segura, responsabilidade e cidadania. Além disso, verificar o quanto intervenções tipo a Mindfulness podem ser utilizados na prevenção e tratamento do TEPT que mediante dos resgate dos conteúdos relacionados medo e pesquisas ou documentação secundária ou primária enriquecerá bastante dando elementos mais sólidos para compreensão do TEPT, e no caso TEPT pós-acidente automobilístico.

.

A necessidade de eleger também como alvo de aprofundamento , a Ciências Contextuais (Steven Hayes) deveu-se contato com estes conceitos e práticas mediante curso de lato senso, práticas ambulatoriais e dinâmicas de grupo participados, supervisões acontecidas principalmente na a Terapia de Aceitação e o Mindfulness (uma das suas competências) mediante a pesquisa numa dinâmica de retrospectiva histórica poderá fazer grandes interfaces com Medicina de Tráfego, além de infectologista, clínico, e do trabalho, com afinidade com a saúde mental e Medicina de Tráfego\Psicologia de Tráfego\Educação e Planejamento de Trânsito e deixando em aberto a possibilidade de levantar já que esta a Disciplina História da Psiquiatria adveio de da História da Medicina existe ambiente de proximidade para se almejar-se buscas, mas pelo menos estar bem atento a conteúdos correlacionados com essas disciplinas - especialidades do aluno (???)


Há tempos pensava-se desenvolver algo relacionado com as Fobias/Ansiedades relacionadas ao Trânsito, mais especificamente o TEPT. Foi feito visita durante o curso de AT na Clínica Belina, onde tive oportunidade de conversar com Profa. Cláudia Balestero, onde achei excelente como eles abordam as fobias, principalmente o medo de dirigir, por causas das mais variadas.

Além disso, existem poucas pesquisas feitas com relação a TEPT e com o estudo ampliaria tanto na formação, como no aperfeiçoamento de profissionais da áreas da Saúde Mental, Psicologia, Psicologia de Trânsito, Educação de Trânsito na abordagem de motoristas e mesmo de candidatos a CNH.

Além disso, poder-se-ia verificar ganhos nos aspectos sociais com melhor compreensão do processo retrospectiva histórica da Psiquiatria, e disciplinas relacionadas ou que se pretende entrelaçar elos e propiciando acondiçoes indiretas para melhoria da condução veicular e o processo ensino aprendizagem fomentado pela Educação de Transito dentro da sua transversalidade como prevê as Diretrizes Básicas da Educação, promovendo respeito pelas leis de trânsito, exercendo a cidadania e respeitando uns aos outros para poder ser respeitado numa perspectiva de trânsito humanizado e dentro de uma mobilidade sustentável. E, tudo isto repercutindo também no planejamento tanto na formação do condutor, como também no planejamento de ações para o trânsito, bem como no planejamento urbano voltado onde cada vez mais o usuários vulneráveis das vias públicas vem sendo priorizados.

Poder-se-ia ampliar na Universidade de São Paulo, especificamente no instituto de Psiquiatria-AMBAN/Instituto de Psicologia possibilidades de ampliação de linhas de pesquisas de TEPT, agora voltada para Trânsito, ampliação do serviço de Atendimento ao TEPT e considerando sua etiologia relacionada com acidentes de trânsito, bem como suas causas de fobias relacionadas também a condução veicular.

Além disso, poder-se-ia verificar ganhos nos aspectos sociais com melhor compreensão do processo de condução veicular e o processo ensino aprendizagem fomentado pela Educação de Transito dentro da sua transversalidade como prevê as Diretrizes Básicas da Educação, promovendo respeito pelas leis de trânsito, exercendo a cidadania e respeitando uns aos outros para poder ser respeitado numa perspectiva de trânsito humanizado e dentro de uma mobilidade sustentável. E, tudo isto repercutindo também no planejamento tanto na formação do condutor, como também no planejamento de ações para o trânsito, bem como no planejamento urbano voltado onde cada vez mais o usuários vulneráveis das vias públicas vem sendo priorizados.

  1. Objetivos (gerais e específicos).

Geral

Recuperar o maior número de evidências possíveis e plausíveis possíveis que consubstanciem que a origem cerebral das emoções, onde sua atenção reside em explicar a maneira como o cérebro detecta e reage a estímulos que despertam as emoções, como se dá o aprendizado emocional e como se formam as lembranças emocionais e, de que maneira aspectos inconscientes da mente dão origem a emoções conscientes.

Específicos:

1) Recuperar o maior número de conteúdos das aulas da História da Psiquiatria, e materiais recomendados e materiais de fontes secundárias e primárias relacionados nas mais variadas formas de expressão relacionados com a emoção medo relacionados tanto a animais vertebrados, invertebrados, bem como micro-organismos;

2) Recuperar o maior número de conteúdos das aulas da História da Psiquiatria, e materiais recomendados e materiais de fontes secundárias e primárias relacionados nas mais variadas formas de expressão relacionados com a emoção medo relacionados tanto a animais vertebrados, invertebrados, bem como micro-organismos;

3) Recuperar o maior número de conteúdos das aulas da História da Psiquiatria, e materiais recomendados e materiais de fontes secundárias e primárias relacionados nas mais variadas formas de expressão relacionados com estudos, pesquisas, métodos, processos apresentados sobre emoção medo relacionados tanto a animais vertebrados, invertebrados, bem como micro-organismos;

2) Recuperar o maior número de conteúdos das aulas da História da Psiquiatria, e materiais recomendados e materiais de fontes secundárias e primárias relacionados nas mais variadas formas de expressão relacionados com a cérebro humano ou de outros animais.

  1. Referencial teórico.

Há 800 mil anos começou a processar informação, se tornando Homo Sapiens. O que aconteceu na Revolução Cognitiva? História e biologia. A imensa diversidade de realidades imaginadas que os sapiens inventaram e a diversidade resultante de padrões de comportamento são os principais componentes do que chamamos "culturas". Desde que apareceram, as culturas nunca cessaram de se transformar e se desenvolver, e essas alterações irrefreáveis são o que denominamos "história". A Revolução Cognitiva é, portanto, o ponto em que a história declarou independência da biologia. Até a Revolução Cognitiva, os feitos de todas as espécies humanas pertenciam ao reino da biologia, ou, se quisermos, da pré-história. A partir da Revolução Cognitiva, as narrativas históricas substituem as narrativas biológicas como nosso principal meio de explicar o desenvolvimento do Homo sapiens. (Harari).

Por outro lado, Segundo DARWICH, R A e TOURINHO, E Z. R. 2005) Skinner(1981/1984) deu especial importância ao argumento segundo o qual a seleção natural apresenta uma falha na medida em que, atuando ao longo de milhões de anos, não necessariamente garante que os indivíduos sejam aptos para a sobrevivência em um ambiente diferente daquele no qual características genéticas foram selecionadas. Considerando-se um "meio que muda constantemente, a bagagem genética não acompanha o ambiente e o organismo apresenta então suscetibilidades que são pouco úteis, pouco eficientes e até ameaçadoras no mundo transformado" (Micheletto, 1995, p. 162). A sobrevivência de organismos em um ambiente constantemente em mudança tornou-se possível na ontogênese, portanto, apenas na medida em que foram selecionados mecanismos que possibilitam a aquisição de novas respostas, para além das garantidas geneticamente.

A reprodução sob as mais variadas condições tornou-se possível com a evolução de dois processos através dos quais organismos individuais adquiriram comportamento apropriado a novos ambientes. Através de condicionamento respondente (pavloviano), respostas elaboradas anteriormente pela seleção natural puderam ficar sob controle de novos estímulos. Através de condicionamento operante, novas respostas puderam ser fortalecidas ("reforçadas") por eventos imediatamente posteriores a elas (Skinner, 1981/1984,p.12).

Assim sendo, o condicionamento operante é tido como um segundo tipo de seleção por consequências cuja evolução, de acordo com Skinner (1981/1984), ocorreu "paralelamente a dois outros produtos das mesmas contingências de seleção natural a sensibilidade ou suscetibilidade a reforçamento por certos-de consequências e um suprimento de comportamentos menos especificamente ligados a estímulos eliciadores ou liberadores" (p. 12) como são, por exemplo, os conjuntos de comportamento tidos como instintivos. Antes, Skinner (1953/1965) assim se pronunciou a respeito:

Tanto no condicionamento operante, quanto na seleção evolutiva de características comportamentais, as conseqüências alteram a probabilidade futura. Reflexos e outros padrões inatos de comportamento evoluem porque aumentam as chances de sobrevivênciada .Operantesse fortalecem porque são seguidos por conseqüências importantes na vida do indivíduo (DARWICH, R A e TOURINHO, E Z. R. 2005, p.90).

A preocupação com os processos comportamentais é bastante antiga. No século IV a.C., Aristóteles já havia publicado obras sobre a origem, a reprodução, a anatomia e o movimento dos animais. Cunha (1983) menciona que Descartes (1641) foi considerado um inspirador inicial ao conceber o mecanismo natural do reflexo como uma explicação do comportamento animal, inclusive do comportamento humano, em que não houvesse a intervenção da razão. Ao separar radicalmente o espírito e o corpo como duas ordens incomensuráveis de substâncias, ele contribuiu para o avanço da ciência do comportamento, dividida em dois ramos: psicológico e biológico que, frequentemente ao longo da história, ora se chocam ora se aproximam.

A emoção é um estado do corpo. O que uma pessoa sente relaciona-se a eventos dos três sistemas nervosos (interoceptivo, proprioceptivo e exteroceptivo), os quais são importantes para a economia interna do organismo quando este entra em contato com as contingências (Skinner, 1974/1999). Eventos que ocorrem dentro do corpo podem, de fato, estar sob o controle de estímulos internos ou externos sujeitos a seqüência numa rede de relações funcionais. A escassez de estudos relacionando os aspectos fisiológicos e comportamentais das emoções contribuem para o enfraquecimento dessas duas importantes áreas de pesquisa.

Ainda assim, Staats (1996) afirma que embora Skinner tenha reconhecido os dois tipos de condicionamento, não os considerou de igual importância. Priorizou os operantes e considerou as respostas emocionais como eventos colaterais os quais não tinham poder explicativo em relação ao comportamento e condicionamento operante. Staats (1996) afirma que Skinner deixou de dar a devida importância ao condicionamento clássico, "não construiu métodos para ele, não estabeleceu fundamentos ou programas de estudo para aqueles que seguiram sua abordagem para estudar a emoção, como as emoções são aprendidas ou quais são os seus efeitos sobre o comportamento humano" (p. 40).

Segundo DARWICH, R A e TOURINHO, E Z. R. 2005) Em suma, após afirmar que" as condições que levam um organismo a ser 'emotivo' nunca foram estudadas exaustivamente ou mesmo satisfatoriamente classificadas" (p. 256), Skinner (1957/1992) apontou que tais condições são relacionadas com o reforço e com estados de privação e de estimulação aversiva. Assim sendo, Skinner propôs uma análise do sentir no contexto de relações comportamentais operantes. Em outros termos, apesar de distinguir a presença de componentes respondentes e operantes de respostas emocionais, Skinner destacou aí também a importância das consequências. Pode-se concluir, portanto, que respostas emocionais são apresentadas como fenômenos complexos que envolvem tanto a e liciação de condições corporais específicas quanto a emissão de operantes. Assim, a definição ou nomeação de uma resposta emocional advém da discriminação verbal das condições corporais presentes no momento e da relação de contingência entre a presença de tais estímulos (públicos e privados ) e a emissão de operantes anteriormente selecionados. Dentre as para que uma resposta emocional seja identificada, Holland e Skinner (1961) indicaram a importância das predisposições para a ação:

A ênfase nas predisposições para a emissão de determinados operantes, nos termos de variações na probabilidade do responder, decorre da observação de que um conjunto de alterações nas condições corporais muitas vezes fisiologicamente idênticas caracteriza diferentes respostas emocionais, o que torna as condições corporais insuficientes para a discriminação verbal do que é sentido. Segundo Holland e Skinner (1961), "um estímulo doloroso ou elicia muitas respostas que fazem parte do comportamento respondente observado nas emoções de medo ou raiva" (p. 209). Casos de medo, raiva, ansiedade e mesmo sensações resultantes de esforço físico envolvem a chamada , a qual "descreve o efeito de um grande número de respostas que são eliciadas ao mesmo tempo por certos estímulos" (p. 211).

Ou seja, Skinner não levou em consideração como Staats, alguns dos comportamentos apreendidos exceto o comportamento operante. Em geral, um comportamento aprendido é aquele que um organismo desenvolve como resultado da experiência. Comportamentos aprendidos contrastam com comportamentos inatos, que são geneticamente programados e podem ser realizados sem qualquer experiência prévia ou treinamento. É claro, alguns comportamentos têm tanto elementos inatos quanto aprendidos. Por exemplo, os tentilhões-zebra são geneticamente programados para aprender uma música, mas a música que eles cantam depende do que eles ouvem de seus pais.

A propriedade de um estímulo que evoca emoção pode ter a função de produzir o condicionamento clássico. Se apresentarmos um estímulo neutro emparelhado ao estímulo eliciador de emoção, então o estímulo neutro passará a evocar a resposta emocional. Há aqui transferência de função. Além disso, um estímulo emocional tem uma segunda função: pode atuar como estímulo reforçador. Os estímulos eliciadores de emoção são importantes também pela função diretiva: no caso positivo, controlará comportamentos de aproximação e se negativos, comportamentos de fuga ou esquiva (Staats, 1996).

A análise das emoções dentro dessa perspectiva requer que se analise o significado evolutivo biológico das experiências emocionais. Quando uma pessoa experimenta estados fisiológicos ela sente, isto é, o sentir adquire funções estimuladoras. Portanto, sentir implica estímulos extras quando os indivíduos experimentam sensações corporais que são parte das reações respondentes, cuja discriminação possibilita nomear a condição sentida verbalmente.

Verifica-se que a memória associativa é o principal tipo de aprendizagem em que organismos complexos dotados de sistemas nervosos evoluídos respondem eficientemente a determinados estímulos ambientais. Esta propriedade cognitiva fundamental foi evidenciada em diferentes espécies multicelulares, de cefalópodes a humanos, mas nunca em células individuais. Aqui, seguindo os experimentos de Pavlov com cães que fundaram os princípios do condicionamento clássico, observamos o desenvolvimento de uma memória associativa em Amoeba proteus, que corresponde ao surgimento de um novo padrão de motilidade sistêmica. Em nossa versão celular deste comportamento de condicionamento, usamos um campo elétrico controlado de corrente contínua como o estímulo condicionado e um peptídeo quimiotático específico como estímulo não condicionado. Este estudo permitiu demonstrar que Amoeba proteus é capaz de vincular dois eventos passados ​​independentes, e a memória associativa induzida pode ser registrada por pelo menos quatro horas. Pela primeira vez, observou-se que uma resposta sistêmica a um estímulo específico pode ser modificada pelo aprendizado em organismos unicelulares. Esta descoberta abre um novo quadro na compreensão dos mecanismos subjacentes ao complexo comportamento sistêmico envolvido na migração celular e na capacidade adaptativa das células para o meio externo. ( De la Fuente, 2018).

Dessa forma, verificando a importância deste tipo de descoberta, há que suscitar as repercussões importantes nas concepções acerca do Comportamento Emocional, haja vista da possibilidade de eleocorrer em microorganismos e repercutir na que o processamento de informações ocorre à nível dos seres com sistema nervoso, podendo também ocorrer em microrganismos, motivo este no qual propomos, por meio de pesquisas científicas, com demarcação teórica, contribuir no sentido de alargamos conhecimento de que o Comportantento Emocional no qual nos amparamos não é privilegico dos Homo Sapiens, hanvendo, por isso, demarcar suas origens nos pimórdios da origem da vida , ou seja há cerca de 3,8 bilhões anos.

Joseph LeDoux (apud fulando) considera as emoções como funções biológicas do sistemas nervoso. Ele crê que estudando como as emoções se processam no cérebro pode ajudar-nos a entendê-las. Esse estudo do funcionamento do cérebro é muito diferente dos estudos das emoções do ponto de vista psicológico, onde os mecanismos cerebrais relacionados são desconsiderados. O autor considera a investigação psicológica valiosa, mas considera que o estudo das emoções como função do cérebro é bem mais eficaz.

Por outro lado, verifica-se que a memória associativa é o principal tipo de aprendizagem em que organismos complexos dotados de sistemas nervosos evoluídos respondem eficientemente a determinados estímulos ambientais. Esta propriedade cognitiva fundamental foi evidenciada em diferentes espécies multicelulares, de cefalópodes a humanos, mas nunca em células individuais. Aqui, seguindo os experimentos de Pavlov com cães que fundaram os princípios do condicionamento clássico, observamos o desenvolvimento de uma memória associativa em Amoeba proteus, que corresponde ao surgimento de um novo padrão de motilidade sistêmica. Em nossa versão celular deste comportamento de condicionamento, usamos um campo elétrico controlado de corrente contínua como o estímulo condicionado e um peptídeo quimiotático específico como estímulo não condicionado. Este estudo permitiu demonstrar que Amoeba proteus é capaz de vincular dois eventos passados ​​independentes, e a memória associativa induzida pode ser registrada por pelo menos quatro horas. Pela primeira vez, observou-se que uma resposta sistêmica a um estímulo específico pode ser modificada pelo aprendizado em organismos unicelulares. Esta descoberta abre um novo quadro na compreensão dos mecanismos subjacentes ao complexo comportamento sistêmico envolvido na migração celular e na capacidade adaptativa das células para o meio externo. ( De la Fuente, 2018)

Com isto pode-se verificar a importância deste tipo de descoberta, pode trazer repercussões imporantes nas concepções acerca do Comportamento Emocional, haja visto da possibilidade dele ocorrer em microorganismos e repercutir na que o processamento de informações ocorre a nível dos seres com sistema nervoso, pode também ocorrer em microrganismos e fazendo com que se consolidado mediante mais pesquisas poderá fazernos pensar que o Comportantento Emocional que sabemos não é privilegico dos Homo Sapiens pode com isto ter suas origens nos pimórdios da origem da vida , ou seja há cerca de 3,8 bilhões anos.

  1. as emoções nos acontecem involuntariamente, não adianta querer que elas aconteçam. O controle sobre nossas reações emocionais é muito pequeno. Como temos um controle limitado sobre as emoções elas podem invadir a nossa consciência. Isso porque existem mais conexões dos sistemas emocionais para os cognitivos do que conexões dos sistemas cognitivos para os emocionais. Isso talvez explique, porque às vezes somos tomados de lembranças emocionais que não conseguimos controlar e não sabemos porque surgiram.

  1. Finalmente, as emoções podem ser tanto úteis, nos motivando a atitudes futuras, como patológicas, quando, por exemplo, o medo dá lugar a ansiedade, o prazer torna-se um vício, o amor uma obsessão, etc. A saúde mental depende da higiene emocional e, na grande maioria, os problemas mentais são consequência de uma organização emocional.

Para o seu estudo das emoções, o autor considera as emoções como funções biológicas do sistemas nervoso. Ele crê que estudando como as emoções se processam no cérebro pode ajudar-nos a entendê-las. Esse estudo do funcionamento do cérebro é muito diferente dos estudos das emoções do ponto de vista psicológico, onde os mecanismos cerebrais relacionados são desconsiderados. O autor considera a investigação psicológica valiosa, mas considera que o estudo das emoções como função do cérebro é bem mais eficaz.

As diversas formas de emoções são mediadas por sistemas neurais distintos. Desta maneira, não existe um único sistema responsável por todas as emoções. Por exemplo, o sistema que fazemos uso para nos defendermos do perigo é diferente do sistema de procriação e os sentimentos resultantes de ativação desses sistemas - medo e prazer sexual - não possuem uma origem em comum. O que o autor quer colocar é que para entendermos como se processa a emoção, temos que estudar as diferentes classes de emoções, já que não existem um sistema único responsável pela emoção. E, como esses sistemas são distintos, as descobertas realizadas específicas por cada sistema não devem ser misturadas.

  1. Metodologia.

A BVS é um espaço virtual coordenado e implantado pelo Centro Latino Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde (BIREME) sob a liderança da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) /Organização Mundial da Saúde (OMS). Objetiva integrar a informação técnico-científica produzida nas Ciências da Saúde e desenvolver um controle da publicação científica brasileira em Psicologia (Packer, 2005). Nesse âmbito, em hipótese, se que a comunidade acadêmica e profissional da área consulte, corriqueiramente, trabalhos concisos e de qualidade, como os indexados na BVS, o que determinou a seleção dessa fonte de dados.

No entanto, em função da BVS-Psi Brasil incorporar várias outras bases, foram selecionadas três bases de dados para a realização da coleta de dados dessa revisão, sendo estas: Index Psi Periódicos Técnico-Científicos, Scientific Eletronic Library On-line (SciELO) e Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS). Cada uma delas consiste em um dos três tipos de bases de dados existentes na BVS-Psi Brasil: a primeira é uma base de artigos científicos de abrangência nacional que contém referências com resumos, a segunda é uma base de dados eletrônica com textos completos e a terceira é um índice de publicações das Ciências da Saúde, cujos registros são indexados no Google.

O idioma escolhido foi o Português e inglês, em hipótese, a consulta feita por profissionais e discentes da área que não tenham o domínio da leitura em língua estrangeira. Entende-se que, embora esse critério não esteja, necessariamente, relacionado à competência profissional ou acadêmica desses indivíduos, nem sequer tenha correlação com a qualidade das intervenções desenvolvidas, sabe-se que o contato com referências bibliográficas internacionais está restrito a instituições e populações específicas, bem como ocorre com a aprendizagem de outros idiomas. Portanto, esses fatores podem restringir a literatura consultada e não caracterizar o que vem orientando a formação e a atuação dos acadêmicos e psicólogos.

Seleção dos Descritores. A BVS-Psi Brasil dispõe o vocabulário controlado Descritores em Ciências da Saúde (DeCS), o qual será utilizado como padrão para a seleção dos descritores empregados nessa pesquisa. Pellizzon (2004, p. 153) afirma que o "uso de um vocabulário estruturado permite ao pesquisador recuperar a informação com o termo exato utilizado para descrever o conteúdo daquele documento científico". Portanto, os descritores são essenciais para o processamento da revisão, atuando como um filtro entre a terminologia de uma área e a linguagem do autor.

Fez-se necessária, portanto, a construção de uma relação de termos que auxiliasse a circunscrever o âmbito da literatura a ser estudada (Luna, 2007). Foi elaborada uma lista de palavras-chave utilizadas em trabalhos científicos de autores de referência na Análise do Comportamento2 que produzem sobre temáticas relativas à Psicologia da Saúde, sem que essas fossem, necessariamente, parte do conjunto dos descritores exatos do DeCS.

Coleta de Dados. Os procedimentos de coleta de dados foram realizados no período a combinar com o Coordenador, pois encontra-se sob pedido de dilação de prazo. Já encaminhado para o mesmo. C "resumo". O termo "análise do comportamento" foi retirado da estratégia em função dos resultados nulos obtidos na Coleta 1.

A identificação das especialidades médicas foi possível por meio da consulta à Resolução do Conselho Federal de Medicina n. 2.005/2012, que refere 53 especialidades médicas (2012). A inserção dessas especialidades no procedimento em questão foi realizada a fim de localizar os trabalhos de analistas do comportamento que produzem conhecimento em interface com a Medicina. As 53 especialidades foram agregadas em 45 áreas e os termos combinados à palavra-chave "psicologia" corresponderam ao nome da área e/ou a outra palavra relativa ao seu objeto de estudo, com o acréscimo do operador booleano AND. Todas as combinações que compuseram o procedimento da Coleta 2 estão descritas na

Critérios de Inclusão e de Exclusão dos Artigos Encontrados. Os critérios de inclusão consistiram na publicação ter ocorrido no período de 2014 a 2019, no idioma Português/inglês, e que remetesse a artigos científicos com enfoque na Cérebro Emocional e a retrospectiva histórica fomentada pelos conteúdos da Disciplina Isolada "História da Psiquiatria". Foram excluídos resumos: (a) repetidos; (b) incompletos (base de dados não fornecia o resumo por completo); (c) de outras áreas (d) que não se referiam a trabalhos com enfoque das neurociências e analítico-comportamental (behaviorista radical); (f) que não correspondiam à atuação da Psicologia; e (g) de autores brasileiros sem afiliação institucional no próprio país. Esse último critério foi possível por meio da consulta ao Currículo Lattes dos pesquisadores. Os critérios de exclusão foram adaptados de Ferreira, Soares, Orlandini, e Sabião (2008).

Registro de Dados Coletados. Em ambas as coletas, primeiramente, os descritores e palavras-chave foram inseridos no portal da BVS-Psi Brasil. Posteriormente, os resultados eram registrados em uma planilha do Microsoft Excel e os resumos que constavam no Index Psi Periódicos Técnico-Científicos, SciELO e LILACS foram consultados para leitura na íntegra. As listas com esses resumos foram impressas, aumentando o controle na seleção dos estudos a serem analisados. Nessa etapa, a consulta dos artigos completos foi feita nos casos em que não foi possível identificar os critérios de inclusão e de exclusão da publicação em estudo exclusivamente pelo resumo.

Definida a pertinência do material, o download do artigo científico completo foi realizado, bem como a leitura desse na íntegra, com a posterior inserção dos dados coletados em uma planilha desenvolvida no Microsoft Excel a partir das seis variáveis de estudo: Ano de Publicação, Tipo de Estudo, Objetivos, Participantes, Procedimentos e Conclusões.

8. Cronograma.

Em função da dilação de prazo já requerida por e-mail e reiterada

9. Referências bibliográficas.

1.ABREU, Paulo Roberto; HUBNER, Maria Martha Costa. O comportamento verbal para B. F. Skinner e para S. C. Hayes: uma síntese com base na mediação social arbitrária do reforçamento. Acta comport., Guadalajara , v. 20, n. 3, p. 367-381, 2012 . Disponível em <https://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0188-81452012000300008&lng=pt&nrm=iso>. acessos em 27 jun. 2019.

2.LAKATOS, Eva Maria; MARCONI, Marina de Andrade. Fundamentos de metodologia científica. 5. ed. São Paulo: Atlas, 2003.

3.LeDoux, J. (2001). O cérebro emocional - os misteriosos alicerces da vida emocional. Rio de Janeiro: Objetiva; The Emotional Brain: The Mysterious Underpinnings of Emotional Life Paperback - March 27, 1998

4. Yuval Noah Harari (2011) Sapiens -Uma Breve História da Humanidade.29aEdição. Editora Harper.

Resenha Especial com finalidades Acadêmicas Bilíngue (Inglês/Português) da Obra de Joseph LeDoux cujo título original é " The Emotional Brain - the mysterious underpinnings of Emotional Life" e cuja [versão ou tradução?] para língua Portuguêsa é "O Cérebro Emocional: os misteriorosos aliverces da vida emocional"

Universidade de São Paulo (USP)

Instituto de Psicologia

Disciplina Isolada História da Psiquiatria

Resenha Especial com finalidades Acadêmicas Bilíngue (Inglês/Português) da Obra de Joseph LeDoux cujo título original é " The Emotional Brain - the mysterious underpinnings of Emotional Life" e cuja [versão ou tradução?] para língua Portuguêsa é "O Cérebro Emocional: os misteriorosos aliverces da vida emocional"

Gilberto Martins Borges Filho.'.

Atividade Preliminar como Relacionada ao "Projeto do

Trabalho de Término de Término de Curso"(TTC)

para Diciplina Especial "História da Psiquiatria" e cujo título é

"Análise Histórica da Evolução do Cérebro Emocional

desde os primórdios da humanidade

tendo por base as Obras do Neurocientista Joseph LeDoux"

São Paulo - 2019

Gilberto Martins Borges Filho.'.

Resenha Especial com finalidades Acadêmicas Bilíngue (Inglês/Português) da Obra de Joseph LeDoux cujo título original é " The Emotional Brain - the mysterious underpinnings of Emotional Life" e cuja [versão ou tradução?] para língua Portuguêsa é "O Cérebro Emocional: os misteriorosos aliverces da vida emocional"

Gilberto Martins Borges Filho.'.

Atividade Preliminar como Relacionada ao "Projeto do

Trabalho de Término de Término de Curso"(TTC)

para Diciplina Especial "História da Psiquiatria" e cujo título é

"Análise Histórica da Evolução do Cérebro Emocional

desde os primórdios da humanidade

tendo por base as Obras do Neurocientista Joseph LeDoux"

São Paulo - 2019

Apresentação

Neste momento com objetivo contextualizar minha trajetória na Universidade de São Paulo (USP) com com objetivo claro e cristalino de submeter-me a um Curso de Pós-Graduação Stricto Sensona Área da Saúde Mental dessa conceituada universidade, e faz-se necessário apresentar um Breve Histórico de minha trajetória como Profissional Liberal da Saúde formado pela Universidade Federal do Ceará e que após alguns anos se erradicou em Minas Gerais e que exerci atividades médicas quase duas décadas tanto em setores públicos e privados em municípios da Região Metropolitana de Fortaleza (Ceará) de Belo Horizonte (Minas Gerais) as atividades de Clínica Médica e também por ter se especializado em Infectologia, Medicina de Tráfego, Medicina do Trabalho e Acupuntura Médica com atuação mais nas duas primeiras. E, por tanto ter uma formação mais voltada para Medicina Somática (Organicista) , é que visando sobretudo estabelecer uma intervace profícua entre essas áreas somáticas e aquela onde predomina subjetividade é que nestes últimos anos resolvi fazer e conclui alguns Cursos de Pós-Graduação lato senso como "Transtornos de Controle dos Impulsos", Dependência Química, Cursos de Entrevista Motivacional, Curso de Terapias Cognitivas Comportamentais focados em Dependência Química, Curso de Acompanhamento Terapêutico, Curso de Formação em Terapias Cognitivas Comportamentais do Programa de Ansiedade (Amban), Curso de Aceitação e Compromisso e também participando de algumas atividades práticas dos referidos cursos, bem como da "Reunião Didática" do Amban, e ultimamente a "Reunião Científica" com a participação em sua maioria de Pós-Graduandos de Psiquiatria do Programa de Ansiedade do Instituto de Pisquiatria do Hopsital das Clírnicas da Universidade de São Paulo, coordenadas pelos Professores Doutores Felipe D'Alessandro F Corchs e Francisco Lotufo Neto desde agosto do ano de 2018. Foi nessa reunião que tive contato com as pesquisas e atividades do Neurocientista Joseph Ledoux e que comecei a compreender a importância desse autor e suas oportunas contribuições, enfim de uma vasto legado para grandes lacunas do conhecimento sobre as emoções, em especial as emoções básicas e que por muitos e muitos anos a utilização simples de metodologia introspectiva trouxe relevantes contribuições, mas grandes equívocos por limitações inerentes ao este método em acessar aspectos inconscientes não somente das emoções, mas também de vários processos mentais informações que somente a partir de observadores externos, e recursos de imagem, e outros de vanguarda, e utilizando-se de metodologia apropriada e minudenciosa e com os rigores científicos e a utilização de estudos com maior poder de revelar evidências científicas que ficaram veladas por séculos, e que as emoções não tinha substrato anatômico certo, mas duvidoso como por muito tempo se pensava no sistema límbico hipotalâmico ou sem substrato específico.

Por outro lado o que me chamou atençaõ foi o rigor científico deste renomado Neurocientista e sua determinação e perspicácia e consideraraspectos centrais do Evolucionismo Darwiniano considerando os aspectos do temperamento que são inatos e transumidos geneticamente com suas nuancias reveladas mais recentemente sobre aspectos filogenéticos das emoções e o principal a revelação de um mecanismo bem arcaico e comum as muitos seres e mesmo a seus ancestrais nos primórdios de seus desenvolvimentos, e que não bem compreendidos podem ser comparados a jaulas/gaiolas que aprisionam os serem que desenvolveram processos que alguns momentos se tornam conscientes como estes conhecido, estudo que fazem partes dos serem humanos, que se sabe.No início deste semestre solicitei a disciplina de História da Psiquiatria oferecido pela Pós-Graduação do Instituto de Psicologia da USP, e fique impressionado com a riqueza e o revelar de informações valiosas não somente da História da Psiquiatria, mas também sobretudo da História da Medicina como um todo. E com grande competência e desenvoltura do Prof. Dr. Assumpção fomos levados a conhecer os distantes conhecimentos trazidos por disciplinas auxiliares com Arqueologia, Antropologia, Sociologia, Etologia, Ecologia para alicerçar os conhecimentos da História da Medicina e mesmo da Psiquiatria. Pois indo nos épocas muito remotas e outras os momentos decisivos que uma especie de Homo Sapiens completivamente desprovida de autonomia, durante a gestação ao primeiros instantes de vida momentos e mesmo anos de vida e que o quanto é diferente de outras espécies, mesmo de mamíferos, que já nascem com certa autonomia desde os primeiros momentos. E, que nas savanas africanas após torna-se ereto e, no caso bípede, teve uma propulsão em ter mais agilidade e capacidade de sobrevivência em relação aos mamíferos mais próximos, ou seja, os primatas. E, como este fato, farios outros apresentados que podem trazer elucidações de questões históricas da Psiquiatria/Medicina tendo como base este paradigma desenvolvido a partir da década de 70 defendido por Joseph Ledoux.

SOURCE GOOGLE BOOKS: https://books.google.com.br/books?id=RmQixWvlIdwC&printsec=frontcover&dq=Joseph+Ledoux%C2%A0O+C%C3%A9rebro+Emocional&hl=pt-BR&sa=X&ved=0ahUKEwi2m9jQmd3hAhULVa0KHWGtB38Q6AEIKTAA#v=onepage&q=Joseph%20Ledoux%C2%A0O%20C%C3%A9rebro%20Emocional&f=false

Joseph Ledoux O Cérebro Emocional

The Flap text of This Book/Textoda Aba deste livro:

O que acontece em nossos cérebros para nos fazer sentir medo, raiva, amor, irritação, alegria? Somos capazes de controlar nossas emoções ou, na verdade, são elas que nos controlam? De que modo experiências traumáticas da infância podem afetar o comportamento do adulto, mesmo quando não haja memória consciente desses fatos? Em O Cérebro Emocional, Joseph LeDoux investiga as origens das emoções humanas e explica de que modo muitas delas existem como parte de um complexo sistema neurológico, desenvolvido para que fôssemos capazes de sobreviver.Assim como muitos sentimentos conscientes, as emoções originam-se no cérebro num nível muito profundo, afirma LeDoux, autoridade reconhecida internacionalmente no campo da ciência neurológica e um dos principais pesquisadores citados por Daniel Goleman, em Inteligência Emocional. Neste livro instigante, LeDoux explora os mecanismos cerebrais responsáveis por nossas emoções, mecanismos estes que só agora vêm sendo estudados pela ciência.O Cérebro Emocional apresenta algumas descobertas fascinantes sobre emoções que, apesar de bem comuns em nosso dia-a-dia, não são ainda totalmente compreendidas. LeDoux mostra, por exemplo, que nosso cérebro é capaz de detectar o perigo, antes que sintamos medo. O cérebro também começa a provocar reações físicas (taquicardia, tensão muscular, mãos suadas) antes que tenhamos consciência do medo. Na verdade, de acordo com LeDoux, sentimentos conscientes são de certo modo irrelevantes para o funcionamento do cérebro emocional.O Cérebro Emocional é uma análise provocante e abrangente de nossas emoções e do modo como infuen- ciam nossas vidas. Relatando suas próprias investigações, assim como a de outros cientistas, LeDoux apresenta descobertas reveladoras sobre desordens psicológicas como ansiedade, fobias, ataques de pânico, investigando-as do ponto de vista neurológico.

SOURCE/LINK: https://penta.ufrgs.br/~pavani/Artigos/capa/capitulo1/capitulo1.htm

Contents /Sumário

Preface/Prefácio - Introdução

Contents /Sumário

Preface/Prefácio

Índice

1. Introdução

2. Resumo dos capítulos do livro

Capítulo 1: O que o amor tem a ver com isso?

Capítulo 2: Almas de Gelo

Capítulo 3: Sangue, Suor e Lágrimas

Capítulo 4: O Santo Graal

Capítulo 5: Nossa Maneira de Ser

Capítulo 6: Alguns Graus de Distância

Capítulo 7: Lembranças de emoções Antigas

Capítulo 8: Onde os Desregramentos Estão

Capítulo 9: Mais uma vez os sentimentos

Preface/Prefácio/Introdução

    1. Introdução

    O livro Cérebro Emocional foi escrito pelo cientista Joseph LeDoux, estudioso dos mecanismos cerebrais da emoção desde a década de 70. Realizou seu doutorado na State University de Nova Iorque, em Stony Brook, na Nova Inglaterra, sob a orientação do professor Mike Gazzaniga.

    Este livro apresenta as concepções do autor em relação a origem cerebral das emoções, onde sua atenção reside em explicar a maneira como o cérebro detecta e reage a estímulos que despertam as emoções, como se dá o aprendizado emocional e como se formam as lembranças emocionais e, de que maneira aspectos inconscientes da mente dão origem a emoções conscientes.

    Para mostrar os resultados de suas experiências e suas conclusões, o autor apresenta nos primeiros capítulos um retrospecto de estudos realizados, desde o século passado, que são importantes para o entendimento atual do funcionamento do cérebro: raciocínio, memória, consciência e outros estudos realizados sobre como se dá o processamento das emoções no cérebro.

    Em todo o texto do livro o autor apresenta os conceitos e suas conclusões de maneira clara e objetiva, o que torna o livro, embora bastante extenso, uma leitura agradável e interessante. Além disso, a síntese que o autor apresenta sobre os outros estudos realizados a cerca do cérebro nos permite não apenas conhecer os mecanismos das emoções no cérebro, mas também o funcionamento do cérebro como um todo.

    Para apresentarmos uma síntese do livro e do nosso entendimento sobre o mesmo, optamos em usar a mesma organização do autor, ou seja, por capítulos. Desta maneira, o leitor encontrará em cada um dos capítulos a seguir um resumo comentado do respectivo capítulo do autor.

==//==

Whats Love Got to Do with it?/O que o Amor tem a ver com isso?

Capítulo 1: O que o amor tem a ver com isso?

Porque estudar as emoções?

Neste capítulo o autor coloca que o livro destina-se a entender um pouco mais do funcionamento das emoções através do estudo do cérebro. Estudar as emoções nos ajudaria a entender diversos fatores relacionados a ela, tais como:

  • Por que consideramos alguns estados mentais como emoções e outros não?

  • De que maneira as emoções atuam em outros aspectos da nossa vida mental, moldando percepções, lembranças, sonhos e pensamentos?

  • Porque tantas vezes não conseguimos compreender nossas emoções?

  • Nós controlamos nossas emoções ou são elas que nos controlam?

  • Animais (que não seres humanos) possuem emoções?

  • É possível ter reações e lembranças emocionais inconscientes?

  • As memórias emocionais são permanentes?

Porque estudar as emoções através do funcionamento do cérebro?

Para o seu estudo das emoções, o autor considera as emoções como funções biológicas do sistemas nervoso. Ele crê que estudando como as emoções se processam no cérebro pode ajudar-nos a entendê-las. Esse estudo do funcionamento do cérebro é muito diferente dos estudos das emoções do ponto de vista psicológico, onde os mecanismos cerebrais relacionados são desconsiderados. O autor considera a investigação psicológica valiosa, mas considera que o estudo das emoções como função do cérebro é bem mais eficaz.

Isto porque a ciência faz uso da manipulação de algumas variáveis e controle de outras. O cérebro constitui uma inestimável fonte de variáveis passíveis de manipulação. Além disso, estudando a emoção através do cérebro ampliamos as oportunidades de novas descobertas, muitos superiores àquelas baseadas na investigação psicológica.

A experiência com pacientes com cisão do cérebro.

O autor coloca também a importante experiência com pacientes com cisão no cérebro. O estudo da cirurgia de cisão do cérebro e suas implicações psicológicas foi estudado por Mike Gazzaniga (seu orientador), juntamente com Cal Tech e o Prêmio Nobel Roger Sperry.

Na cirurgia de cisão do cérebro, as conexões nervosas entre os dois lados ou hemisférios (ponte calosa) do cérebro são rompidas na tentativa de controlar a epilepsia grave. Realizada essa cisão do cérebro, os dois lados não podem mais se comunicar. Desta maneira, como as funções da linguagem do cérebro estão localizadas no hemisfério esquerdo, o indivíduo é capaz de falar somente daquilo que o cérebro esquerdo conhece. Assim, se for apresentados a esta pessoa estímulos que acontecem que são registrados apenas pelo lado direito do cérebro, ela é incapaz de expressar verbalmente de que estímulo se trata. Porém, a pessoa é capaz de reagir sem ter que expressar, o que fica claro que o estímulo foi registrado.

Por exemplo, digamos que uma pessoa viu um objeto que é reconhecido pelo hemisfério direito. Essa pessoa será capaz de buscar o objeto reconhecido pelo hemisfério direito num saco cheio de objetos diferentes apenas com a mão esquerda. Isto porque a mão esquerda envia as informações táteis referentes ao objeto para o hemisfério direito do cérebro. Ela não conseguirá buscar o objeto no saco com a mão direita, já que a mão direita envia informações para o lado esquerdo do cérebro. Fica claro, então, que no paciente com cisão no cérebro, a informação fica aprisionada em um dos hemisférios do cérebro e não está ao alcance do outro lado.

Experiências de conotação emocional com pacientes com cisão do cérebro.

Essa pesquisa de cisão do cérebro teve sua continuação inserindo conotações emocionais às duas metades do cérebro de um paciente especial chamado P.S., o que influenciou o trabalho de LeDoux. Esse paciente era considerado especial, porque embora ele só conseguisse falar de objetos que eram reconhecidos pelo hemisfério esquerdo, ele podia ler palavras em ambos os hemisférios (o que não acontecia com outros pacientes). Assim, quando um estímulo emocional era representado ao lado esquerdo do cérebro, P.S. era capaz de dizer de que estímulo se tratava e como ele se sentia - se o estímulo era bom ou ruim. Porém, quando o estímulo era apresentado ao lado direito do cérebro ele não conseguiu descrever que estímulo era, mas ele conseguiu dizer que sensação despertava - se era bom ou ruim.

Por exemplo, quando o hemisfério esquerdo viu a palavra "mamãe", o hemisfério esquerdo classificou como boa, e quando o lado direito viu a palavra "diabo", o esquerdo classificou como má.

Embora o hemisfério esquerdo não tinha a menor idéia de que estímulo se tratava (ele não conseguiu dizer que palavra era), o hemisfério esquerdo deu a avaliação emocional correta. Isto porque o significado emocional do estímulo de alguma maneira vazou para o hemisfério esquerdo, mas a identidade não. De fato, o paciente apresentava emoções conscientes, vivenciadas pelo hemisfério esquerdo, que eram produzidas por estímulos que ele dizia nunca ter visto.

Mas porque isso acontecia? Ledoux acredita que a trajetória do estímulo ao longo de hemisfério direito bifurcava-se. Uma das ramificações conduzia o estímulo até partes do hemisfério direito que o identificavam e a outra ramificação levava até parte do hemisfério direito que determinava as emoções relacionadas ao estímulo. Embora a cirurgia impedisse que a identificação realizada pelo direito chegasse ao lado esquerdo, ela não impedia a transferência das informações emocionais para o lado esquerdo do cérebro.

Em outras palavras, o hemisfério esquerdo estava realizando avaliações emocionais sem saber qual o objeto era avaliado. O hemisfério esquerdo conhecia as conseqüências emocionais, mas não tinha acesso aos processos que as produziam. Desta maneira, a produção emocional acontecera fora de sua consciência, inconscientemente.

Dicotomia entre pensamento e sentimento

A cirurgia do cérebro parece ter revelado uma dicotomia entre pensamento e sentimento, cognição e emoção. O hemisfério direito não conseguiu transmitir suas idéias sobre a identidade do estímulo, mas conseguiu transmitir o significado emocional do estímulo.

Influenciado por esta pesquisa, o autor traçou como meta, a partir de então, descobrir como o cérebro processa o significado emocional de um estímulo.

Porque estudar cobaias?

O autor percebeu que as técnicas de estudo do cérebro humano eram muitos limitadas e que não os permitiria estudar as emoções no cérebro humano. Desta maneira, o autor optou por estudar o cérebro de cobaias de laboratório.

Tópicos relacionados à natureza dos momentos

O autor coloca que durante o livro serão abordados diferentes tópicos relativos à natureza das emoções. São eles:

  1. O primeiro tópico sustenta que o nível de análise adequado a uma função psicológica é aquele através da qual essa função é representada no cérebro. Segundo o autor, a emoção não é algo que o cérebro produza ou faça, mas sim um rótulo, maneira conveniente de falar sobre aspectos do cérebro e sua mente. As diversas formas de emoções são mediadas por sistemas neurais distintos. Desta maneira, não existe um único sistema responsável por todas as emoções. Por exemplo, o sistema que fazemos uso para nos defendermos do perigo é diferente do sistema de procriação e os sentimentos resultantes de ativação desses sistemas - medo e prazer sexual - não possuem uma origem em comum. O que o autor quer colocar é que para entendermos como se processa a emoção, temos que estudar as diferentes classes de emoções, já que não existem um sistema único responsável pela emoção. E, como esses sistemas são distintos, as descobertas realizadas específicas por cada sistema não devem ser misturadas.

  2. O segundo tópico indica que os sistemas cerebrais geradores de atitudes emocionais mantêm-se fundamentalmente preservados ao longo dos vários níveis de história evolutiva. Todos os animais, inclusive seres humanos, devem satisfazer certas condições para sobreviver no mundo, tais como, obter alimento, abrigo, proteger de agressões físicas e procriar. Cada uma das diferentes espécies de animais (cão, gato, rã, pessoas) possui sistemas neurais para o cumprimento dessas metas comportamentais. E nos grupos que apresentam espinha dorsal e cérebro, a organização neural de determinados sistemas comportamentais (como os sistemas relacionados ao medo, sexo e fome) parece ser bem semelhante. Isto não significa que todos os cérebros são iguais, mas para entendermos o que é ser humano, precisamos entender em que aspectos somos semelhantes e diferentes de outros animais.

  3. O terceiro tópico sustenta que quando os sistemas emocionais funcionam em um animal que tem a capacidade de percepção consciente, manifestam reações emocionais conscientes. Quando esses sistemas antigos do ponto de vista evolutivo (por exemplo, o mecanismo de defesa) realizam suas funções em uma mente consciente, o resultado são as emoções (como o medo). Porém, no reino animal podemos observar que os animais não possuem uma consciência robusta e, mesmo assim, possuem comportamento emocional. Dessa maneira, podemos dizer que o ser humano não precisa de consciência para o funcionamento de seus sistemas emocionais. Desta maneira, as reações emocionais são produzidas de maneira inconsciente.

  4. No quarto tópico o autor sustenta que tão importante quanto as sensações emocionais são as reações fisiológicas que também ocorrem. Por exemplo, numa reação de perigo geral, junto com a sensação de medo, ocorrem reações fisiológicas, tais como tremedeira, fuga, suor e palpitações cardíacas. Assim, precisamos conhecer não só o estado consciente de medo ou as reações decorrentes, mas sim o sistema que detecta o perigo em primeiro lugar. A sensação de medo e corações descompassados são uma conseqüência da atividade desse sistema, cuja atuação é inconsciente, antes mesmo de sabermos que de fato corremos perigo.

  5. No quinto tópico, o autor diz que se o sistema que produz as reações e sentimentos emocionais é comum, então podemos fazer uso das reações emocionais que podem ser medidas para estudar esse mecanismo e, ao mesmo tempo, conhecer o sistema responsável pelos sentimentos conscientes. E como o sistema mental que gera reações emocionais nos seres humanos é semelhante a dos animais, então podemos fazer uso dos estudos em animais para entender o funcionamento desse sistema nos seres humanos. O autor quer com isso justificar estudo com animais em laboratório.

  6. Neste tópico o autor coloca que os estados conscientes, tais como, medo, raiva, felicidade, amor ou aversão, não são diferentes de outros estados de consciência como, por exemplo, a percepção que o objeto arredondado e vermelho a sua frente é uma maçã. A diferença entre essas duas percepções não está no sistema que representa o conteúdo consciente (medo ou cor vermelha), mas sim no sistema que envia dados ao sistema de percepção. Existe, portanto, um único mecanismo de consciência que recebe informações de vários sistemas e que, portanto, é capaz de nos fazer conscientes de coisas diferentes tais como sentimentos, percepção de objetos, etc.

  7. Em sétimo, o autor coloca que as emoções nos acontecem involuntariamente, não adianta querer que elas aconteçam. O controle sobre nossas reações emocionais é muito pequeno. Como temos um controle limitado sobre as emoções elas podem invadir a nossa consciência. Isso porque existem mais conexões dos sistemas emocionais para os cognitivos do que conexões dos sistemas cognitivos para os emocionais. Isso talvez explique, porque às vezes somos tomados de lembranças emocionais que não conseguimos controlar e não sabemos porque surgiram.

  8. Finalmente, as emoções podem ser tanto úteis, nos motivando a atitudes futuras, como patológicas, quando, por exemplo, o medo dá lugar a ansiedade, o prazer torna-se um vício, o amor uma obsessão, etc. A saúde mental depende da higiene emocional e, na grande maioria, os problemas mentais são conseqüência de uma organização emocional.

CITAÇÕES DA PAG 11:

Talvez você pense que o campo para esse tipo de pesquisa está saturado. Afinal de contas, as emoções são os fios que interligam a vida mental. São elas que definem quem somos nós, para nós mesmoe para as outras pessoas. O que poderia ter mais importante do que entender como o cérebro nos toorna felizes, tristes, assustados, desgotosos ou safisfeitos?

CITAÇÕES DA PAG 12:

Considero as emoções funções biológicas do sistema nervoso.

CITAÇÕES DA PAG 15:

Sem desmerecer a importâmcia dos cérebros humanos seccionados, foi o estudo de animais que relamente ampliou o meu conhecimento do cérebro emocional.

CITAÇÕES DA PAG 16:

Os livros de psicologia costumam dividir a mente em segmentos funcionais, tais como percepção, memória, emoção. Essa divisão é útil para organização as informações em campos de pesquisas gerais

Não devemos misturar descobertas referentes a emoções distintas, sem tomarmos em conta que produziu tias desobertas. Infelizmente, isto é que a grande maioria dos estudos em psicologia e ciênci ado cérebro tem feito.

    2. Souls on Ice -

  • Capítulo 2:

  • Almas de Gelo

  • Capítulo 2: Almas de Gelo

    Neste capítulo o autor apresente o que é cognição e qual a relação entre cognição e emoção.

    Como surgiu a ciência cognitiva?

    Se verificarmos a história da ciência, veremos uma tendência dos cientistas de separar a razão

  • da emoção. Devido a esse retrospecto, surgiu um ramo do conhecimento, a ciência cognitiva,

  • que se preocupa exclusivamente em estudar a racionalidade, independente das emoções.

    A ciência cognitiva surgiu em meados deste século e costuma ser descrita como a "nova ciência

  • da mente". Contudo, ela aborda apenas um lado, o que tem a ver com ao pensamento, o raciocínio

  • e o intelecto.

    O que é cognição?

    A ciência cognitiva busca entender de que maneira adquirimos conhecimento do mundo que nos

  • cerca e dele fazemos uso para vivermos. Por exemplo:

    • de que maneira reconhecemos um padrão de estímulo visual que atinge a retina como

    • um objeto em específico, por exemplo, uma maçã;

    • de que maneira determinamos a cor da maçã;

    • como avaliamos dentre duas maçãs, qual a maior;

    • como controlamos nossos braços e mãos quando pegamos uma maçã;

    • como imaginamos uma maçã, mesmo sem vê-la.

    Os Behavioristas

    Na primeira metade deste século, a psicologia foi dominada pelos behavioristas, que julgavam

  • que os estados mentais tais como, percepção, lembranças e emoções não eram temas para ser

  • estudados pelos psicólogos. Assim, a psicologia não deveria se preocupar em estudar a

  • consciência, como estava ocorrendo desde que Descartes afirmou "Penso, logo existo.", mas

  • sim aos fatos observáveis, ou seja, os comportamentos que podiam ser objetivamente

  • medidos. Assim, pelos behavioristas, a consciência, subjetiva e não observável, e os estados

  • mentais não poderiam ser analisados cientificamente.

    O surgimento da Inteligência Artificial

    Porém, na metade do século a supremacia dos behavioristas começou a declinar. Com o

  • surgimento dos computadores, os cientistas começaram a observar a semelhança entre o

  • processamento de informações pelo computador e o funcionamento da mente. A ação dos

  • computadores se tornou uma metáfora para as funções mentais e a Inteligência Artificial (IA)

  • surgiu como um novo ramo do conhecimento que procura retratar a mente humana com o uso de

  • simulações de computador. Assim, os cientistas que reconheciam que a mente humana

  • funcionava como um centro de processamento de informações, passaram a ser chamados de cientistas

  • cognitivos.

    O funcionalismo

    A ciência cognitiva foi amplamente reconhecida pela sua teoria chamada funcionalismo.

  • Segundo o funcionalismo, as funções inteligentes realizadas por diferentes máquinas refletem

  • o mesmo processo fundamental. Por exemplo, tanto um computador como uma pessoa podem

  • somar 2 e 5 e chegar ao resultado 7. Segundo eles, o fato de se chegar a mesma resposta nã

  • o se deve ao hardware, pois o cérebro é biológico e o computador é eletrônico. Mas, o resultado

  • similar deve originar-se de um processo também similar no nível funcional. Assim, é possíve

  • l estudar os processos mentais fazendo-se uso de simulações computadorizadas. Do ponto de

  • vista do funcionalismo a mente tem para o cérebro, a mesma função que o programa tem para

  • o hardwaredo computador.

    Os cientistas cognitivos inclinam-se a considerar a mente como processos inconscientes e não

  • como conteúdos conscientes. Para que reconheçamos uma maçã, o cérebro deve possuir uma

  • representação da maçã e essa representação tem de estar ao alcance da região consciente da mente.

  • No entanto, a representação mental da maçã que você percebe conscientemente é produzida

  • pela ação inconsciente das engrenagens mentais. A representação se origina-se do processamento

  • e nunca temos consciência do processo em si, mas somente do resultado. Por exemplo, você até

  • pode lembrar o que jantou a noite passada, mas dificilmente será capaz de explicar as tramas

  • realizadas

  • pelo cérebro para produzir estas informações. Assim, é meta da ciência cognitiva compreender

  • o processamento de informações que, segundo eles, é na verdade o processamento inconsciente

  • de informações.

    Juntamente o autor e Michael Gazzaniga fizeram novas experiências com pessoas com cérebro

  • seccionado. Baseados em estudos anteriores, já se sabia que as informações de uma lado do

  • cérebro não ficavam disponíveis ao outro lado. Assim, usaram esse fato para tentar compreender

  • como a mente lida com informações geradas por um sistema mental inconsciente. Por exemplo,

  • eles instruíam ao hemisfério direito da pessoa para acenar e o paciente acenava. Quando

  • perguntavam ao paciente porque ele acenara, ele dizia que era porque tinha pensado ter visto alguém

  • . Assim, também quando pediram ao hemisfério direito para rir, o paciente disse que era porque os

  • cientistas eram engraçados. As explicações verbais baseavam-se na reação produzida e

  • não no conhecimento do porquê de tais reações.

    Assim, os autores concluíram que as pessoas tem atitudes sem ter consciência das razões,

  • já que o comportamento é produzido por sistemas cerebrais de atividade inconsciente.

  • E que uma das principais tarefas da consciência é fazer das nossas vidas uma história

  • coerente, um autoconceito. Isto é produzido criando explicações para o comportamento

  • com base em nossa autoimagem, em lembranças do passado, em expectativas futuras,

  • na situação social presente e no meio ambiente físico em que se produz o comportamento.

    Além disso, essas experiências os levaram a entender que o funcionamento de

  • importantes aspectos da nossa mente, inclusive do nosso entendimento do porquê dos nossos atos, não é necessariamente conhecido pela nossa mente consciente. Assim, os cientistas precisam ter muito cuidado ao fazer uso de relatos verbais, fundados em análises introspectivas da mente de um indivíduo, como dados científicos.

    Porque os cientistas cognitivos resolveram não estudar a emoção?

    Em primeiro lugar, porque os cientistas consideravam o pensamento como uma espécie de

  • lógica, ao contrário das emoções que eram ilógicas. Muitos pesquisadores, posteriormente,

  • mostraram que o entendimento do mundo é baseado em conjecturas intelectuais e não nos

  • princípios formais de lógica. Além disso, em via de regra as pessoas chegam a conclusões

  • equivocadas do ponto de vista lógico, o que nos leva a crer que se a mente funcionasse

  • segundo os formalismos formais ela seria uma máquina deficiente.

    A segunda razão pelo qual a emoção não faz parte dos estudos da ciência cognitiva é porque

  • elas são consideradas estados de consciência subjetivos. Sentir medo, irritação ou felicidade

  • é ter a percepção consciente de que está tendo uma forma específica de experiência. Assim,

  • como a ciência cognitiva estuda processamento inconsciente das informações e não a ciência

  • do conteúdo consciente, então como a emoção faz parte do conteúdo consciente, ela não precisa

  • estudar a emoção.

    Assim, se podemos estudar como o cérebro processa informações inconscientemente, durante

  • a percepção de estímulos visuais, e faz uso de informações visuais para orientar o comportamento,

  • podemos igualmente verificar como o cérebro processa inconscientemente o significado em

  • ocional dos estímulos para controlar e gerar atitudes adequadas ao significado emocional do

  • estímulo.

    Assim, o autor considera que os processos subjacentes à emoção e cognição podem ser estudados

  • fazendo-se uso dos mesmos conceitos e ferramentas experimentais.

    É possível fazer uma máquina com emoções?

    Na emoção, ao contrário, da cognição, o cérebro nem sempre funciona independente do corpo,

  • como acreditam os funcionalistas. Muitas das emoções envolvem reações físicas. Assim, se

  • a máquina biológica da emoção, e não da cognição, envolve fundamentalmente o corpo, então

  • são necessários diferentes tipos de máquinas para processar a emoção e a cognição. Assim, a

  • teoria dos funcionalistas de que o hardware é irrelevante parece não ser apropriada para explicar

  • os aspectos emocionais da mente.

    Além disso, para que um computador tenha emoções ele precisa necessariamente ter consciência.

  • Isso porque os sentimentos, pelo qual conhecemos nossas emoções, afloram quando tomamos

  • consciência da atuação inconsciente dos sistema emocionais no cérebro (ou seja, quando

  • recebemos os resultados do processamento inconsciente). Mas o autor acredita que mesmo

  • que fosse possível programar um computador para ser consciente, ele não poderia ser

  • programado para Ter emoções, pois o computador não tem a composição apropriada a qual

  • provém não de um conjunto engenhoso de artefatos humanos, mas sim de muitas eras de

  • evolução biológica. Isto porque as emoções não surgiram como sentimentos conscientes,

  • mas sim através de especializações fisiológicas e comportamentais, reações físicas controladas

  • pelo cérebro que possibilitaram aos organismos ancestrais a sobrevivência em ambientes

  • hostis e a procriação.

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3. Blood, Sweat and Tears/

Capítulo 3: Sangue, Suor e Lágrimas

Capítulo 3: Sangue, Suor e Lágrimas

    O que vem primeiro a emoção ou o comportamento?

    Essa questão foi levantada por Willian James que escreveu um artigo que dizia que a emoção constituía de uma seqüência de acontecimentos que tem início com a ocorrência de um estímulo excitante e termina com um sentimento arrebatado, uma experiência emocional consciente. A questão era:

    • Nós fugimos de um urso porque sentimos medo, ou sentimos medo porque fugimos?

    Segundo James durante a atitude de fuga, o corpo sofre várias reações fisiológicas: a pressão sobe, aumenta a velocidade dos batimentos cardíacos, as pupilas dilatam, as palmas ficam úmidas, os músculos se contraem. Outras reações emocionais produziriam outras respostas fisiológicas. Em cada caso, as respostas fisiológicas retornam ao cérebro, na forma de sensações físicas, e o padrão único de feedbacksensorial confere a cada emoção uma qualidade singular. O medo produz um qualidade diferente do amor porque possui uma característica fisiológica diferente. O aspecto mental da emoção, o sentimento, é escravo de sua fisiologia, e não o contrário. Não trememos porque sentimos medo, mas sentimos medo porque trememos. Não choramos porque estamos tristes, mas ficamos tristes porque choramos.

    O estado de emergência de Cannon

    A teoria de James passou a ser questionada quando o pesquisador Walter Cannon, apresentou os resultados de suas pesquisas com reações físicas resultantes de estado de fome e emoções intensas. Cannon apresentou o "estado de emergência", resposta fisiológica específica do corpo que acompanha qualquer estado em que seja necessário dispêndio de energia física. Assim, o fluxo sangüíneo é redistribuído para as áreas do corpo que estão ativas durante uma situação de emergência e, desta maneira, os suprimentos energéticos, transportados pelo sangue, alcançarão os músculos e órgãos fundamentais. Por exemplo, numa luta, os músculos necessitam de mais energia que os órgãos internos, e a energia usada na digestão pode ser sacrificada em favor da energia muscular. Portanto, a reação de emergência ou reação de luta-ou-fuga, constitui uma resposta adaptativa que se antecipa e favorece o consumo de energia, o que costuma acontecer em estados emocionais.

    O descrédito da teoria de James

    Cannon acreditava que as respostas corporais que compõem a reação de emergência eram mediadas pelo sistema nervoso simpático, um ramo do sistema nervoso autônomo (SNA). O SNA é um conjunto de neurônios e fibras nervosas ao longo do corpo que controle as atividades de órgãos e glândulas internas em resposta aos comandos do cérebro. Assim, os sinais físicos resultantes de estimulação emocional eram respostas do ramos simpático do SNA, cuja atuação era uniforma. Assim sendo, Cannon acreditava que as respostas fisiológicas de diferentes emoções eram as mesmas, independente do estado emocional experimentado. Assim, James estava errado em dizer que emoções diferentes produzem sensações diferentes. Além disso, as respostas do SNA são muito lentas para produzirem sensações. Assim, ainda que as emoções apresentassem características físicas diferentes elas seriam muito lentas para levar-nos a sentir medo, ódio, raiva. Assim, o estudo da emoção deve se concentra no cérebro e não exige que este leia a reação física como acreditava James.

    Emoções são interpretações cognitivas de situações

    Na década de 60, outros dois pesquisadores investiram no estudo das emoções. Schachter e Singer colocaram que as reações fisiológicas informam ao cérebro apenas que ele está em um estado de excitação, mas não em qual estado de excitação ele se encontra. Eles sugeriram que tomando como base a as informações sobre o contexto físico e social e a percepção de qual reação emocional acontece em cada uma dessas situações, rotulamos o estado de excitação como medo, raiva, alegria, etc.

    Assim, eles realizaram experiências em que pessoas recebiam um injeção de adrenalina, droga que ativa artificialmente o ramos simpático do SNA. Em seguida, essas pessoas foram expostas a situações agradáveis, desagradáveis ou emocionalmente neutras. As emoções variaram de acordo com a situação em que os indivíduos foram expostos. Os indivíduos expostos a situações desagradáveis demonstraram tristeza, os expostos a situação desagradável, alegria e os outros não sentiram nada em particular. Em resumo, as emoções resultam e interpretações cognitivas das situações.

    Outras experiências foram realizadas por Valins. Ele demonstrou fotos de mulheres semidespidas para homens que ouviam batimentos cardíacos. Esses batimentos eram controlados por Valins e nem sempre correspondiam ao verdadeiro batimento da pessoa que estava vendo as fotos. Após isso, Valins perguntava aos homens quais mulheres eles consideravam mais bonitas. Eles escolhiam aquela em que eles ouviam os batimentos cardíacos altos, mesmo quando o seu batimento cardíaco era baixo ao demonstrar aquela foto.

    Avaliação Cognitiva

    Porém, até aqui, os pesquisadores demonstraram como lidamos como as reações emocionais no momento em que elas acontecem, mas não demonstraram qual a causa primária das reações. Por exemplo, o cérebro tem que perceber que o urso é uma fonte de perigo e organizar respostas para isso. O que nos faz fugir do perigo? O que acontece entre o estímulo e a resposta? Para alguns teóricos avaliação cognitiva preenche esta lacuna.

    O conceito de avaliação foi elucidado por Magda Arnold que definiu avaliação como a apreciação mental do dano ou benefício de uma situação. Para ela emoção é a "tendência sentida" para qualquer coisa que seja avaliada como boa ou distante de algo que seja caracterizado como má. Embora o processo de avaliação seja inconsciente, seus efeitos são registrados como conscientes.

    Por exemplo, no caso do urso, nós percebemos o urso e fazemos uma avaliação inconsciente e nossa experiência consciente do medo é uma tendência a fuga. Arnold acreditava que não era necessário uma reação para que a emoção se instale, mas apenas uma tendência à ação.

    O que os cientistas acertaram e erraram com a teoria da avaliação?

    Segundo o autor, os cientistas da avaliação estavam certo ao sugerir:

    • que a avaliação de um estímulo constitui o primeiro passo num episódio emocional;

    • que as avaliações acontecem inconscientemente;

    • a emoção envolve tendências corporais;

    • a emoção envolve experiências conscientes.

    Porém erraram ao superestimar a contribuição dos processos cognitivos para emoção, reduzindo, portanto, a distinção entre emoção e cognição. Pois, ao acentuar o papel da cognição na emoção, os aspectos únicos da emoção foram deixados de lado.

    Além disso, surgiram inúmeras pesquisas posteriormente que provaram que grande parte do funcionamento do cérebro emocional acontece inconscientemente. Assim, os processos de avaliação ao alcance da consciência não são a única forma de funcionamento do cérebro emocional. Pois, mesmo que estejamos consciente do resultado da avaliação emocional (por exemplo, temos antipatia por alguém), não temos consciência da origem da avaliação (porque temos antipatia por essa pessoa).

    Emoção e Cognição: iguais ou diferentes?

    O autor acredita que a emoção e cognição são funções mentais interativas, mas distintas, mediados por sistemas cerebrais interativos mas distintos. Para provar essa conclusão ele argumenta:

    • Quando determinada região do cérebro sofre algum dano, animais ou seres humanos perdem a capacidade de avaliar o significado emocional do estímulo, mas sem perder a capacidade de percebê-los como objetos. Isso significa que a percepção, representação e avaliação do significado do objeto são processados separadamente pelo cérebro.

    • O cérebro pode saber se algo é bom ou mau, mesmo antes de saber do que se trata. (Isto foi aprovado com testes subliminares, em que eram exibidas fotos para os indivíduos em tempos tão curtos, que conscientemente eles não sabiam o que eram, mas podiam dizer se era bom ou ruim).

    • Os mecanismos cerebrais que registram, armazenam e recuperam memórias emocionais são diferentes dos mecanismos que processam a memória cognitiva dos mesmos estímulos. Por exemplo, quando há um dano no primeiro sistema, o indivíduo não produz reações emocionais para um estímulo. Porém, danos no segundo faz com que o indivíduo não consiga lembrar onde viu o estímulo, com quem estava e por que estava ali.

    • Os sistemas responsáveis pelas avaliações emocionais mantém uma relação direta com os sistemas que controlam as reações. Os mecanismos de avaliação vão dar uma das respostas, que a evolução vinculou ao mecanismo de avaliação. Já os sistemas cognitivos não estão vinculados ao sistema que controla as ações. Na cognição temos a capacidade de escolher a nossa resposta através do processamento.

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4. The Holy Grail - Capítulo 4: O Santo Graal

Capítulo 4: O Santo Graal

A meta da ciência do cérebro é identificar a localização, no cérebro, das diferentes funções. Sendo que o sistema límbico é inadequado para a justificativa do vida emocional.

Bossas na Cabeça

Franz Josef assume que cada aptidão possui seu próprio órgão no cérebro. Desta maneira, as aptidões mais desenvolvidas possuíam órgãos maiores e que a região do cérebro que revestia esses orgãos era mais protuberante do que as que revestiam órgãos menos desenvolvidos. Assim surgiu a frenologia, que é a capacidade de caracterizar os traços de personalidade pelas bossas na cabeça. A única idéia correta e aceita é de que as funções e aptidões localizam-se em regiões distintas do cérebro. Contudo, processos mentais não são funções de áreas do cérebro, mas cada região atua por meio do sistema que faz parte, ou seja, as regiões do cérebro possuem funções graças aos sistemas de que fazem parte.

Uma Época Estimulante

Teoria da evolução de Darwin oferece razões para acreditar na existência de uma continuidade entre a estrutura biológica ( e até mesmo psicológica) do homem e de outros animais, com isso conseguiu-se fazer pesquisas com animais e tirar conclusões que servem para os humanos.

Uma Verdadeira Paixão

Bard e Cannon, após realizarem experiências com gatos sugeriram que o hipotálamo é o centro do cérebro emocional. O hipotálamo desligava-se do corpo para produzir reações emocionais e do córtex para produzir experiências emocionais. As sensações e reações emocionais ocorrem em paralelo e não em seqüência (como afirmava James).

James e Cannon concordaram que as experiências emocionais conscientes são conseqüência de processos emocionais anteriores (avaliação ou estimativas) que são externos à esfera da percepção consciente, isto é, são inconscientes.

Fluxo de Sentimentos

Através de uma experiência subjetiva da emoção, descobriu-se um fluxo de informações que obedecem a um ciclo de conexões anatômicas entre o hipotálamo e o córtex medial, e deste de volta ao hipotálamo - o chamado circuito de Papez.

Papez esclareceu como a experiência emocional poderia surgir do cérebro. A hipótese de Papez indica que as mensagens sensoriais dividem-se em fluxo de pensamento e fluxo de sentimento.

  • Fluxo do pensamento: informações sensoriais (sensação) são transformadas em percepção, pensamento e lembranças.

  • Fluxo do sentimento: informações sensoriais também são transmitidas para o tálamo, mas nessa etapa as informações eram retransmitidas diretamente ao hipotálamo, possibilitando a geração de emoções.

As experiências emocionais podem ser produzidas de 2 maneiras: através do fluxo do sentimentos e através do fluxo de pensamento.

A teoria do circuito de Papez parece ter pouca participação para a teoria da emoção de Papez, mas é um ponto de partida para a teoria do sistema límbico.

Cegueira Psíquica

Heinrich Klüver e Paul Bucy estudaram os efeitos de leões nos lobos temporais de macacos. As lesões causam a chamada "cegueira psíquica", ou seja, os animais eram dotados de perfeita acuidade visual, mas mostravam-se cegos ao significado pedagógico do estímulo.

Síndorme Klüver-Bucy indica que os animais com lesões se mostram "dóceis" na presença de objetos anteriormente temíveis.

O Teclado Emocional

Pesquisas sobre a origem neurológica das emoções foram interrompidas pela II Guerra Mundial, mas retomadas em 1949 por Paul Maclean, que recuperou e ampliou a teoria de Papez.

MacLean salientou a importância do hipotálamo para a expressão emocional e do córtex cerebral para a experiência emocional. Procurou identificar alguma forma de comunicação entre estas duas regiões, permitindo que as qualidades afetivas da experiência exercessem sua influência sobre os sistemas de controle comportamental e autônomo, na produção de reações emocionais e na criação e manutenção de doenças psicossomáticas tais como a hipertensão, a asma e as úlceras pépticas.

MacLean acreditava que todos os caminhos levavam ao cérebro olfativo como a sede das emoções. Descreveu o mecanismo gerador da experiência emocional. Segundo este mecanismo, indícios sugerem que tanto a experiência como a expressão da emoção são o resultado da associação e correlação de uma ampla variedade de estímulos internos e externos, cujas mensagens são transmitidas como impulsos nervosos nos mecanismos de análise do cérebro. Os mecanismos de análise subjacentes a emoção encontram-se no cérebro visceral em particular no hipocampo. MacLean descreveu poeticamente os grandes neurônios do hipocampo como um teclado emocional. A idéia do teclado surgiu do faro de que as células dessa região são dispostas sistematicamente lado a lado. Quando os elementos do mundo sensorial ativam essas células, as melodias resultantes são as emoções que experimentamos.

As estruturas do sistema límbico (novo nome para o cérebro visceral) abrangem uma evolução neurológica filogeneticamente primitiva a sobrevivência do indivíduo e da espécie. Este sistema desenvolveu-se como um mediador das funções viscerais e comportamentos emocionais, inclusive alimentação, defesa, luta, e reprodução e é fundamental para a vida emocional ou visceral do indivíduo.

Apuros no Paraíso

A idéia de que o sistema límbico constitui o cérebro emocional é inaceitável por uma série de razões:

  • Não consegui-se apresentar um método adequado para identificar que regiões do cérebro realmente fazem parte do sistema límbico;

  • Considera-se atualmente que o hipocampo tem uma participação menor nas funções emocionais e autônomas do que na cognição. E outros setores não incluídos no sistema límbico têm uma participação fundamental na regulação autônoma, que não representa um elemento significativo para a identificação do sistema límbico.

  • Os estudos sobre a emoção podem localizar o sistema emocional no cérebro, mas não o sistema límbico, ou o sistema límbico existe ou não existe. Como não dispomos de critérios próprios para sua localização, o autor considera que ele não existe.

Assim como outras teorias anteriores, a teoria do sistema límbico para o cérebro emocional pretendia aplicar-se igualmente as emoções como um todo, constituindo uma teoria geral que explicaria de que maneira os sentimentos provêm do cérebro.

Um dos insigths mais importantes de MacLean foi a compreensão da importância da evolução do cérebro para o entendimento das emoções. As emoções foram qualificadas como funções cerebrais atuantes na sobrevivência do indivíduo e da espécie. O erro de MacLean foi concentrar todo o cérebro emocional e sua história evolutiva num único sistema. Creio que sua lógica de evolução emocional mostrou-se perfeita, só que ele a aplicou de maneira generalizada. De fato as emoções constituem funções que têm sua participação na sobrevivência. Porém as emoções diferentes requerem diferentes sistemas cerebrais, cuja evolução obedeceu a diferentes razões. Por conseguinte, não pode haver um único sistema emocional no cérebro, mas vários.

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5. The Way We Were Capítulo 5: Nossa Maneira de Ser

Capítulo 5: Nossa Maneira de Ser

Steven Pinker descreveu a tentativa de compreender o funcionamento do cérebro como "engenharia às avessas". Temos o produto e queremos saber como ele funciona. Contudo o cérebro não possui uma função única, mas ele é composto de um conjunto de sistemas, cada qual com diferentes funções. Neste caso, existem diferentes sistemas emocionais e a única maneira de se entender como as emoções provêm do cérebro consiste em estudar uma emoção de cada vez. Por isso, o autor conduziu sua pesquisa sobre o cérebro emocional à origem neural de uma determinada emoção - o medo e seus vários aspectos. Para isto é preciso convencer de que o estudo do comportamento do medo em animais é um ponto de partida válido. Agora serão apresentadas algumas idéias sobre a evolução das emoções, algumas críticas feitas a elas e opinião ponderada do autor sobre ambas.

Mudar ou Não Mudar, Eis a Questão (Evolutiva)

O importante é que o cérebro possui um mecanismo para detectar o perigo e ter uma reação imediata e adequada a este. A atitude específica é adequada para espécie (fugir correndo, voando, nadando), mas a função cerebral subjacente à reação é a mesma - proteção contra o perigo.

Linhagem Emocional

Charles Darwin, autor da teoria da evolução pela seleção natural, possui um entendimento de como e por que aspectos da mente e do comportamento poderiam ser representados tanto nos seres humanos quanto em outras espécies. Darwin sugeriu que através da hereditariedade e da variabilidade, estabelece-se a "linhagem modificada".

De maneira simplificada, a teoria da seleção natural diz que, aquelas características úteis a sobrevivência de uma espécie em determinado ambiente tornam-se, a longo prazo, traços típicos da espécie. Além disso as características da espécie atual continuam a existir porque contribuíram para a sobrevivência dos ancestrais distantes. Em razão da limitação dos suprimentos alimentares, nem todos os indivíduos conseguem sobreviver até a maturidade sexual e procriação. Os menos aptos são eliminados, de modo que, com o passar do tempo, os mais aptos procriem cada vez mais e transmitam sua aptidão à prole. Contudo, no caso de ocorrer alguma mudança no meio ambiente que seja constante, características diferentes irão tornar-se relevantes para a sobrevivência, até por fim serem selecionadas. Espécies que se adaptam desta maneira sobrevivem, e as que não conseguem tornam-se extintas. Além disso Darwin, salienta que mente e corpo são igualmente talhados pela seleção natural.

Darwin constatou que as principais atitudes expressivas demostradas pelo homem e pelos animais inferiores são hoje inatas ou herdadas, isto é não foram aprendidas pelo indivíduo. Reuniu exemplos de todos os tipos de expressões corporais semelhantes nas diferentes espécies, como o pêlo eriçado. Também forneceu exemplos de expressões emocionais comuns em diferentes espécies.

Darwin produziu a classificação geral das emoções inatas, onde sugeriu que algumas emoções possuem históricos evolucionários mais antigos do que outras.

Instinto Primordial

Emoções primordiais são definidas pela expressões faciais universais, semelhantes nas culturas mais diferentes. Sylvan Tomkins propôs a existência de 8 emoções básicas: surpresa, interesse, alegria, raiva, medo, aversão, vergonha e angústia. Alguns teóricos como: Carroll Izard, Robert Plutchik, Nico Frijda, Philip John Soulaird e Keith Catley possuem diferentes classificações para as emoções básicas. Contudo, a maioria dos pesquisadores admite a existência de emoções não básicas, que são resultado da combinação ou misturas das mais básicas.

Plutchik sugere um ciclo de emoções básicas, análogo ao ciclo das cores, cuja mistura de cores elementares produz novos tons. Do mesmo modo a combinação de 2 emoções básicas produzem uma nova emoção, chamada de díades. As combinações de emoções adjacentes são chamadas de díades primárias (alegria + aceitação = amizade), a combinação de emoções distantes (pula uma emoção) são chamadas de díades secundárias (alegria + medo = culpa) e a combinação de emoções duas vezes mais distantes (pula duas emoções) é a díades terciária (alegria + surpresa = deleite).

Díades Primárias

alegria + aceitação = amizade

medo + surpresa = susto

Díades Secundárias

alegria + medo = culpa

tristeza + raiva = mau humor

Díades Terciárias

alegria + surpresa = deleite

expectativa + medo = ansiedade

8 Emoções Básicas de Plutchik

Segundo Plutchik as emoções básicas estão presentes nos animais inferiores, mas as emoções não-básicas costumam ser unicamente humanas, visto que a mistura de emoções básicas em emoções superiores são uma operação cognitiva.

Ser um Porco Selvagem

Para a abordagem construtivista social as emoções são produto da sociedade e não da biologia. Os processos cognitivos representam um papel importante nestas teorias, constituindo o mecanismo por meio do qual o meio ambiente social é representado e interpretado, tomando como base experiências passadas e expectativas futuras. A diversidade emocional entre as culturas é usada como evidência desta posição.

Regras de Demonstração

Embora os construtivistas sociais possam produzir listas intermináveis de todos os tipos de variações emocionais entre as diferentes culturas e situações sociais, tais observações não são suficientes para desqualificar a concepção das emoções básicas. Os teóricos das emoções básicas não negam as diferenças de expressar as emoções em diferentes culturas, mas afirmam apenas que algumas emoções e suas expressões são relativamente constantes entre as pessoas.

Paul Ekman (teórico das emoções básicas) propôs uma distinção entre as expressões emocionais universais, comuns a todas as culturas, e outros movimentos corporais, que variam de uma cultura para outra. Ekman sugere que os construtivistas sociais podem estar interessados nas diferenças culturais aprendidas dentro das expressões emocionais, enquanto os teóricos das emoções básicas têm-se concentrado nas expressões universais e não-aprendidas, presentes nos movimentos de músculos faciais durante ocorrência de emoções básicas (inatas) em todas as culturas. Ekman não pretende dizer que as emoções básicas apresentam invariavelmente a mesma forma, mas sim mostrar que até mesmo as expressões faciais universais podem ser reguladas pelo aprendizado e a cultura.

Ekman utilizou regras de demonstração para referir-se às convenções, normas e hábitos desenvolvidos pelas pessoas para gerirem suas emoções sociais. As regras de demonstração definem quem pode revelar qual emoção a quem, quando e como.

Na opinião de Ekman o conceito de emoções básicas enfoca a semelhança da expressão emocional básica entre indivíduos e culturas, enquanto as regras de demonstração encarregam-se das muitas diferenças, a começar pela suposição de que os ocidentais são mais expressivos emocionalmente do que os orientais.

Reações Emocionais: Partes ou Todos?

Ortony e Turner indicaram que talvez as emoções e suas expressões não sejam tão básicas. Segundo eles, as expressões da emoção são constituídas com base num repertório de componentes biologicamente determinados, e (...) um grande número de emoções é associado freqüentemente, embora de forma alguma sempre, ao mesmo subconjunto limitado de tais componentes. Eles aceitam que as respostas componentes possam ser biologicamente determinadas, mas situam a emoção em sí mesma no universo psicológico e não no determinismo biológico. Além disso as emoções exigem processos (avaliações) cognitivos superiores que organizam as diferentes respostas apropriadas para cada situação enfrentada pelo organismo. Contudo, Ortony e Turner possuem dois pressupostos inaceitáveis: o simples fato de que uma avaliação é mental não significa que ela não seja também biológica e o caráter inato dos componentes de reação individual não exclui a possibilidade de que níveis superiores de expressão sejam igualmente inatos.

Em Time que Está Ganhando...

Plutchik sugere que determinadas funções básicas, necessárias à sobrevivência vêm sendo conservadas ao longo da evolução, sofreram modificações sempre que necessário, mas estas se deram dentro de um contexto extremamente coerente.

Os sistemas cerebrais subjacentes a certas atitudes emocionais têm sido preservados ao longo de inúmeros níveis de evolução cerebral.

Sistemas Neurais Especializados versus Generalizados

O autor crê que classes diferentes de comportamento emocional representam diferentes tipos de funções, encarregadas de diferentes espécies de problemas no animal e dotadas de sistemas cerebrais diferentes para cada um deles.

A nível neural cada unidade emocional pode ser considerada como:

  • um conjunto de entradas

  • um mecanismo de avaliação: programado pela evolução para detectar determinadas entradas ou disparar estímulos relevantes para a função da rede (gatilhos neurais). Também pode ser dotado de capacidade de tomar conhecimento de estímulos geralmente associados à ocorrência dos gatilhos naturais e prevê-los (gatilhos aprendidos).

  • conjunto de saídas

Este livro pesquisa uma unidade funcional particular, que é o sistema cerebral do medo.

Por Que o Medo?

O sistema cerebral do medo trata-se de um sistema de comportamento defensivo. Deve-se levar em conta o significado visível do comportamento defensivo - ele representa o funcionamento de sistemas cerebrais que foram programados pela evolução para enfrentar o perigo em situações rotineiras. O funcionamento do comportamento de defesa é independente da consciência, é parte daquilo que chamamos de inconsciente emocional, e as interações entre o sistema de defesa e a consciência representa os fundamentos da sensação do medo. Além disso a função do sistema de defesa para a vida é a sobrevivência diante do perigo.

Por que se estudar o medo? Porque o sistema de defesa do cérebro e sua emoção subjetiva associada, o medo, constituem pontos de partida atraentes para o estudo do cérebro emocional. Discute 3 pontos: medo é difuso, o medo é importante na psicopatologia e o medo expressa-se de maneira semelhante em homens e muitos animais.

O Medo é Difuso: indícios do medo são encontrados por trás de várias formas de emoção que aparentemente, poderiam afigurar-se a antítese da apreensão.

O Medo tem um Papel Importante na Psicopatologia: embora o medo faça parte da vida e todos nós, o pavor exagerado ou inadequado é o causador de uma série de problemas psiquiátricos comuns.

O Medo tem Expressões Semelhantes em Seres Humanos e em Outros Animais: o comportamento humano de defesa parece remontar ao distante passado evolutivo. Por conseguinte, estudando as reações de medo em animais, podemos clarificar os mecanismos de medo nos homens inclusive o medo patológico. Blanchard salienta que pessoas diferentes costumam ter reações mais ou menos iguais em situações semelhantes. Esta constatação sugere, mais provavelmente que os padrões de reação ao medo são programados geneticamente no cérebro humano. As reações defensivas devem ser consideradas soluções dinâmicas, em constante mutação, para o problema da sobrevivência. Não são estruturas estáticas, criadas nos ancestrais das espécies e mantidas sem modificações. Existem as estratégias de reação universal diante do perigo: fuga, imobilidade, agressão e submissão. Blanchard e outros têm demostrado que o padrão de reação de um ser humano assustado também está presente no caso de ratos em perigo. Os seres humanos temem coisas que um rato jamais poderia conceitualizar, mas o corpo do homem e do rato reagem da mesma maneira ao se encontrarem numa situação de perigo. Utilizam as estratégias de reação universal diante do perigo: fuga, imobilidade, agressão e submissão.

Determinismo Genético e Liberdade Emocional

A visão da genética emocional é localizar o terreno comum das reações emocionais entre indivíduos e entre as espécies - aqueles aspectos que a evolução de sistemas emocionais específicos procurou cumprir.

As diferenças individuais na reação do medo devem-se, ao menos em parte, à variação genética. É importante analisar o modo pelos quais os genes nos tornam diferentes uns dos outros. Irá ser discutido se, e até que ponto, essas diferenças nos predestinam a ter atitudes individuais, fixando a atenção uma vez mais no sistema do medo.

Não há como negar que os genes nos tornam diferentes uns dos outros e constituem uma explicação, pelo menos parcial, para a variabilidade nas reações, individuais diante de situações de perigo ou de outra espécie. O mais importante é que nossos genes proporcionam as matérias primas a partir das quais podemos erigir nossas emoções. São eles que definem o tipo de sistema nervoso que vamos ter, os modos de funcionamento mental que este poderá desenvolver e os tipos de funções corporais que ele poderá controlar. Mas nossa maneira de agir, pensar e sentir em cada situação será determinada por muitos outros fatores, e não está predestinada em nossos genes. As emoções possuem uma base biológica, mas os fatores sociais, isto é cognitivos são igualmente importantes.

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6. A Few Degrees of Separation - Capítulo 6: Alguns Graus de Distância

Capítulo 6: Alguns Graus de Distância

Os Neurônios

Os neurônios (células cerebrais) possuem três partes: um corpo celular, um axônio e alguns dendritos. As informações dos neurônios são transmitidas para outros neurônios pelos dendritos (mas o corpo celular ou o axônio também pode receber informações). Cada célula recebe informações de várias outras. Quando um neurônio recebe um número suficiente de informações ao mesmo tempo, ele emitirá uma onda de descarga elétrica (uma ação potencial) ao longo do axônio. Embora de modo geral o neurônio tenha um único axônio, este se ramifica amplamente, possibilitando que muitos outros neurônios sejam influenciados. Quando a ação potencial chega aos terminais de axônio, é liberada uma substância química, chamada neurotransmissor. O neurotransmissor difunde-se do terminal para os dendritos dos neurônios adjacentes, contribuindo para disparar os potenciais de ação desses outros. O espaço entre o terminal de axônio de uma célula e outra vizinha é chamada de sinapse. Por isto, a comunicação entre os neurônios é chamada de transmissão sináptica.

Condicionamento do Medo

Existem diversas ferramentas para estudar diferentes emoções. Para estudar os mecanismos do medo, existe uma técnica bastante eficaz conhecida como condicionamento do medo. Através do condicionamento do medo é possível isolar os neurônios e conexões que são importantes para o comportamento do medo.

Numa típica experiência de condicionamento do medo um rato é colocado numa gaiola. Todas as vezes que se toca um determinado som, produz uma corrente elétrica branda nos pés do rato. Após um certo período, quando o rato ouvir o som ele vai produzir todas as reações caraterísticas do medo sem mesmo receber o choque. Essas reações são as mesmas produzidas pelo rato quando ele se encontra com um gato, o que significa que o som no condicionamento do medo ativa o sistema neural que controla as reações típicas do encontro com predadores e outros inimigos naturais. O estímulo condicionado surgiu através da experiências com cachorro do russo Ivan Pavlov na virada do século. Ivan mostrava um pedaço de carne a um cachorro toda vez que um sino tocava, o que fazia o cachorro salivar. Após um certo período, o cachorro salivava ao ouvir o sino, sem mesmo ver a carne.

Nesse caso, a carne é chamada de estímulo incondicionado (EI), o sino de estímulo condicionado (EC) e a salivação produzida pelo EC de reação condicionada (RC). O autor coloca que, no condicionamento do medo, o animal não aprende a se imobilizar, mas sim aprende a detectar um novo perigo.

O condicionamento do medo não é apenas rápido, mas também duradouro. O tempo não é suficiente para apagá-lo. Para apagá-lo é necessário a exposição repetida do EC sem o EI. Porém, a extinção não significa o fim da relação entre EC e EI. Se após extinto, for apresentado novamente o EC, o animal volta a apresentar a reação, o que Pavlov chamou de "recuperação espontânea".

Segundo o autor, experiências com seres humanos associando sons com choque elétrico produziram reações do sistema nervoso autônomo, tais como aceleração cardíaca, suor, etc. O que prova que o condicionamento do medo também pode ser eficaz para estudar seres humanos. Como o condicionamento do medo não depende da percepção consciente ele é usado para estudar o funcionamento emocional inconsciente em seres humanos. Além disso, em alguns testes de condicionamento do medo em homens podem ser acompanhados de medo consciente. O medo consciente não é a causa das reações de medo, mas conseqüência da ativação do sistema de defesa do cérebro, que é consciente.

O estudo do autor: fluxo de informações no cérebro no condicionamento do medo

Para estudar o cérebro emocional o autor optou por trilhar o caminho do cérebro do ponto em que o estímulo auditivo-condicionado (condicionamento do medo com um estímulo auditivo, por exemplo, som) entra no cérebro até o destino final, o sistema que controla as reações de medo condicionadas.

O som é reconhecido pelos receptores sensoriais periféricos do sistema auditivo. Esta parte não pode ser lesionada, já que um animal surdo não irá identificar o som. Assim, o autor optou por lesionar a área mais elevada do sistema auditivo, o córtex auditivo. Se lesões no córtex prejudicassem o sistema auditivo isso significava que o estímulo auditivo tinha que atravessar todo o sistema para que o condicionamento pudesse ocorrer, e que a próxima etapa seria uma conexão de saída do córtex auditivo. Mas, se a lesão no córtex não interrompesse o condicionamento, o autor teria que lesionar áreas inferiores para descobrir até que nível do sistema auditivo o estímulo passa.

Na verdade, as lesões no córtex auditivo não exerceram quaisquer efeitos nos testes de condicionamento do medo. Assim, foi lesionado a área inferior, o tálamo auditivo, e essas lesões impediram totalmente o condicionamento do medo. Com base nisso, o autor descobriu que o estímulo precisa percorrer todo o sistema auditivo da orelha até o tálamo, mas não precisa chegar ao córtex auditivo. A questão agora é: para onde vai o estímulo auditivo após chegar ao tálamo auditivo?

Para onde vai o estímulo auditivo após chegar ao tálamo auditivo?

Para tentar responder a essa questão, o autor usou de técnicas para identificação de vias cerebrais. Nesta técnica, uma pequena quantidade de substância identificadora é injetada na área de interesse do cérebro (WGA-HRP). São substâncias químicas que são absorvidas pelo corpo dos neurônios localizados na área em questão e despachadas ao longo do axônio, até as terminações nervosas. Essa técnica nos permite descobrir se há comunicação entre duas regiões cerebrais diferentes, já que elas tingem de laranja as áreas do cérebro por onde passam.

Assim, foi injetada substância no tálamo auditivo, No dia seguinte o cérebro foi removido e seccionado. E as partes tingidas são colocadas no microscópio para melhor visualização. O autor observou que havia quatro regiões que estavam fortemente tingidas, o sugerindo que essas regiões recebiam projeções do tálamo auditivo.

Assim, o autor realizou lesões que interromperam o fluxo das informações entre o tálamo e três das regiões e, então, realizou testes de condicionamento do medo. Nenhuma dessas lesões apresentou efeito. Porém, quando o autor lesionou a comunicação entre o tálamo e a quarta região - a amígdala - o condicionamento não mais ocorreu.

A amígdala

A amígdala é uma região diminuta do prosencéfalo e que possui formato de amêndoa.

A descoberta de uma via de comunicação do tálamo diretamente para a amígdala sugeriu que um estímulo de medo condicionado podia produzir reações de medo sem o auxílio do córtex. A transmissão talâmica direta de informações para a amígdala simplesmente possibilitou um desvio do córtex.

Estudos de outro pesquisador, Bruce Kapp, colaboram com as pesquisas do condicionamento do medo. Kapp sugeriu que uma subregião da amígdala - o núcleo central - possuía conexões com áreas do tronco cerebral responsáveis pelo batimento cardíaco e outras reações do sistema nervoso autônomo. Então, segundo ele, o núcleo central era o elo que possibilitava as reações autônomas produzidas por um estímulo de medo condicionado.

Além disso, pesquisas posteriores demonstraram que lesões no núcleo central interferem em praticamente todas as formas de medo condicionado. Outras pesquisas demonstraram que lesões em diferentes partes da amígdala provocam diferentes reações. Assim, lesão numa parte provoca aumento do batimento cardíaco, em outra a imobilização, etc.

Desta maneira, o estudo do núcleo central esclareceu como as reações são expressas, porém faltava saber de que forma o estímulo chega ao núcleo central. Para estudar isso, o autor realizou novas experiências injetando a substância química laranja (WGA-HRP) no núcleo central.

Como o estímulo auditivo chega ao núcleo central da amígdala?

Assim, desta vez ele procurava observar o caminho percorrido pela substância na direção contrária, do núcleo central para os tálamos auditivos. Após análise no microscópio, ele observou pigmentos nas regiões adjacentes ao tálamo auditivo, mas não no tálamo em si. Assim, era improvável que o estímulo auditivo fosse enviado diretamente do tálamo para o núcleo central.

Porém, quando injetou em outra região da amígdala, o núcleo lateral, ele encontrou conexão. Assim, ele realizou lesões no núcleo lateral da amígdala, que também influenciaram no condicionamento do medo.

Assim, o autor considerou o núcleo lateral como a região da amígdala responsável pela recepção dos estímulos condicionados no condicionamento do medo, e o núcleo central como a interface dos sistemas de controle de reações.

Então se o EC entrava na amígdala por meio do núcleo lateral e as saídas do RC faziam seu trajeto pelo núcleo central, como as informações recebidas pelo núcleo lateral alcançavam o núcleo central. Embora, ainda não se tenha uma resposta concreta para isso, estudos demonstraram que existem projeções diretas do núcleo lateral para o núcleo central. Além disso, existem projeções do núcleo lateral para dois outros núcleos da amígdala (basal e basal acessório) que possuem potentes projeções para o núcleo central.

Via principal e secundária para a amígdala

Nos casos anteriores em que o anima era submetido a um único tipo de som, o córtex auditivo não possuía nenhuma função no condicionamento do medo. Porém, experiências foram realizadas em que eram emitidos dois sons diferentes e apenas quando emitido um dos sons o animal recebia choque. O animal teria então que diferenciar os dois tipos de sons. As pesquisas demonstraram que quando o córtex era lesionado o animal não conseguia diferenciar o som, e produzia as reações de condicionamento do medo para ambos os sons emitidos.

Mas por que o cérebro possui dois acessos do tálamo para a amígdala?

Segundo o autor, o sistema talâmico, embora não seja capaz de estabelecer diferenciações sutis, ele possui uma grande vantagem, o tempo. O estímulo leva a metade do tempo para chegar via talâmica à amígdala. Ele não pode dizer exatamente do que se trata, mas pode emitir um sinal rápido, alertando a presença de algum perigo.

Por exemplo, imagine que você está numa floresta e ouve um som. O som vai diretamente da amígdala através da via talâmica. Vai paralelamente também através do córtex que pode definir que é um som de um galho quebrando ou de uma cobra. Porém, quando o córtex chega a essa conclusão a amígdala já está pronta para se defender.

A informação produzida pelo tálamo não é filtrada e tende a produzir reações. A tarefa do córtex é impedir a reação inadequada e produzir a reação adequada.

Condicionamento pelo contexto

Os pesquisadores observaram que o rato que é colocado num caixa e recebe um choque após um determinado som, é condicionado não só pelo som, mas também pela caixa. A isso os pesquisadores chamam de condicionamento contextual. Segundo eles, o sujeito vai ter sua atenção voltada para o estímulo mais evidente, mas todos os outros estímulos também serão assimilados.

No caso do contexto, não se trata de um estímulo em específico mas de uma coleção deles. Os pesquisadores vem estudando o hipocampo, como o responsável por integrar os estímulos num contexto. O hipocampo não receberá os estímulos individuais das regiões responsáveis pelo processamento sensorial. Na verdade as imagens e sons se reúnem antes de chegar no hipocampo e este cria um representação do contexto que contém não apenas os estímulos individuais, mas também as conexões entre eles.

Experiências posteriores demonstraram que os ratos com lesões no hipocampo, não apresentavam medo ao serem colocados na caixa, mas continuam a possuir reações ao ouvir o som.

Além disso, o autor salienta que algumas experiências foram feitas com animais de outras espécies e também com mamíferos, o que nos sugere que a amígdala tem a mesma função em todos os animais. Um estudo foi realizado em humanos juntamente com a cirurgia do cérebro em caso de epilepsia grave. Como os estímulos são ministrados na amígdala com o sujeito acordado, é possível não apenas observar as reações, mas também pedir para os sujeitos descreverem. A experiência mais comum relatada foi sensação de perigo iminente.

O papel da amígdala

A amígdala tem a função de detectar perigos, tanto aqueles que nossos ancestrais se defrontavam rotineiramente quanto àqueles aprendido por cada um de nós como indivíduos, e para produzir respostas de proteção mais eficientes para nosso tipo de corpo específico e para as condições ambientais ancestrais em que as reações foram selecionadas.

Enquanto alguns animais reagem involuntariamente a certos estímulos, o homem tem a vantagem da cognição. A cognição permite ao homem optar pela atitude a ser tomada, o que o leva a realizar uma ação ao invés da reação.

Porém, os pesquisadores ainda não sabem como o cérebro avalia um situação e escolhe uma ação para ser tomada, o que possibilita a mudança de reação para ação. Mas alguns estudos indicam que o córtex pré-frontal participa desse processo. Quando alguma pessoa possui lesão nessa parte do cérebro ela fica incapaz de tomar decisões, tende a pensar a mesma coisa várias vezes. Além disso, certas regiões do córtex pré-frontal estão ligadas a amígdala.

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7. The Rembrance of The Emotions Past - Capítulo 7: Lembranças de emoções Antigas

Capítulo 7: Lembranças de emoções Antigas

Hoje já se sabe da existência de múltiplos sistemas de memória no cérebro, cada um deles encarregado de diferentes funções de memória. O sistema cerebral que nos permite aprender a lançar uma bola de beisebol é diferente daquele que faz com que eu lembre como se atira uma bola de beisebol que por sua vez é diferente do sistema que me deixou tenso e ansioso quando eu lembrei que fui atingido por uma bola na última vez que joguei. Embora, todos representam memória de longo prazo (duram mais que alguns segundos), são mediados por diferentes redes neuronais.

Nesse capítulo o autor mostra dois sistemas cerebrais de aprendizado utilizados pelo cérebro para compor memórias de experiências emocionais.

A experiência de Claparede

No princípio do século, um médico francês denominado Edourd Claparede examinou um paciente que era incapaz de guardar novas memórias. Toda vez que o paciente entrava na sala Claparede tinha que se apresentar. Esse problema era tão grave que se o cientista saísse da sala e depois voltasse, a paciente já não se lembrava mais dele.

Um dia ele tentou uma coisa diferente. Como costumava fazer sempre antes de se apresentar, estendeu a mão para cumprimentar a paciente. Só que desta vez ele colocou um alfinete na mão, a qual a paciente reagiu.

No próximo dia em que a paciente voltou a sala sem reconhecer Claparede ela cumprimentou-o mas não quis estender a mão. Ao ser questionada do porquê, a paciente não soube responder.

Claparede passou a significar perigo. Embora a paciente não tivesse lembrança consciente da situação, subconscientemente havia aprendido que cumprimentar Claparede poderia causar dor e seu cérebro guardou esta informação para evitar a repetição deste incômodo.

Hoje, os cientistas acreditam que essa atitude se deve ao funcionamento de dois sistemas de memórias diferentes. Um deles encarregado da formação de lembranças de experiências e da disponibilização desta para lembrança posterior e outro funcionando externamente a consciência, responsável pelo controle do comportamento sem a percepção explícita do aprendizado anterior.

A recordação consciente é o tipo de memória a que nos referimos quando usamos o termos memória no dia-a-dia: lembrar é ter consciência de alguma experiência passada. Cientistas referem-se às recordações conscientes como memórias explícitas ou assertivas. Lembranças produzidas assim podem ser trazidas à consciência e descritas verbalmente. A paciente de Claparede tinha problemas com esse tipo de memória.

Porém, a capacidade de proteger-se de uma situação de perigo, recusando-se a cumprimentá-lo, reflete um tipo de sistema de memória diferente. Esse tipo de memória forma lembranças implícitas sobre situações perigosas ou ameaçadoras. As memórias desse tipo são produzidas através de condicionamento do medo.

Pesquisas posteriores demonstraram que existe um único sistema cerebral responsável pela memória assertiva, explícita, o sistema de memória do lobo temporal. Porém, existem diversos sistemas de memórias implícitos. Assim, o sistema cerebral responsável pela aprendizado de aptidões é diferente do sistema de condicionamento clássico. Além disso, diferentes formas de condicionamento clássico são também mediadas por sistemas neurais diferentes. Por exemplo, o condicionamento do pestanejar é efetuado pelo tronco cerebral e condicionamento do medo pela amígdala. Assim, o cérebro possui diferentes tipos de memória, cada qual encarregado de diferentes tipos de aprendizado e funções de memória.

O caso de Henry Mnemônico (H.M.)

H.M. apresentava um grave caso de epilepsia que não conseguiu ser controlado com a medicação da época. Devido a isso, ele foi submetido a uma cirurgia inédita em que foi removido os lobos temporais de ambos os lados do cérebro. H.M. tinha 27 anos na época da cirurgia.

Após a cirurgia, a epilepsia conseguiu ser controlada, porém o paciente perdeu a capacidade de formar novas lembranças (memória consciente). Esse paciente não é capaz de guardar lembrança nenhuma. Não reconhece as pessoas que vê constantemente.

Porém, não houve perda intelectual nenhuma. Após a cirurgia H.M. continuou apresentando um Q.I. alto.

Memórias de Curto e Longo Prazo

Hoje em dia os cientistas já sabem da existência de memórias de curto prazo (cuja duração é de apenas alguns segundos) e de memórias de longo prazo (que podem estender-se por toda a vida). Você tem consciência nesse instante daquilo que está em sua memória de curto prazo (mas, especificamente na memória de trabalho, um tipo especial de memória de longo prazo, que é explicado no cap. 9), e aquilo que vai para a memória de curto prazo pode ir também para a memória de longo prazo.

Essas idéias foram propostas por Willian James, mas só tiveram aceitação com as pesquisas realizadas com H.M. Foi observado que H.M. não conseguia guardar memórias de longo prazo, mas era capaz de guardar memórias de curto prazo. Assim, observou-se que a memória de longo prazo localiza-se no lobo temporal, enquanto que a de curto prazo em outro sistema cerebral.

Além disso, H.M. mostrou que o sistema cerebral encarregado de guardar novas memórias de longo prazo é diferente daquele que armazena memórias de longo prazo antigas. H.M. consegui lembrar de fatos da sua infância e do inicio da sua vida adulta (até alguns pouco antes da cirurgia), mas era incapaz de acrescentar novo aprendizado no banco de dados de memória de longo prazo.

Desta maneira, o lombo temporal se faz necessário para a formação de novas memórias de longo prazo, mas com o passar do tempo, elas se tornam independentes deste sistema cerebral.

O Hipocampo

Observações feitas posteriormente, em pacientes em que era retirado parte do hipocampo em cirurgias, mostraram que a extensão do distúrbio na memória era equivalente a quantidade removida do hipocampo. Com base nisso, o hipocampo surgiu como o principal candidato para região cerebral responsável por armazenar novas memórias.

Após algumas outras pesquisas, os cientistas chegaram a algumas conclusões unânimes sobre o funcionamento do lobo temporal. As áreas de processamento sensoriais do córtex recebem informações sobre os eventos externos e criam representações perceptuais dos estímulos. Então essas representações são lançadas as regiões corticais adjacentes que, por sua vez, enviam as representações processadas ao hipocampo. Este comunica-se novamente com as regiões adjacentes, que estabelecem contato com o neocórtex. A manutenção da memória a longo prazo (alguns anos) exige que o sistema de defesa do lombo temporal esteja intacto, seja porque os componentes desse sistema armazena traços de memória ou porque os traços são mantidos pelas interações entre o sistema do lobo temporal e o neocórtex. Gradativamente, com o passar dos anos o hipocampo vai cedendo seu controle sobre a memória ao neocórtex, onde a memória parece manter-se enquanto memória, o que pode significar toda uma vida.

A memória explícita e as memórias implícitas

Hoje em dia, já é consenso pensar no cérebro como uma variedade de diferentes tipos de memória. A memória explícita, consciente é mediada pelo hipocampo e relaciona-se com as áreas corticais, enquanto que diversas formas de memória implícitas são mediadas por diferentes sistemas. Um exemplo de sistema emocional implícito é um sistema de memória emocional que envolve as amígdalas e regiões correlatas. Em situações traumáticas esses dois tipos de memória funcionam em conjunto. Graças ao sistema do hipocampo, você vai lembrar com quem estava e onde estava, bem como o caráter terrível da situação. Por meio da amígdala, os estímulos vão produzir tensão muscular, alterações na pressão sangüínea e nos batimentos cardíacos, dentre outras reações corporais. Como esses sistemas são ativados pelos mesmos estímulos e funcionam ao mesmo tempo, os dois tipos de memória parecem fazer parte de uma única função de memória unificada.

Por exemplo, faça de conta que você sofreu um acidente de carro que dispara um forte som de buzina. Você sente muita dor, então o trauma se instala. Toda vez, que você ouve a buzina você tem reações corporais, tais como suor, aumento dos batimentos cardíacos, etc, e também lembranças de fatos na hora do acidente.

Porém, há casos em que os estímulos ativam a memória implícita sem ativar a memória explícita. Por exemplo, digamos que muito tempo depois do acidente você já se esqueceu dos detalhes. Assim, o som da buzina não ativará a memória explicita e você não recordará conscientemente do acidente. Porém, a memória emocional será ativado e você terá reações corporais que nem saberá o porquê.

Memória de lembranças da Infância

Jacob e Nadel propuseram que não temos lembranças explícitas da primeira infância porque o sistema que as produz não está pronto para realizar o seu trabalho, ou seja, o hipocampo precisa de um tempo um pouco maior do que as outras regiões do cérebro para sua maturação.

Jacobs e Nadel sugeriram que a amígdala alcança a maturação antes do hipocampo, o que pode levar-nos a compreender o porque da existência de alguns traumas inconscientes advindos da infância.

Como as memórias são armazenadas?

Muitos psicólogos acreditam que as memórias são armazenadas em redes associativas, estruturas cognitivas nas quais os diversos componentes de memória são representados separadamente e encadeados. Para que a memória surja na consciência, a rede associativa precisa alcançar um certo nível de ativação, que ocorre em função do número de componentes da memória que são ativados e o peso de cada componente ativado. Aspectos fundamentais da memória terão um peso maior do que as coisas menos importantes. Quanto mais pistas estiverem presentes durante o aprendizado e também durante a recordação, e quanto maior o peso dos componentes da memória ativados pelas pistas durante a rememoração, mais provável será a existência de uma lembrança.

Além disso, algumas recordações emocionais são guardadas como pistas na lembrança explícita. A presença de pistas relevantes é capaz de ativar a rede associativa. São consideradas pistas relevantes aquelas provenientes do cérebro e do corpo e que sinalizam o mesmo estado emocional do momento do aprendizado. Essas pistas irão ocorrer porque os estímulos que atuam no sistema explícito também irão agir no sistema implícito, ocasionado o retorno de estado de espírito em que você se encontrava no momento em que o sistema de memória explícita realizou seu aprendizado. A combinação do seu estado de espírito atual e o da recordação facilitam a ativação da memória explícita. A co-ativação da memória implícita pode, portanto, auxiliar o sistema explícito tanto durante a recordação como no aprendizado.

Como acontece as funções de memória do ponto de vista dos neurônios e sinapses

Os cientistas acreditam que o aprendizado fortalece o as conexões sinápticas entre os neurônios. As sinapses são espaços minúsculos entre as extremidades dos neurônios, pelos quais estes trocam informações.

As sinapses envolvem o contato de um terminal do axônio de determinado neurônio com o dendrito de outro. Impulsos elétricos fluem do corpo celular do neurônio emissor, atravessando seu axônio até o terminal. O terminal, por sua vez, libera uma substância química, chamada de neurotransmissor, que chega ao espaço sináptico e acopla-se às moléculas do receptor (cuja finalidade é receber essa substância específica do transmissor), localizadas no dendrito do neurônio receptor. Se uma quantidade suficiente do transmissor unir-se aos receptores no neurônio receptor, impulsos elétricos serão disparados ao longo de seu axônio, o que irá ativar a estimulação do neurônio seguinte e, assim por diante.

Em 1949, Donald Hebb, propôs uma forma de aprendizado no nível das sinapses. Imaginem dois neurônios, X e Y, anatomicamente interligados mas com uma relação sináptica insuficiente. Isto é, quando X é disparado, Y teria o potencial para disparar, mas não é o que acontece. Contudo, se em algum momento Y for disparado quando os impulsos de X alcançam Y, algo acontecerá entre essas duas células - será criado um elo funcional. Como resultado, na próxima vez que X disparar, a probabilidade de Y disparar será maior.

Potenciação de Longo Prazo (PLP)

Pesquisas posteriores demonstraram que estimulação em velocidade altíssima (cem batidas de estímulo por segundo) entre regiões de transição e o hipocampo, aumentaram a potência da conexão sináptica. Assim, a amplitude da reação sináptica produzida por um único estímulo do teste foi maior depois e não antes. E as mudanças se mostraram duradouras. A produção de transformações nas conexões sinápticas como resultado de estimulações rápidas costuma ser chamado "potenciação de longo prazo" (PLP).

O fato de um breve episódio na vida de um neurônio pode produzir mudanças duradouras no comportamento desse neurônio indicou imediatamente que a PLP poderia ser o elemento constituinte da memória.

Além disso, para que a PLP aconteça deve ser enviado um certo número de informações, de modo que sinapses diferentes sejam ativadas. Se o número for pequeno a PLP não ocorre. Devido a isso, muitas vezes acontece cooperação entre neurônios. Ou seja, dois neurônios X e Y que são emissores para um neurônio Z, enviam informações ao mesmo tempo para Z, para que Z receba informações suficientes e possa se estabelecer uma relação sináptica entre essas células.

Os neurotransmissores liberados pelos terminais do axônio produzem excitação ou inibição quando se unem a seus receptores na outra extremidade das sinapses. Os transmissores excitatórios tornam mais provável que a célula do outro lado da sinapse (a célula pós-sináptica) dispare, e os transmissores inibitórios tornam menos provável que ela dispare. O glutamato é o principal transmissor excitatório no cérebro. A transmissão do glutamato acontece da seguinte maneira: conjuntos de glutamato liberados pelo terminal atravessam a sinapse e se reúnem a classe AMPA dos receptores de glutamato. Tão logo isto acontece, a célula pós-sináptica dispara impulsos ao longo de seu axônio. Normalmente, um outro grupo de receptores, o NMDA, é interceptado e o glutamato que chega até ele não tem nenhum efeito. Porém, quando a célula pós-sináptica é disparada, os receptores NMDA ficam disponíveis para vinculação com o glutamato.

O fato de que os receptores NMDA só estão disponíveis quando a célula que os abriga acaba de ser disparada faz com que o receptor NMDA constitua um meio de formação de associações entre os estímulos. Na verdade, isso comprova a teoria de Hebbian (neurônios que disparam juntos encadeiam-se juntos) no cérebro.

Suponhamos que os impulsos provenientes de uma via de informação ocasionem a liberação de glutamato, que se reúne ao neurônio pós-sináptico e produz o disparar da célula pós-sináptica. Se os impulsos de uma via de informação diferente promoverem a liberação de glutamato nas sinapses da mesma célula e esses impulsos chegarem quando a célula for disparada (pela a outra via), o glutamato irá vincular-se com os receptores NMDA, cuja abertura é momentânea, nesta célula (bem como aos receptores AMPA). O resultado concreto será uma associação ou conexão entre as duas informações.

Assim, sabe-se que a administração de drogas bloqueadoras do vínculo entre glutamato e receptores NMDA impeça a ocorrência de PLP no hipocampo e, portanto, influencie o aprendizado. Porém, a maneira exata que os receptores NMDA contribuem com a PLP e a memória constitui tema de muita pesquisa atualmente.

Alguns pesquisadores tentam vincular a PLP e a memória de maneira mais direta. Alguns mostraram que a indução da PLP numa via afeta os processos de aprendizado que dependem daquela via.

Além disso, a PLP tem sido identificada em vias associadas ao condicionamento do medo, e que o bloqueio dos receptores NMDA na amígdala impede o condicionamento do medo.

Embora, muitas pesquisas tentam vincular o aprendizado ao PLP, ainda não foi provado que a PLP constitui a origem do aprendizado.

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8. Where the Wild Things Are - Capítulo 8: Onde osDesregramentos Estão

Capítulo 8: Onde os Desregramentos Estão

Neste capítulo será abordada as emoções patológicas que levam o nome de distúrbios da ansiedade, uma das formas mais comuns de doença mental. As emoções patológicas ocorrem quando emoções normais tornam-se excessivas e inadequadas. Será demostrada a participação do sistema cerebral do medo neste distúrbio, bem como os avanços obtidos no entendimento da maneira pela qual o sistema do medo normalmente ajuda-nos a entender o que está errado nos transtornos de ansiedade. O autor propõe que os distúrbios de ansiedade surgem quando o sistema do medo sai do controle cortical que de modo geral refreia nosso impulsos primitivos - nossos desregramentos.

Breve Histórico da Doença Mental

O trabalho sobre o diagnóstico de doença mental tem sua origem com Emil Kraepelin em fins do século dezenove. Emil Kraepelin estabeleceu a diferença entre a esquisofrenia e a depressão maníaca ao mostrar que estes distúrbios ocorrem de maneiras distintas. Freud, contemporâneo de Kraepelin, priorizou as neuroses e não os problemas psicóticos como a esquizofrenia, enfatizando o conflito intrapsiquico e a ansiedade resultante como as suas causas.

Hoje os profissionais de saúde mental dispõem de uma coleção de categorias de diagnóstico à sua disposição.

A elevada porcentagem de doenças mentais que envolvem a ansiedade não desqualifica a teoria do espectro, pois tratar depressão ou esquizofrenia como ansiedade provavelmente não trará os bons resultados que advêm do tratamento diferenciado. Contudo ela ressalta como é importante compreender a natureza da ansiedade e suas diferentes manifestações.

Felizmente o entendimento do sistema do medo pode ajudar-nos a explicar como surgem os distúrbios da ansiedade e também aplicar alguma forma de tratamento, possivelmente evitando a sua ocorrência.

Ansiedade: Medo e Ódio

A ansiedade e o medo estão intimamente relacionados; ambos constituem reações diante de uma situação efetiva ou potencialmente efetiva. De modo geral, a ansiedade se diferencia do medo pela ausência de um estímulo externo que produz a reação. A ansiedade provêm do nosso íntimo, o medo do mundo externo.

Medo e ansiedade são reações normais diante do perigo (real ou imaginário) e não são por si só problemas patológicos. Quando medo e ansiedade são mais constantes e persistentes do que seria razoável, impedindo a vida normal, aí sim existe um distúrbio de medo/ansiedade.

O autor sustenta a idéia de que em termos de sistema cerebral e não de sintomas, os transtornos de ansiedade refletem o funcionamento do sistema do medo no cérebro.

O Pequeno Alberto Encontra o Pequeno Hans

A idéia é de que o condicionamento pelo medo tenha uma participação significativa nos transtornos da ansiedade. As teorias de medo condicionado pela ansiedade no princípio da década de 60, como a de Wolpe (teórico do condicionamento) argumentava que um estímulo neutro na presença de um trauma, irá adquirir a capacidade de produzir reações de medo e que as fobias nada mais são do que medo (ansiedade) que passou a ser condicionamento por um episódio sobre outros aspectos inexpressivos.

Existiam duas linhas na questão de como a ansiedade deve ser tratada: os freudianos e seus pupilos behavioristas acreditavam que a meta da terapia era a resolução do conflito inconsciente. A outra escola, representada por Wolpe, rejeitava as explicações inconscientes e considerava os sintomas neuróticos como nada mais, nada menos do que respostas condicionadas. Contudo existe um ponto em comum entre as duas teorias, a ansiedade resulta de experiências de aprendizado traumáticas.

Como o aprendizado traumático envolve (ao menos em parte) o condicionamento pelo medo é possível que mecanismos cerebrais similares contribuam para a ansiedade patológica entre seres humanos e o medo condicionado em animais. Neste caso, descobertas obtidas a partir de experiências com animais poderiam ser usadas para entender como a ansiedade é aprendida, desaprendida e controlada em seres humanos.

Pronto Para Temer

No alvorecer da década de 70, Martin Seligman, psicólogo experimental estudioso do medo condicionado em animais, constatou que as fobias humanas parecem mais resistentes à extinção e mais irracionais do que os medos condicionados em animais. Na opinião de Seligman a chave para essa diferença reside no fato de que enquanto as experiências em laboratório fazem uso de estímulos arbitrários e sem significado (luzes piscando e campainhas), as fobias costumam envolver tipos específicos de objetos ou situações carregadas de significado (insetos, cobras, altura).

Argumenta o autor que talvez estejamos preparados pela evolução para aprender certas coisas com mais facilidade do que outras, e que esses exemplos biologicamente estimulados de aprendizado são especialmente potentes e duradouros. Segundo ele, as fobias refletem nossa preparação evolutiva para tomar lições sobre o perigo e reter a informação adquirida com toda sua intensidade. Porém como nosso ambiente é muito diferente daquele em que viviam nossos ancestrais, nossa preparação genética para aprender quais são os perigos ancestrais podem trazer-nos problemas, levando-nos, por exemplo, a ter medo de situações que não são particularmente perigosas em nosso mundo.

Öhman mostra que as fobias podem ser aprendidas e expressadas independentemente da consciência, relacionando-as com sua natureza aparentemente irracional.

Novos Caminhos da Ansiedade: Dicas do Cérebro

Serão examinadas em particular algumas idéias de que, durante uma situação de aprendizado traumático, memórias conscientes são armazenadas por um sistema que envolve o hipocampo e áreas corticais correlatas, e memórias inconscientes estabelecidas por mecanismos de condicionamento pelo medo funcionam através do sistema que tem como base a amígdala.

Estes dois sistemas funcionam em paralelo e armazenam tipos diferentes de informação relevantes para a experiência, e quando, posteriormente, os estímulos presentes durante o trauma inicial são encontrados, cada sistema tem potencial para recuperar suas memórias. No caso do sistema da amígdala a recuperação tem como resultado as reações corporais que se preparam para o perigo, e no caso do sistema do hipocampo, sobrevêm a lembrança consciente.

Perdas e Recuperação de Lembranças Traumáticas Induzidas pelo Medo: Pessoas clinicamente ansiosas não se lembram de qualquer episódio traumático particular que poderia ter ocasionado sua ansiedade. Uma solução possível é que episódios de estresse podem ocasionar disfunções no hipocampo. O que sugere que pelo menos em alguns casos a impossibilidade de recordar um trauma impressionante pode dever-se a uma ruptura, induzida pelo estresse, da função da memória do hipocampo.

Existe outra relação importante entre o estresse e a memória. Uma das conseqüências do excesso de tensão é a depressão, e vez por outra pessoas deprimidas têm péssima memória, é bem possível que os distúrbios de memória que ocorrem na depressão tenham uma ligação estreita com os efeitos do estresse sobre o hipocampo.

Até onde se sabe o estresse não influencia o funcionamento da amígdala e como será demonstrado, pode até mesmo ampliar as funções da amígdala. Assim é perfeitamente possível que o indivíduo tenha uma péssima memória consciente de um episódio traumático, mas ao mesmo tempo, produza memórias emocionais inconscientes potentes e implícitas graças à mediação do condicionamento pelo medo mediada pela amígdala. Estes profundos medos inconscientes podem se tornar bastante resistentes à extinção, em outras palavras eles podem tornar-se fontes inconscientes de profunda ansiedade, capaz de exercer potencialmente sua influência perversa e obscura ao longo da vida. Entretanto, estas potentes memórias implícitas não podem ser convertidas em memórias explícitas. Se uma memória consciente não foi formada ela não pode ser recuperada.

Ampliação da Memória Emocional por Fatores de Estresse Irrelevantes: A mesma quantidade de tensão que pode produzir o esquecimento de um trauma pode também ampliar as memórias inconscientes ou implícitas que são formadas durante o episódio traumático.

Keith Corodimas, Jay Schulkin e o autor anteciparam que durante estresse intenso, os processos de aprendizado e da memória pela amígdala poderiam ser facilitados, e examinando o efeito da sobrecarga de hormônio do estresse sobre o comportamento de medo condicionado, concluíram que o estresse intensifica as reações condicionadas.

Se de fato o hipocampo é danificado e a amígdala favorecida pelo estresse, surge a possibilidade de que o estresse coloque-nos numa forma de atuação na qual reagimos ao perigo em lugar de pensar a respeito.

Disfunções Cerebrais podem Tornar o Aprendizado Despreparado Resistente à Extinção: As reações de medo condicionadas por tons ou luzes arbitrárias, no caso dos ratos, podem tornar-se altamente resistentes à extinção se determinadas áreas corticais que se projetam na amígdala forem danificadas. O que sugere que estas regiões do córtex podem apresentar alguma disfunção em certos casos de ansiedade patogênica, permitindo que estímulos comuns sejam condicionados pela amígdala de maneira a resistir a extinção.

Após realizar experiências sobre os efeitos de lesões nas áreas visuais do córtex em ratos, constatou-se que a amígdala do rato com córtex lesionado, assim como do ser humano insistem em expressar suas memórias do medo na presença de informações que indicam que o estímulo não está mais associado ao perigo. A extinção parece exigir a regulação cortical da amígdala, e até mesmo o medo condicionado despreparado pode ser resistente a extinção quando a amígdala é libertada desses controles corticais.

Um dos sinais de lesão no lobo frontal em seres humanos é a perseveração, isto é a impossibilidade de deixar de fazer alguma coisa quando esta não é mais apropriada. Por exemplo: dá cartas com cores, formas e números diferentes, dá uma regra que deve ser seguida, como escolher cartas que possuam uma determinada forma. Faz corretamente, mas depois muda a regra para selecionar a carta, agora deve-se levar em consideração a cor, não consegue realizar, continua escolhendo a forma.

Os ratos têm perseveração emocional para descrever a impossibilidade de extinguir as respostas do medo condicionado. A perseveração emocional resultou de lesões numa pequena parte da região pré-frontal lateral e medial. O córtex medial dedica-se à mudança da resposta do comportamento porque faz parte do córtex pré-frontal, e a mudança das respostas produzida pelas informações emocionais porque está interligado com a amígdala.

O córtex pré-frontal, assim como o hipocampo, pode sofrer alterações sob a influência do estresse. Pesquisas recentes mostraram que ambos constituem uma força contrária capaz de impedir a liberação excessiva dos hormônios do estresse. Como o estresse prolongado produz um colapso dessa função de controle do feedback negado, talvez ambas as regiões sofram um efeito adverso. A paralisação produzida pelo estresse no córtex pré-frontal poderia afouxar os freios da amígdala formando o novo aprendizado mais potente e resistente à extinção, e possivelmente permitindo que medos condicionados já extintos voltem a manifestar-se.

Por si só a dificuldade de extinguir o medo clínico não significa a participação de um sistema cerebral diferente daquele que intermedia os medos condicionados extinguíveis em animais. As diferenças entre os medos condicionados de fácil eliminação em experiências de laboratórios e em pessoas tomadas de ansiedade refletem com toda a probabilidade, diferenças no modo de funcionamento do sistema do medo em cérebros normais e ansiosos e não no sistema que o cérebro utiliza para aprender o medo condicionado e a ansiedade clínica.

Abolida mas Não Esquecida - A Indelebilidade da Memória Emocional: a descoberta de que o córtex pré-frontal medial lesionado produz resistência a extinção do medo condicionado corriqueiro também sugere que a extinção impossibilita expressar respostas de medo condicionado, mas não apaga as memórias implícitas subjacentes a esses repostas.

A idéia de que a extinção não exige a eliminação das memórias emocionais, mas na verdade impede sua expressão é compatível com uma série de descobertas acerca das reações condicionadas. Pavlov descobriu que as reações extintas poderiam "ressurgir espontaneamente" com a simples passagem do tempo. Sabe-se também que se o rato for condicionado pela combinação de som e choque numa caixa, a reação de medo produzida será renovada se o rato for recolocado na caixa de treinamento inicial.

Talvez não possamos nos livrar das memórias implícitas que fundamentam os transtornos da ansiedade. Se assim for, o máximo que podem esperar é exercer controle sobre elas.

O Sistema do Medo e os Transtornos Específicos da Ansiedade

Até muito recentemente os diversos transtornos da ansiedade não haviam sido classificados nem recebido tratamento diferenciado. Com o surgimento de distinções diagnósticas claras entre os diferentes distúrbios da ansiedade, foram apresentadas teorias de condicionamento pelo medo específicas para transtorno. Procura-se agora fundamentar as teorias para fobias específicas do pânico e do TEPT com descobertas sobre os mecanismos do cérebro no condicionamento pelo medo.

Medos Fóbicos: Normalmente a potência do condicionamento é determinada sobretudo (embora não exclusivamente) pela intensidade traumática do estímulo incondicionado. Porém, o estímulo condicionado pelo medo preparado também contribui em parte para o impacto emocional.

Como visto no capítulo 6, informações sobre os estímulos externos chegam à amígdala por 2 vias: uma subcortical e outra cortical. A trilha subcortical é curta e rápida, mas imprecisa e a trilha cortical tem os atributos opostos e o aprendizado e a memória exigem a potenciação da transmissão sináptica nestas vias. No cérebro normal a potenciação provavelmente ocorre em ambas as vias, que trabalham em conjunto no condicionamento e expressão das respostas do medo aos estímulos externos. Mas suponhamos que em vista da predisposição genética ou de experiências passadas, que o aprendizado fóbico requisitasse mais a via subcortical do que a cortical, sobretudo para os estímulos preparados. A trilha subcortical não sendo capaz de estabelecer distinções precisas, pode produzir um aprendizado capaz de disseminar-se mais livremente para outros estímulos.

Conquanto o condicionamento pelo medo, mediado pela amígdala, seja uma forma de aprendizado implícito, os fóbicos têm um medo consciente do seu estímulo fóbico. isto pode ser porque: A memória (explícita relacionada a consciência) pode ser formada durante a situação de aprendizado traumático inicial, ou ser produzida através de experiências subsequentes com o objeto da fobia. Ao se deparar com o objeto a amígdala, inconscientemente irá produzir a expressão corporal do medo. Ao tomar consciência desta reação física o indivíduo atribuí a excitação ao objeto desse tipo.

Nem todos aqueles que são expostos a um episódio traumático desenvolvem uma fobia. O cérebro de algumas pessoas, devido a composição genética ou a experiências do passado, deve ter uma predisposição para reagir às experiências de aprendizado traumática dessa maneira específica.

Estresse Traumático: O TEPT já foi conhecido como neurose de guerra ou fadiga de guerra, por ser comumente diagnosticado em veteranos de guerra. A diferença entre a teoria da fobia pelo medo condicionado e o TEPT concentra-se no fator de intensificação do processo de condicionamento. No caso do aprendizado fóbico preparado, o estímulo condicionado torna o aprendizado especialmente potente. O estímulo incondicionado costuma ser bem desagradável e pode até mesmo ser doloroso, mas não extraordinário. Contudo no caso do TEPT, os episódios que servem de estímulo condicionado são menos evidentes do que o estímulo incondicionado. No caso do TEPT o estímulo incondicionado é especialmente intenso, capaz de bombardear a amígdala com sinais elétricos e químicos particularmente potentes. Estes estímulos são interligados por meio das sinápses aos sons e imagens, que também alcançam à amígdala. Posteriormente, a repetição desses mesmo estímulos ou de estímulos correlatos produz profundas reações de medo.

É possível no TEPT, tal qual ocorre no aprendizado fóbico, que haja uma participação das regiões de processamento sensorial subcortical para a amígdala. Talvez o trauma, por algumas razões (genéticas ou experenciais) produza no cérebro de certas pessoas uma predisposição tal que as trilhas talâmicas para a amígdala predominam em relação as corticais, possibilitando que essas redes de processamento inferiores assumam a liderança no aprendizado e armazenamento de informações. Desta maneira, a reação instintiva predominaria em relação ao entendimento do porque, ou do que está provocando aquela reação emocional.

Pânico: As crises de pânico constituem o transtorno de ansiedade mais comum. Ao contrário das reações fóbicas e do TEPT que ocorrem na presença de estímulos externos, a crise de pânico parece estar mais relacionada a estímulos internos.

Na opinião de Wolpe, a causa do primeiro acesso de pânico não é importante, ela pode ser orgânica ou psicológica. Qualquer que seja a causa, o estímulo que porventura esteja presente na ocasião irá tornar-se o estímulo do medo condicionado. Contudo, estes estímulos são internos (aumento da pressão sangüínea, batimentos cardíacos) e não externos. Não existem pesquisas concretas, mas acredita-se que a amígdala possa participar na ativação do pânico.

Maus Hábitos e Pensamentos Ansiosos

As reações de evitação constituem respostas instrumentais que são aprendidas porque são reforçadas. Então passam a ser desempenhadas com regularidade, isto é automaticamente, na presença de estímulos apropriados. Tornam-se hábitos, formas de reagir automaticamente a estímulos que constituem alertas rotineiros ao perigo. Assim como as reações do medo condicionado, são cumpridas automaticamente, mas são aprendidas e não inatas.

A natureza automática dos hábitos emocionais pode ser extremamente proveitosa, permitindo-lhe evitar perigos comuns sem ter de pensar muito a respeito. Contudo, quando os hábitos emocionais tornam-se transtornos da ansiedade, o aprendizado rígido e interminável que é típico da atitude de evitação, se transforma numa obrigação.

Como propuseram Mowrer e Miller o aprendizado de evitação costuma ser visto em duas etapas: ocorre o condicionamento pelo medo e depois uma reação é aprendida porque supostamente reduz o medo aprendido.

Algumas drogas são utilizadas para reduzir a ansiedade, mas ainda não se sabe com precisão em que local do cérebro elas operam. Contudo é mais provável que exerçam sua ação numa variedade de pontos.

Os circuitos cerebrais da evitação são menos conhecidos do que os circuitos de condicionamento pelo medo. A evitação é mais complexa pois possui além do condicionamento pelo medo o aprendizado instrumental.

Psicoterapia: Simplesmente uma Outra Maneira de Religar o Cérebro

A terapia é simplesmente uma outra maneira de criar potenciação sináptica nas vis do cérebro que controlam a amígdala. As memórias emocionais desta, como vimos estão gravadas em seus circuitos. O melhor que podemos esperar é regular sua expressão e fazemos isso levando o córtex a controlar a amígdala.

A terapia de extinção pode ocorrer por meio de uma forma de aprendizado implícito que envolve o circuito pré-frontal-amígdala, enquanto a psicanálise enfatizando o insigth consciente e as avaliações por meio do sistema de memória do lobo temporal e de outras áreas corticais envolvidas na percepção consciente.

(Nenhum) Obrigado à Memória

A capacidade de formar memórias imediatas de estímulos associados ao perigo, mantê-las por longo período de tempo e usá-las automaticamente em situações semelhantes no futuro constitui uma das funções da memória mais potente e de aprendizado mais eficiente. Mas esse luxo tem seu preço. As vezes, talvez sempre, desenvolvemos, medos e ansiedades diante de coisas que poderiam passar desapercebidas. Temos mais medo do que precisamos, e parece que nosso sistema de condicionamento pelo medo tremendamente eficiente, combinado com uma capacidade muito poderosa de pensar sobre nossos medos e com a incapacidade de controlá-los, provavelmente mostra-se equivocados, mas tem solução como mostra o capítulo 9.

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9. Once More, with Feelings Capítulo 9: Mais uma vez os sentimentos

Capítulo 9: Mais uma vez os sentimentos

O autor mostrou ao longo do livro como nossos cérebros são programados pela evolução, para reagir de determinada maneira durante situação significativas. O significado pode ser sinalizado pelas informações construídas no cérebro pela evolução ou pelas memórias estabelecidas em experiências passadas. Em ambos os casos, as reações iniciais produzidas por estímulos significativos são automáticas e não exigem nem a percepção consciente do estímulo nem o controle consciente das reações.

Durante todo o livro, o autor mostrou que ampla parcela das atividades do cérebro durante a emoção está fora da percepção consciente. Agora é chegado o momento de reconhecer os méritos da consciência.

Uma Idéia Simples

Para o autor uma experiência emocional subjetiva, como por exemplo a sensação do medo, ocorre quando nós adquirimos a percepção consciente de que um sistema emocional do cérebro, como o sistema de defesa, está em atividade. Para isso precisa-se de duas coisas: de um sistema de defesa e de adquirir a capacidade de estar consciente de uma atividade. Na verdade a experiência emocional não é função da emoção e sim de como se dão as experiências conscientes. Por isso os cientistas têm estudado o problema de como surge a consciência do cérebro. Pode-se dizer de um modo geral que o estudo das emoções vêm se restringindo à origem dos sentimentos conscientes.

Os cientistas acreditam que provavelmente as emoções são criadas/produzidas da mesma maneira que outras experiências conscientes - pelo estabelecimento de uma representação consciente das atividades dos sistemas de processamento subjacentes.

Coisa Pequena

Embora não exista um consenso sobre o que seja ou não a consciência, muitas teorias propostas nos últimos anos foram fundamentadas em torno do conceito de memória de trabalho. A memória de trabalho é um mecanismo de armazenagem temporária que possibilita a manutenção, na mente, de diversos trechos de informação ao mesmo tempo, que podem ser comparados, contrastados e também inter-relacionados. Contudo a memória de trabalho não é apenas um sistema de armazenamento temporário, mas um mecanismo de processamento ativo que é usado no pensamento e raciocínio.

A memória de trabalho representa basicamente o que era chamado de memória de curto prazo. Alan Baddley na década de 70, substituiu a noção genérica de memória de curto prazo pelo conceito de memória de trabalho, o qual, consiste de um sistema de armazenagem temporária de uso geral, que é utilizado em todos os processos ativos, possuindo diversos sistemas de armazenagem temporária especializados que são convocados apenas quando tipos específicos de informação precisam ser memorizados.

Considerando os conceitos da informática, os mecanismos de armazenagem temporárias podem ser vistos como buffers . Hoje acredita-se na existência de uma série de buffers especializados. Por exemplo, cada sistema sensorial possui um buffer que permite ao sistema comparar o que vê e ouve agora com o que viu e ouviu anteriormente. Os buffers de memória especializados funcionam em paralelo, independentes uns dos outros.

Os sistemas de finalidade geral compõem-se de um espaço de trabalho onde a informação dos buffers especializados pode ser guardadas temporariamente, e de um conjunto de operações executivas que controlam as operações realizadas com base nessa informação. Essas funções executivas devem determinar quais sistemas especializados devem ser atendidos no momento e introduzir e retirar informações do espaço de trabalho.

A matéria da memória de trabalho é a matéria do pensamento corrente ou daquilo em que se presta atenção. Mas a memória de trabalho não é puramente produto do aqui e agora. Também depende daquilo que sabemos e dos tipos de experiência que tivemos no passado. Em outras palavras depende da memória de longo prazo. Essa influência da memória sobre a percepção é um exemplo daquilo que os cientistas cognitivos às vezes chamam de processamento supra-infra, que contrasta com a construção de percepções pelo processamento sensorial, conhecida como processamento infra-supra.

Relação entre os Buffers Especializados de Curto Prazo, a Memória Explícita de Longo Prazo e a Memória de Trabalho

O Aqui e Agora no Cérebro

Estudos realizados na década de 30 por C. F. Jacobsen oferecem os alicerces para o entendimento de como funciona a memória de trabalho no cérebro. Jacobsen fez estudos com macacos, o macaco ficava sentado numa cadeira e observava o pesquisador colocar um passa de baixo de um dos dois objetos colocados lado a lado. Então uma cortina cobria a cena e após algum tempo (diferido) o símio podia escolher. O macaco deveria lembrar se a passa estava sob o objeto da esquerda ou da direita. Após períodos de tempo curto, os macacos normais tinham um bom desempenho, que ia piorando com o aumento do tempo. Contudo, macacos com lesões no córtex pré-frontal tiveram um desempenho muito ruim, até mesmo em período de tempos curtos. Com base nestas e outras pesquisas, o córtex pré-frontal passou a ser considerado atuante nos processos de memória temporária, processos estes que hoje são conhecidos como memória de trabalho.

No último capítulo foi examinado o papel do córtex pré-frontal medial na extinção da memória emocional. Em contraste, freqüentemente é o córtex pré-frontal lateral que tem sido identificado na memória de trabalho. A contribuição do córtex pré-frontal lateral ainda está sendo analisada, mas evidências consideráveis sugerem que o córtex pré-frontal lateral participa dos aspectos executivos ou de finalidade geral.

Além do córtex pré-frontal lateral outras duas áreas localizadas no lobo frontal também têm sido associadas às funções da memória de trabalho, elas são o córtex cingulado orbital e anterior. Assim como o córtex pré-frontal lateral, a região cingulada anterior também recebe informações dos diversos buffers sensoriais e especializados, e o cingulado anterior e o córtex pré-frontal lateral estão anatomicamente interligados. Ademais, ambas as regiões são parte daquilo que tem sido chamado de rede atencional do lobo frontal, sistema cognitivo relacionado com a atenção seletiva, a distribuição de recursos mentais, os processos de tomada de decisão e o controle de movimentos voluntários. Foi visto anteriormente (Capítulo 4) que o córtex cingurado já foi considerado a sede da alma (consciência). Com os novos trabalhos associados a região cingulada à memória de trabalho, talvez essa velha idéia não esteja tão longe da verdade.

A Plataforma da Percepção

A memória de trabalho permite-nos saber que o "aqui e agora" está "aqui" e está acontecendo "agora". Essa percepção fundamenta a idéia, adotada por um grande número de cientistas cognitivos contemporâneos, de que a consciência é a percepção daquilo que se encontra na memória de trabalho.

A memória de trabalho é um processador seriado de capacidade limitada que cria e manipula representações simbólicas. Aí ocorre o monitoramento e controle integrados dos diversos processadores especializados de nível inferior. Em outras palavras, a memória de trabalho é parte fundamental do sistema que dá origem à consciência.

A superioridade de um conceito de memória de trabalho para a consciência sobre inúmeras outras formulações reside na possibilidade de colocar o problema de maneira concreta. Na qualidade da memória de trabalho, a consciência pode ser considerada como um sistema que produz representações para a realização de cômputos, pelo processamento de informações. Em termos computacionais, a consciência pode ser explorada tanto psicológica como neurologicamente, e seus processos subjacentes podem ser, inclusive moldados com o uso de simulações de computador.

Contudo, não está claro se a consciência é computável. Johnson-Laird nos lembra que uma simulação do tempo em computador não é igual à chuva ou ao sol. As teorias de memória do trabalho ao abordarem a consciência como processos e não como conteúdo, tentam explicar que tipo de funções computacionais poderiam ser responsáveis pelas experiências conscientes e subjacentes a elas, mas não explicam como são essas experiências. As teorias podem sugerir de que maneira é criada uma representação da memória de trabalho, mas não como é ter a consciência desta representação. Em outras palavras, provavelmente a memória de trabalho é um aspecto importante, quem sabe fundamental da consciência. Mas a consciência, em especial sua natureza subjetiva ou fenomenológica, não é inteiramente explicada pelos processos computacionais subjacentes à memória de trabalho, ao menos não de um forma inteligível para todos.

Conhecer a verdadeira natureza da consciência e os mecanismos por meio dos quais ela emerge de coleções de neurônios consitui uma questão das mais importantes. Contudo, os pesquisadores das emoções devem compreender como as informações emocionais são representadas na memória de trabalho e não descobrir de que maneira o conteúdo da memória de trabalho é experimentado conscientemente e como esses fenômenos subjetivos emergem do cérebro. Este é um problema que pertence a todos os cientistas da mente.

O Presente Emocional

O autor admite que está passando adiante a responsabilidade da consciência emocional. Ele está preocupado em redefinir a questão de como a informação chega a ser representada na memória de trabalho. Ou seja, está preocupado em aprender o funcionamento dos sistemas especializados nas emoções e determinar como sua atividade é representada na memória de trabalho.

O autor descreve em detalhes como um sistema especializado da emoção, o sistema de defesa, funciona. Demonstra como as atividades desse sistema pode vir a ser representada na memória de trabalho, dando origem ao sentimento que conhecemos como medo.

Das Avaliações Conscientes para as Emoções: Ao encontrar uma cobra enroscada num galho, será criada uma representação consciente, através da integração, na memória de trabalho, de representações visuais de curto prazo com informações na memória de longo prazo. Este processo se constitui uma avaliação da situação. Contudo, algo mais é necessário para que esta avaliação cognitiva se constitua numa emoção. Este algo mais é a ativação do sistema construído pela evolução para enfrentar os perigos e este sistema tem participação da amígdala. Se a representação visual da cobra disparar a amígdala, está avaliação cognitiva se torna uma experiência emocional.

Restamos descobrir então, o que na ativação das informações da amígdala, torna uma experiência emocional?

Ingrediente 1: Influências Diretas da Amígdala sobre o Córtex : Conexões que partem da amígdala para o córtex permitem que as redes de defesa da amígdala influam sobre a atenção, a percepção e a memória nas situações em que nos defrontamos com o perigo. Essas conexões oferecem à memória de trabalho informações sobre o caráter positivo ou negativo de alguma coisa, mas não são suficientes para a produção de sentimentos oriundos da percepção de que algo bom ou ruim está presente. Para isto necessitamos de outras conexões também.

Ingrediente 2: Excitação Produzida pela Amígdala : Além das influências diretas que a amígdala exerce sobre o córtex, há uma série de canais indiretos por meio dos quais os efeitos da ativação da amígdala podem fazer sentir no processamento cortical. Um conjunto extremamente importante é aquele que envolve os sistemas de excitação do cérebro.

A excitação do cérebro está presente em cada novo estímulo que nos defrontamos e não apenas nos estímulos emocionais. A diferença é que um estímulo novo mas insignificante produzirá um estado temporário de excitação que desaparece quase imediatamente, mas a excitação é prolongada pela presença de estímulos emocionais. Isto provavelmente está relacionado com a participação da amígdala. A excitação produzida por um novo estímulo não exige a participação da amígdala. Mas se o estímulo for expressivo, digamos perigoso, a amígdala será convocada e também ativará os sistemas de excitação, o que estimulará a continuidade da excitação. A excitação mantém o indivíduo atrelado ao estado emocional do momento de excitação, a menos que aconteça alguma outra coisa suficientemente significativa e estimulante para alterar o foco da excitação. Os sistemas de excitação simplesmente dizem que alguma coisa importante está acontecendo. A combinação de excitação cortical inespecífica e informação específica, produzidas pela projeções diretas da amígdala para o córtex, possibilita o estabelecimento de uma memória de trabalho que alerta para a presença de algo importante envolvendo o sistema cerebral do medo.

Ingrediente 3: Feedbak Corporal : Como foi apresentado em capítulos anteriores, a ativação da amígdala produz a estimulação automática de redes responsáveis pelo controle da expressão de uma variedade de reações. As reações hormonais podem ser consideradas respostas vicerais - reações dos órgãos internos e glândulas (víceras). Quando estas reações vicerais e comportamentos expressam-se, criam sinais corporais que retornam ao cérebro.

As oportunidades de feedbacks corporais, próprios das reações emocionais, influenciarem o processamento de informações pelo cérebro e nossas sensações conscientes são muito amplas.

Segundo o autor é difícil acreditar que, depois de todos esses anos, nós ainda não tenhamos um entendimento definitivo e claro do papel dos estados físicos sobre as emoções. O autor acredita que os sistemas emocionais surgiram como uma maneira de combinar reações físicas e as exigências do meio ambiente, e não é possível ver um sentimento pleno sem existir um corpo vinculado ao cérebro que tenta esboçar o sentimento.

Sentimentos: o que É Essencial

Agora já possui-se todos os ingredientes para transformar uma reação emocional em experiência emocional consciente. Tem-se um sistema emocional especializado que recebe informações sensoriais e produz respostas hormonais, autônomas e comportamentais. Tem-se buffers sensoriais corticais que se vinculam a informação sobre estímulos do momento. Tem-se uma memória de trabalho que se mantém atualizada com os buffers de curto prazo, recupera informações da memória de longo prazo e interpreta os conteúdos dos buffers de curto prazo sobre a ótica das informações recuperadas da memória de longo prazo. Tem-se também a excitação cortical e dispõem-se de um feedback corporal.Quando todos estes sistemas funcional em conjunto a experiência emocional consciente é inevitável. Quando alguns componentes estão presentes e outros não, as experiências emocionais ainda podem ocorrer, dependendo de quais componentes estão ou não presentes.

Abaixo são citados os componentes indispensáveis e dispensáveis para a emoção do medo:

  • A memória de trabalho é indispensável, pois é vista como um portal para as experiências subjetivas, emocionais e não-emocionais.

  • A amígdala é indispensável para que se tenha um sentimento completo do medo.

  • Os sistemas de excitação são indispensáveis, pois representam um papel fundamental na manutenção da atenção consciente direcionada para uma situação emocional. Sem este envolvimento os estados emocionais seriam momentâneos.

  • O feedback do corpo é indispensável para se ter uma experiência emocional contínua.

  • Provavelmente é possível ter um sentimento sem as projeções diretas da amígdala para o córtex, visto que também é possível verificá-los indiretamente. Contudo a emoção será diferente na ausência desta informação.

  • É possível ter um sentimento sem estar consciente do estímulo produtor. Contudo, se as emoções forem ativadas por estímulos processados inconscientemente, não pode se ter uma reflexão sobre essas experiências e explicar por que ocorrem. Os sentimentos envolvem de fato o conteúdo consciente, mas não é necessário que tenham acesso consciente aos processos que levam ao conteúdo. Mesmo quando temos esse acesso introspectivo, provavelmente o conteúdo consciente não será o responsável pela ativação inicial das respostas emocionais. Estas e o conteúdo consciente são ambos produtos de sistemas emocionais especializados de funcionamento inconsciente.

Qual a Diferença entre Pensamentos e Sentimentos?

Os sentimentos conscientes e os pensamentos conscientes de certa forma são bastante semelhantes. Ambos envolvem a representação simbólica, na memória de trabalho, de processos subsimbólicos realizados por sistemas de funcionamento inconscientes. A diferença entre eles não está no sistema que realiza a parte consciente, mas sim em dois outros fatores. O primeiro é que as sensações emocionais e os simples pensamentos são gerados por sistemas subsimbólicos diferentes. O segundo é que as sensações emocionais exigem muitos outros sistemas cerebrais, em comparação com o pensamento.

Quando somos tomados por uma emoção é porque alguma coisa importante, que talvez coloque em risco a nossa vida, está ocorrendo, e grande parte dos recursos do cérebro são convocados para tratar do problema. Os pensamentos não são assim, podemos pensar em outras coisas enquanto estamos lendo ou comendo. Como disse Kalus Scherer, as emoções provocam a mobilização e a sincronização das atividades no cérebro.

Os Peixes Também Têm Sentimentos?

O que o autor pensa sobre consciência é que: a consciência é algo que ocorreu após a expansão do córtex nos mamíferos. Ela exige a capacidade de relacionar uma série de fatos ao mesmo tempo. Um cérebro incapaz de estabelecer essas relações, pela ausência de um sistema cortical que possa reunir todas a informações ao mesmo tempo, não pode ser consciente. A consciência, como é definida, sem dúvida está presente nos seres humanos. Na medida em que outros animais adquiram a capacidade de manter e manipular informações num espaço de trabalho mental genérico, provavelmente também disporão da aptidão em potencial para a consciência. Com freqüência categorizamos e rotulamos nossas experiências em termos lingüísticos de maneira que possam ser armazenas e recuperadas linguisticamente. Qualquer que seja a consciência existente fora da esfera humana, provavelmente ela será muito diferente do tipo de consciência que possuímos.

Animais com cérebros diferentes podem ter outro tipo de consciência ou até mesmo não ter consciência. Contudo a consciência não é pré-requisito nem a mesma coisa que a capacidade de pensar e resolver problemas, um animal pode solucionar uma série de problemas sem estar visivelmente consciente do que está fazendo e do porquê.

As sensações emocionais ocorrem quando nós nos tornamos conscientes de que um sistema emocional do cérebro está em atividade. Qualquer organismo dotado de consciência também tem sentimentos. Contudo, os sentimentos serão diferentes no cérebro capaz de classificar o mundo lingüisticamente e categorizar as experiências em palavras. Ao mesmo tempo estas palavras não teriam nenhum significado se não existisse um sistema emocional subjacente capaz de gerar estados cerebrais e as expressões físicas as quais as palavras se aplicam. As emoções evoluíram não como sentimentos conscientes, diferenciados linguisticamente ou algo do gênero, mas como estados cerebrais e reações corporais.

Que Será Será

Do jeito que as coisas estão a amígdala exerce uma influência maior sobre o córtex do que este sobre a amígdala. Embora os pensamentos possam facilmente deflagar as emoções (através da ativação da amígdala), não somos muito eficientes quando se trata de "desligar" intencionalmente as emoções. Não adiante dizer para si mesmo que não deve ficar ansioso ou deprimido.

A crescente interligação de amígdala e córtex envolve fibras que saem do córtex para a amígdala e vice-versa. Se essas vias neurais alcançarem um equilíbrio, é possível que o embate entre pensamento e emoção possa ser resolvido, não por uma dominância dos centros emocionais pelas cognições corticiais, mas por uma integração mais harmoniosa de ração e paixão.

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==//==

Notes

Bibliography

Index

Ledoux - Felipe D'Alessandro F Corchs

FELIPE D'ALESSANDRO CORCHS - Médico assistente pelo Departamento de Psiquiatria da FMUSP.

LeDoux - Felipe D'Alessandro F Corchs

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PRIMEIRA DEMANDA

Retomando deste ponto de partida a partir de coleta de e-mails

O senhor pensou em uma sugestão de título???

E, certo dia na décadas de 70, após muitos anos depois persistiu voltado para compreensão do funcionamento cerebral, agora especificamente, na tentativa de entender seu funcionamento. a forma como as emoções são produzidas pelo cérebro, começou a interessar LeDoux quando estava se formando e fazendo Ph.D na State University de Nova Iorque , em Stony Brook , Nova Inglaterra. Entretanto, já há uma década começava a ter interesse sobre tese de orientador seu, Mike Gazzing, que apresentava as consquências psicológicas da cisão de cérebro em seres humanos.

E, contrário aos que simplesmente aos que se utilizavam de métodos introspectivos, percebendo vagamente as emoções, ele afirmava o seguinte:

"- considero emoções funções biológicas do sistema nervoso".

Com isto, contrário aos que se baseavam em introspecção, percebe-se que a tese de Ledoux, parte nesta obra é que "a partir de investigações científicas acerca das origens das emoções humanas e explica de que modo muitas delas existem como parte de um complexo sistema neurológico, desenvolvido para que fôssemos capazes de sobreviver.

Assim como muitos sentimentos conscientes, as emoções originam-se no cérebro num nível muito profundo e que reiterava que:

"- Creio que saber como as emoções são representadas no cérebro pode ajudar-nos a entendê-las . Essa abordagem é inteiramente diferente de outra mais conhecida , segundo a qual as emoções são estudadas como estados psicológicos , independentemente dos mecanismos cerebrais subjacentes. A investigação psicológica tem sido extramemante valiosa , mas o enfoque que considera as emoções uma função do cérebro é bem mais eficaz. "

(...)

Violência Sádica

Dr. Sérgio

Veja, fiz aquisição de uma obra disponível em português de Joseph LeDoux "O Cérebro Emocional: os misteriosos alicerces da vida emocional. " VEJA O TEXTO DA CAPA (Nao lembro nome correto):

SOURCE/LINK: https://www.estantevirtual.com.br/livros/joseph-ledoux/o-cerebro-emocional/2753748968

SOURCE/LINK: https://www.companhiadasletras.com.br/titulos.php?selo=Objetiva

Joseph Ledoux O Cérebro Emocional

Joseph Ledoux O Cérebro Emocional

Joseph Ledoux

Capa ilustrativa

Tipo: seminovo/usado

Editora: Objetiva

Ano: 1998

Estante: Psicologia

Peso: 100g

ISBN: 9788573021851

Idioma: Português

Cadastrado em: 08 de março de 2019

Descrição: Livro usado em bom estado/ Mais informações e fotos no whats 051 993285981 Assinatura na folha de rosto, e algumas anotações na folha de guarda.

LeDoux mostra, por exemplo, que nosso cérebro é capaz de detectar o perigo, antes que sintamos medo.O cérebro também começa a provocar reações físicas (taquicardia, tensão muscular, mãos suadas) antes que tenhamos consciência do medo. Na verdade, de acordo com LeDoux, sentimentos conscientes são de certo modo irrelevantes para o funcionamento do cérebro emocional.O Cérebro Emocional é uma análise provocante e abrangente de nossas emoções e do modo como infuenciam nossas vidas. Relatando suas próprias investigações, assim como a de outros cientistas, LeDoux apresenta descobertas reveladoras sobre desordens psicológicas como ansiedade, fobias, ataques de pânico, investigando-as do ponto de vista neurológico.Fechar

O Cérebro Emocional

Capa ilustrativa

  • Tipo: Seminovo/usado

  • Ano: 1998

  • Editora: objetiva

==//==

Re: PARALEO ENTRE AVALIAÇÃO DE EFICÁCIA UTILZANDO TERAPIA COGNITIVA E TERAPIA CONTEXTUAL , AMBOS PARA TEPT COM ALTERNATIVA DE USO FACULTATIVO DE MINDFULLNESS

Você respondeu em Sex, 05/04/2019 13:34

L

Luiz Sérgio Arcanjo dos Santos Sérgio <luizsergiosantos@yahoo.com.br>

Sex, 05/04/2019 12:25

  • Você

CREIO NÃO SER ALTERNATIVA DE TÍTULO PARA PESQUISA DE VULTO QUE PRETENDE DESENVOLVER

Em sábado, 30 de março de 2019 15:13:56 BRT, Gilberto Borges Fo <borgesfogm@hotmail.com> escreveu:

ALTERNATIVA DE TITULO: PARALELO ENTRE AVALIAÇÃO DE EFICÁCIA UTILIZANDO TERAPIA COGNITIVA E TERAPIA CONTEXTUAL , AMBOS PARA TEPT COM ALTERNATIVA DE USO FACULTATIVO DE MINDFULLNESS

==//==

Re: ELABOREI UM PROJETINHO QUE SEGUE ABAIXO E ANEXO

Você respondeu em Sex, 05/04/2019 13:39

L

Luiz Sérgio Arcanjo dos Santos Sérgio <luizsergiosantos@yahoo.com.br>

Sex, 05/04/2019 12:22

  • Você

PROBLEMA DA PESQUISA

HIPÓTESES

OBJETIVO GERAL

Constar também objetivos específicos

IDENTIFICAR TAMBÉM UM REFERENCIAL TEÓRICO

Em sábado, 30 de março de 2019 15:06:30 BRT, Gilberto Borges Fo <borgesfogm@hotmail.com> escreveu:

Gilberto Martins Borges Filho

Título: Paralelo entre a Tese Terapia Focada na Compaixão em grupo anteprojeto "A utilização de "Mindfulness" à compreensão das Ciências Contextuais na prevenção e tratamento do Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT) Pós-Acidente Automobilístico na cidade de São Paulo"

Trabalho a ser elaborado

mediante discussão com autora

Lina Sue Matsumoto. (Mestrado em

Psiquiatria pelo Intituto de Psiquiatria do

Hospital das Clínicas da USP

São Paulo, 29 de março de 2019

OBJETIVO GERAL

constar também objetivos específicos

Estabelecer contrapontos (convergências e divergências) entre a tese defendida e a o anteprojeto de pesquisa em aperfeiçoamento respeitando os limites éticos entre os dois.

JUSTIFICATIVA

Li seu magnífico trabalho científico "Eficácia da Terapia Focada na Compaixão em grupo no transtorno de estresse pós-traumático" desenvolvido no mestrado. Parabenizo-a pela maestria e conhecimento do tema e, sobretudo, com grande sensibilidade e humanismo ao ver citações importantes de "A palavra compaixão tem origem na palavra latina compati, que significa "sofrer com". Sua Santidade Dalai Lama a define como "uma sensibilidade com o sofrimento de si e dos outros com um compromisso profundo para tentar aliviá-lo", tornando-aincentivadora para novos pesquisadores(as) em temáticas aproximadas.

Para mim, particularmente, que pretendo desenvolver pesquisas científicas comtema próximo, mas comobjetivos diferenciados, é estímulo gratificante pelasua coragem e talento acadêmicono enfrentamento de pesquisa tão singular no Brasil.

Segue o título "A utilização de "Mindfulness" à compreensão das Ciências Contextuais na prevenção e tratamento do Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT) Pós-Acidente Automobilístico na cidade de São Paulo", cujo objetivo geral é o que procuro demonstrar:

O objetivo geral deste estudo é aprofundar a avaliação do impacto do "Mindfulness" na prevenção e tratamento do Transtorno de Ansiedade Pós-Traumático (TEPT) após Acidente Automobilístico mediante a comparação entre dois grupos: motoristas que são portadores de TEPT e grupo controle de candidatos sem atividade reconhecida de direção veicular.

Ficaria muito honrado se pudéssemos trocar algumas ideias sobre este Projeto de Pesquisa, bem como pontos que se assemelham e se afastam de trabalho científico tão singular por você magnificamente produzido.

METODOLOGIA

Revisão da Literatura

O que acontece em nossos cérebros para nos fazer sentir medo, raiva, amor, irritação, alegria? Somos capazes de controlar nossas emoções ou, na verdade, são elas que nos controlam?De que modo experiências traumáticas da infância podem afetar o comportamento do adulto, mesmo quando não haja memória consciente desses fatos? Em O Cérebro Emocional, Joseph LeDoux investiga as origens das emoções humanas e explica de que modo muitas delas existem como parte de um complexo sistema neurológico, desenvolvido para que fôssemos capazes de sobreviver. Assim como muitos sentimentos conscientes, as emoções originam-se no cérebro num nível muito profundo, afirma LeDoux, autoridade reconhecida internacionalmente no campo da ciência neurológica e um dos principais pesquisadores citados por Daniel Goleman, em Inteligência Emocional. Neste livro instigante, LeDoux explora os mecanismos cerebrais responsáveis por nossas emoções, mecanismos estes que só agora vêm sendo estudados pela ciência.O Cérebro Emocional apresenta algumas descobertas fascinantes sobre emoções que, apesar de bem comuns em nosso dia-a-dia, não são ainda totalmente compreendidas.

Estudando a emoção através do cérbro, ampliamos enormente as oportunidades de novas descobertas, muito superiores àquelas que podem ser realizadas pela experiência psicológica apenas. Ademais , pesquisando o mecanismo das emoções no cérebro, temos à nossa disposição hipóteses psicológicas alternativas - há um grande número de soluções possíveis para o quebra-cabeça que o funcionamento das emoções , mas a única que nos interessa é aquela alcançada pela evolução e registrada pelo cérebro. "

Na literatura, pode-se verificar que existem dois tipos de opinições que se opõem entre si:

A primeira, de um grupo de pesquisadores que são céticos e percebem que as emoções são bastante complexas para terem o cérebro com seu subtrato de origem.

A segunda, de outro grupo do qual ele afirma se incluir que "prefere conhecer muitas coisas menos interessantes. Segundo, LeDoux, já temos noção boa acerca de emoções, pois é bem reconhecido por humanons que "todos já amamos e sentimos medo, raiva e alegria.

E, a partir disto, ele elaborou algumas perguntas que são de interesse e as listo abaixo:

1) Mas o que consiste que reune estados mentais como esses no pacote que costumamos chamar emoções?

2) De que maneira as emoções influenciam todos os outros apsectos de nossa vida mental , moldando nossas spercepções, lembranças, pensamentos e sonhos?

3) Controlamos nossas emoções , ou são elas que nos controlam?

4) As emoções são definidas geneticamente ou são transmitidas ao cérebro pelo meio ambiente?

5) Animais (que não seres humanos) têm emoções e, neste caso , todas as espécies de animais as possuem?

6) Podemos ter reações e lembranças emocionais inconscientes?

7) É possível apagar o quadro negro emocional , ou as memórias emocinais são permanentes?

LeDoux, ressalta, fazendo uma reflexão sobre vieses metodológicos (utilizando-se de conhecimentos de epistemologia ou filosofia da ou falta de abordagens científicas com a seguinte afirmação:

"- talvez você tenha as suas próprias opiniões , algumas delas definitivas , respostas para um certo número de questões como essas; mas ainda que opiniões constituam soluções cientificamente corretas, não podem ser determinadas unicamente pela intuição. Vez por outra os cientistas transformam convicções ordinárias em fatos, ou explicam o funcionamento de coisas que são convições ordinárias em fatos , ou explicam o funcionamento de coisas que são intuitivamente óbvias através de seus experimentos. Porém, as questões relativas ao funcionamento do universo , inclusive aquela que está na sua cabeça, não são necessariamente evidentes do ponto de vista da intuição. As vezes as intuições na verdade são equivocadas - o mundo parece ser plano, mas não é - e o papel da ciências é convencer esses conceitos de senso comum em mitos, transformando em 'histórias da vovozinha'. Entretanto, via de regra simplesmente não dispomos de intuições prévias para algumas descobertas dos cientístas - não haveria nenhuma razão para termos opiniões definidas sobre existência de buracos negros no espaço, ou sobre a importância do sódio, do potássio e do cácio para o funcionamento interno do neurônio. Aquilo que é óbvio nem sempre é verdadeiro, e muitas coisas verdadeiras nem sempre são óbvias.

SÍNTESE DO OBJETIVO:

Estabelecer contrapontos (convergências e divergências) entre a tese defendida e a o anteprojeto de pesquisa em aperfeiçoamento respeitando os limites éticos entre os dois.

OBJETIVO DA ATIVIDADE A SER FEITA: PROPOSTA DE ESTABELECER-SE UM PARALELO ENTRE Videira, LSM EficTerap Foc na Compaixão em gr no TEPT defendida em 2018 e Projeto de Pesquisa" e o Projeto de Pesquisa Borges Filho, GM "A utilização do 'Mindfulness' na prevenção e tratamento do Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT) Pós-Acidente Automobilístico na cidade de São Paulo", procurando evidenciar convergências e também as divergências entre a tese defendida e o Projeto de Pesquisa em aperfeiçoamento respeitando os limites éticos entre os dois.

Lina Sue Matsumoto.

Como vai?

Honra-me, muitíssimo, o privilégio de conceder-me seu número para que possamos, creio estar me permitindo essa liberdade, em futuro próximo, discutir pesquisas acadêmicas relacionadas à sua brilhante dissertação de Mestrado, bem como proporcionar-me a gentileza de expor, no sentido de tê-la também como referência, as linhas do meu projeto de pesquisa. Aguardo o momento oportuno para que possamos iniciar as discussões, tendo eu aprofundado nas leituras das questões mencionadas. Quando eu estiver um pouco mais preparado com leituras mais avançadas com suas bibliografias, mais direcionadas para meu projeto e outras metodológicas ou específicas vista em aula ouReunião de Pesquisa na USP, espero podermos, dentro da sua disponibilidade, começarmos tal interlocução. Para isto já disponibilizo meu WHATZAPP (031)9 8333 8033 (CLARO DE MG) e também meu número (011)9 6356 4573 (TIM SP), pois não são os mesmos números.

Abraços.

----- Mensagem encaminhada -----

De: Luiz Sérgio Arcanjo dos Santos Sérgio <luizsergiosantos@yahoo.com.br>

Para: Gilberto Borges Fo <borgesfogm@hotmail.com>

Enviado: sábado, 30 de março de 2019 12:55:36 BRT

Assunto: Re: ENCONTRADO E RETIFICANDO ESTA TAREFA : RE: ESTE É O TRECHO QUE TRADUZ O OBJETIVO DO TRABALHO COM TESE DE LINA QUE DEVERIA FICAR MAIS CLARO PRECISO E CONCISO

ACUSO RECEBIMENTO. VOU ANALISAR.

Em sábado, 30 de março de 2019 12:47:29 BRT, Gilberto Borges Fo <borgesfogm@hotmail.com> escreveu:

30_03_19 IA PROPOSTA DE ESTABELECER-SE UM PARALELO ENTRE TESE DE LINA E ANTEPROJETO DE GILBERTO BORGES FO VIDEIRA, LSM EFICTERAP FOC NA COMPAIXÃO EM GR NO TEPT DEFENDIDA EM 2018 E PROJETO DE PESQUISA" E O PROJETO DE PESQUISA BORGES FILHO, GM

SÍNTESE DO OBJETIVO:

Estabelecer pontos de convergência e também as divergências entre a tese defendida e a o anteprojeto de pesquisa em aperfeiçoamento respeitando os limites éticos entre os dois.

OBJETIVO DO ATIVIDADE A SER FEITA: PROPOSTA DE ESTABELECER-SE UM PARALELO ENTRE Videira, LSM EficTerap Foc na Compaixão em gr no TEPT defendida em 2018 e Projeto de Pesquisa"

e o Projeto de Pesquisa Borges Filho, GM A utilização do "Mindfulness" na prevenção e tratamento do Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT) Pós-Acidente Automobilístico na cidade de São Paulo, procurando evidenciar e a convergência e também as divergências entre a tese defendida e a o Projeto de Pesquisa em aperfeiçoamento respeitando os limites éticos entre os dois.

Lina Sue Matsumoto.

Como vai?

Honra-me, muitíssimo, o privilégio de conceder-me seu número para que possamos, creio estar me permitindo essa liberdade, em futuro próximo, discutir pesquisas acadêmicas relacionadas à sua brilhante dissertação de Mestrado, bem como proporcionar-me a gentileza de expor, no sentido de tê-la também como referência, as linhas do meu projeto de pesquisa. Aguardo o momento oportuno para que possamos iniciar as discussões, tendo eu aprofundado nas leituras das questões mencionadas. Quando eu estiver um pouco mais preparado com leituras mais avançadas com suas bibliografias, as mais direcionadas para meu projeto e outras metodologicas ou específicas vista em aula ou Reuniaõ de Pesquisa na USP, espero podermos, dentro da sua disponibilidade, começarmos tal interlocução. Para isto já disponibilizo meu WHATZAPP (031)9 8333 8033 (CLARO DE MG) e também meu número (011)9 6356 4573 (TIM SP ), pois não são os mesmos números.

Abraços.

#BRAZIL AND WORLD WIDE - SENATOR KAJURU UNCONDITIONAL SUPPORT FOR SAVING OPERATION CAR WASH

SOURCE/LINK: https://tributetotheprotester.blogspot.com/2019/03/sos-operation-car-wash_16.html


#S.O.S. OPERATION CAR WASH


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  1. "SÃO CAETANDO DO SUL"

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Editorial - Brazil : A step forward ... and ten steps backwards, a lot of both sides.
Beatriz Mayara 16 hours ago
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And ten steps backwards, a lot of both sides. What we saw in the Federal Supreme Court (STF) this week was unspeakable. A President of Federal Supreme Court (STF) - "rábula" (in Portuguese Lawyer without Post graduated academic and professional background) who never won a public contest - elevated to minister of the Supreme by a head of gang (The Boss) today in prison, threatening the Federal Public Prosecutor acting in the Operation Car Wash and, of others, a festival of "baba do quiabo" (slime's okra in Portuguese with meaning easy thing to do, cinch )


That the rotten band of the STF
(The Second Chamber of STF's Ministers) , at the behest of their bosses, wants to end the Operation Car Wash that changed the course of the country, it is obvious. It acts to free convicted and blind defendants and investigated all involved parties, too.


The device of sending everything concerning "Petrolão"
Petrobrás scandal and other scandals of crimes of politicians to the Electoral Justice; like slush fund crimes:

  • " In fact is a "Christmas gift" anticipated to the gangs that dominate the country today and forever. For them, the dramatic social consequences that are damaging.

  • Coincidentally, during the trial in STF the majority of social networks were down/stopped operating in Brasil, offline, leading conspiracy theorists to delirium. Since there is not even a single "cabocla" (herb of the composite family of ornamental flowers) as a "Christmas gift", it would be an international conspiracy to prevent the "popular uprising", throughout small screen of eletronic devicesfrom manifesting itself ... hilarious ? Perhaps...

  • O fato é que passada a onda popular passional contra a canalhocracia, após as eleições ela se recompôs do susto em todos os níveis institucionais, dos municípios a Brasília. A impunidade e a indecência primariam, mais uma vez, sobre a probidade e a inocência?

  • The fact is that after passing the popular wave of passion against the scoudrelcracy , after the elections it recovered from the scare at all institutional levels, from the municipalities to Brasília. Would impunity and indecency once again prevail over probity and innocence?



Editorial - Brazil : A step forward ... and ten steps backwards, a lot of both sides.
by Beatriz Mayara

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And ten steps backwards, a lot of both sides. What we saw in the Federal Supreme Court (STF) this week was unspeakable. A President of Federal Supreme Court (STF) - "rábula" (in Portuguese Lawyer without Post graduated academic and professional background) who never won a public contest - elevated to minister of the Supreme by a head of gang (The Boss) today in prison, threatening the Federal Public Prosecutor acting in the Operation Car Wash and, of others, a festival of "baba do quiabo" (slime's okra in Portuguese with meaning easy thing to do, cinch )


That the rotten band of the STF (The Second Chamber of STF's Ministers) , at the behest of their bosses, wants to end the Operation Car Wash that changed the course of the country, it is obvious. It acts to free convicted and blind defendants and investigated all involved parties, too.


The device of sending everything concerning "Petrolão" Petrobrás scandal and other scandals of crimes of politicians to the Electoral Justice; like slush fund crimes:

  • " In fact is a "Christmas gift" anticipated to the gangs that dominate the country today and forever. For them, the dramatic social consequences that are damaging.

  • Coincidentally, during the trial in STF the majority of social networks were down/stopped operating in Brasil, offline, leading conspiracy theorists to delirium. Since there is not even a single "cabocla" (herb of the composite family of ornamental flowers) as a "Christmas gift", it would be an international conspiracy to prevent the "popular uprising", throughout small screen of eletronic devicesfrom manifesting itself ... hilarious ? Perhaps...

  • O fato é que passada a onda popular passional contra a canalhocracia, após as eleições ela se recompôs do susto em todos os níveis institucionais, dos municípios a Brasília. A impunidade e a indecência primariam, mais uma vez, sobre a probidade e a inocência?

  • The fact is that after passing the popular wave of passion against the scoudrelcracy , after the elections it recovered from the scare at all institutional levels, from the municipalities to Brasília. Would impunity and indecency once again prevail over probity and innocence?


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Editorial

Editorial - Um passo adiante...

Beatriz Mayara 16 horas atrás

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Editorial - Um passo adiante...

E dez para trás, mais um monte para os lados. O que vimos no STF nesta semana, foi indizível. Um presidente - rábula que jamais venceu um concurso - elevado a ministro do Supremo por um chefe de quadrilha hoje presidiário, ameaçando o Ministério Público Federal atuante na Lava Jato e, de outros, um festival de baba de quiabo.

Que a banda podre do STF, a mando de seus chefes, quer acabar com a operação que mudou os rumos do país, é óbvio. Que age para libertar condenados e blindar réus e investigados de todos os partidos involucrados, também.

O artifício de mandar tudo referente ao Petrolão e outros escândalos de crimes de políticos para a Justiça Eleitoral; como "caixa 2", é presente de Natal antecipado às gangues que dominam o país hoje e desde sempre. Para elas, as dramáticas consequências sociais que se danem.

Coincidentemente, na hora do julgamento a maioria das redes sociais despencaram, fora do ar, levando teóricos de conspirações ao delírio. Já que não existe uma sequer cabocla, seria conjuração internacional para impedir que a "revolta popular, via telinhas", se manifestasse... Hilário? Talvez...

O fato é que passada a onda popular passional contra a canalhocracia, após as eleições ela se recompôs do susto em todos os níveis institucionais, dos municípios a Brasília. A impunidade e a indecência primariam, mais uma vez, sobre a probidade e a inocência?

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  1. #Brazil's Jair Bolsonaro makes top judge Sergio Moro justice minister (From jBBC)


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#Brazil's Jair Bolsonaro makes top judge Sergio Moro justice minister (From BBC)


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Brazil's Jair Bolsonaro makes top judge Sergio Moro justice minister

  • 9 hours ago
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  • Brazil general elections 2018
Image copyright AFP Image caption Sergio Moro met Jair Bolsonaro at his home in Rio de Janeiro on Thursday

Brazil's far-right President-elect Jair Bolsonaro has convinced prominent anti-corruption judge Sergio Moro to lead the country's justice ministry.

Mr Moro said on Thursday it was an "honour" to be asked to be the minister overseeing justice and public security.

But his appointment is likely to fuel allegations that his high-profile anti-fraud probe was politically motivated.

Operation Car Wash, as his inquiry was known, was accused of unfairly targeting left-wing politicians.

Its biggest scalp was leftist ex-President Luiz Inácio Lula da Silva, who was a frontrunner in the election before his 12-year jail sentence last April for corruption.

Mr Bolsonaro won a sweeping election victory earlier this week.

He is a polarising figure, whose praise of Brazil's former dictatorship and comments on race, women and homosexuality have raised concerns.

  • Jair Bolsonaro: The Trump of the Tropics?
  • What is Operation Car Wash?

Mr Bolsonaro made it known earlier this week that he wanted Mr Moro to be justice minister, saying he was a person "of extreme importance in a government like ours".

The two men met in Rio de Janeiro on Thursday.

"Federal Judge Sergio Moro has accepted our invitation to be minister of justice and public security. His anti-corruption, anti-organised crime agenda and his respect for the constitution and the law will be our guiding principle!" Mr Bolsonaro tweeted.

Mr Moro later confirmed in a statement that he had "accepted the invitation as an honour".

Who is Sergio Moro?

The federal judge was in charge of Operation Car Wash, a major investigation into claims that executives at the state oil company Petrobras accepted bribes in return for awarding contracts to construction firms.

He uncovered a huge web of corruption involving top-level politicians from a broad spectrum of parties.

His crusade against corruption has made him a hero to many, but others accuse him of disproportionately targeting left-wing politicians, especially those in the former ruling Workers' Party.

Former President Lula has repeatedly said he is a victim of a political witch-hunt.

Media captionWho is Brazil's Sergio Moro?

Mr Moro, who in 2016 told newspaper O Estado de S. Paulo that he would never enter politics, has said he will now hand over his investigative work to other judges.

The new 'super ministries'?

The president-elect is seeking to reduce the number of government ministries by merging some departments to create "super ministries".

As well as merging the justice and public security portfolios, his administration also announced plans to merge the agriculture and environment ministries - a decision that was condemned by environmentalists worried about the future of the Amazon rainforest.

However, on Thursday, Mr Bolsonaro said he may have changed his mind about the environment ministry and he could keep it separate.

What is Mr Bolsonaro likely to do in office?

Mr Bolsonaro has pledged to loosen Brazil's gun laws. He insists that more widespread gun ownership will help to cut crime, but critics warn that such a move will only worsen violent crime in Brazil.

The president-elect has also said he will:

  • withdraw government advertising from media outlets he judged to be "lying"
  • open up protected land to road and infrastructure projects
  • narrow the budget deficit and privatize state firms

On Thursday, he reiterated his intentions to transfer the Brazilian embassy in Israel from Tel Aviv to Jerusalem, mirroring the move by US President Donald Trump.

Israeli Prime Minister Benjamin Netanyahu called Mr Bolsonaro's plan a "historic, correct and exciting step".

It remains unclear whether Mr Bolsonaro will be able to see all his policies pass through Congress after he takes office in January.

Media captionFar-right politician Jair Bolsonaro has won Brazil's presidential election. But who is he?

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#BRAZILIAN TRUMP

(BOLSONARO WINS BRAZILIAN PRESIDENCY)

#Jair Bolsonaro makes his first speech as the 38th President of the country (From "Estado de São Paulo" Newspaper)



#BRAZILIAN TRUMP
(BOLSONARO WINS BRAZILIAN PRESIDENCY)
#Jair Bolsonaro makes his first speech as the 38th president of the countrySee commented video:SOURCE / LINK: https://youtu.be/sN4SUoFb5x0(Live) Statement by the president-elect | Commented analysis48.057 views"Brasil Paralelo" Youtube Channel
Live Stream made 2 hours agoBe sure to secure your place on Subscriber Platform 2.0 with exclusive value and bonus content: https://bit.ly/2q6lI97 --- Please enter Brazil Parallel via WhatsApp: https://bit.ly/2CQKGBM --- Sign up and Receive Exclusive Content via:. Facebook Messenger: https://bit.ly/2pZ54YP. E-mail: https://bit.ly/2P2BobE --- Watch Our Series For Free:. Check out all productions: https://bit.ly/2Etciyi. Parallel Brazil Congress (6 episodes available): https://bit.ly/2AfkwWO. Brazil the Last Crusade (6 episodes available): https://bit.ly/2AfISjm. The Day After the Election (5 episodes available): https://bit.ly/2Ag3A2d. The Scissors Theater (7 episodes available): https://bit.ly/2RW5zjd --- About Brazil Parallel: We are a 100% private initiative. Our content is produced thanks to Subscribing Members, people who finance the project through subscription purchase. Also be a Change Finisher and join the Subscribing Member group. --- Want to Sign Brazil Parallel have Access to Full Content? . Become a Subscriber and Finance our Project: https://bit.ly/2pXaoMv
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President-elect addressed alongside the woman and allies in Rio de Janeiro, after TSE confirm the result at the pollsO Estado de S.Paulo
28 October 2018 | 20h43
Ibope: Bolsonaro has 57% of valid votes
Elections 2018
President
100%
sections cleared
Jair BolsonaroPSL
55.13%
Elected
Fernando HaddadPT
44.87%
Updated: 10/29/2018 - 15:27:44 | Source: TSE
Governor
Sao Paulo
100%
sections cleared
João DoriaPSDB
51.75%
Marcio FrançaPSB
48.25%
Updated: 28/10/2018 - 22:01:43 | Source: TSE
Rio de Janeiro
100%
sections cleared
Wilson WitzelPSC
59.87%
Eduardo PaesDEM
40.13%
Updated: 28/10/2018 - 20:16:57 | Source: TSE
Complete Calculation
See the full statement of Jair Bolsonaro after the victory
President-elect addressed alongside the woman and allies in Rio de Janeiro, after TSE confirm the result at the pollsO Estado de S.Paulo
28 October 2018 | 20h43President-elect Jair Bolsonaro made a statement on Sunday evening, 28, after confirmation of his victory in the second round of the elections.
Jair Bolsonaro makes his first speech as the 38th president of the country Photo:
Reproduction / TV Globo
Check out the full speech:
I have never felt alone, I have always felt the power of God and the strength of the Brazilian people, prayers of men, women, children, entire families who, faced with the threat of following a path that is not what Brazilians want and deserve, Brazil, our beloved Brazil, above all else.
I make you my witnesses that this government will be a defender of the Constitution, democracy and freedom. This is a promise not of a party, it is not the vain word of a man. It's an oath to God. The truth will set this great country free. And freedom will transform us into a great nation.
The truth was the lighthouse that guided us here and that will continue to illuminate our path. What happened today at the polls was not the victory of a party, but the celebration of a country for freedom. The commitment we made with all Brazilians was to make a decent government, committed exclusively to the country and our people. And I guarantee that it will be so.
Our government will be formed by people who have the same purpose of each one who hears me at this moment. The purpose of transforming our Brazil into a large, free and prosperous nation. You can be sure that we will work day and night for this.
Freedom is a fundamental principle. Freedom to come and go, to walk the streets everywhere in this country. Freedom to undertake. Political and religious freedom. Freedom to inform and have an opinion. Freedom to make choices and be respected by them.
This is the country of all of us, Brazilians born or of heart, a Brazil of diverse opinions, colors or orientations. As a defender of liberty, I will guide a government that upholds and protects the rights of the citizen who performs his duties and respects the laws. They are for everyone, because this is our government: constitutional and democratic.
I believe in the ability of the Brazilian people, who work honestly, that we can together, government and society, build a better future. This future, of which I speak and believe, goes through a government that creates conditions for everyone to grow. This means that the federal government will step back, reducing its structure and bureaucracy, cutting back on waste and privileges, so that people can take many steps forward.
Our government will break paradigms. Let's trust people. We will reduce bureaucracy, simplify and allow the citizen, the entrepreneur, to have more freedom to create and build his future. Let's untie Brazil. Another paradigm that we will break: the government will truly respect the federation. People live in municipalities. Therefore, the federal resources will go directly from the central government to the states and municipalities. We will put the Brazilian federation standing. In this sense, we repeat that we need more Brazil and less Brasilia. Much of what we are founding in the present will bring accomplishments in the future.
The seeds will be launched and watered so that prosperity is the design of Brazilians of the present and the future. This will not be a response government only to immediate needs. The reforms we are proposing are for creating a new future for Brazilians. And when I say this I speak with one hand facing the rubber tappers in the heart of the Amazon jungle and the other for the entrepreneur sweating to create and develop his company. Because there are no Brazilians from the south or from the north. We are all one nation, we are all one nation. A democratic nation.
The democratic rule of law has as one of its pillars the right to property. We reaffirm here the respect and defense of this principle ... Constituc==//==
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SOURCE/LINK: https://www.estadao.com.br/noticias/geral,veja-na-integra-o-pronunciamento-de-jair-bolsonaro-apos-a-vitoria,70002570665Veja na íntegra o pronunciamento de Jair Bolsonaro após a vitória
Presidente eleito discursou ao lado da mulher e aliados no Rio de Janeiro, após TSE confirmar o resultado nas urnasO Estado de S.Paulo
28 Outubro 2018 | 20h43
Ibope: Bolsonaro tem 57% dos votos válidos
Eleições 2018
Presidente
100 %
seções apuradas
Jair BolsonaroPSL
55,13 %
Eleito
Fernando HaddadPT
44,87 %
Atualizado em: 29/10/2018 - 15:27:44 | Fonte: TSE
Governador
São Paulo
100 %
seções apuradas
João DoriaPSDB
51,75%
Marcio FrançaPSB
48,25%
Atualizado em: 28/10/2018 - 22:01:43 | Fonte: TSE
Rio de Janeiro
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seções apuradas
Wilson WitzelPSC
59,87%
Eduardo PaesDEM
40,13%
Atualizado em: 28/10/2018 - 20:16:57 | Fonte: TSE
Apuração Completa
Veja na íntegra o pronunciamento de Jair Bolsonaro após a vitória
Presidente eleito discursou ao lado da mulher e aliados no Rio de Janeiro, após TSE confirmar o resultado nas urnasO Estado de S.Paulo
28 Outubro 2018 | 20h43O presidente eleito Jair Bolsonaro fez um pronunciamento na noite deste domingo, 28, após a confirmação de sua vitória no segundo turno das eleições.
Jair Bolsonaro faz seu primeiro discurso como o 38º presidente do País Foto: Reprodução / TV Globo
Confira a íntegra do discurso:
Nunca estive sozinho, sempre senti o poder de Deus e a força do povo brasileiro, orações de homens, mulheres, crianças, famílias inteiras que, diante da ameaça de seguirmos por um caminho que não é o que os brasileiros desejam e merecem, colocar o Brasil, nosso amado Brasil, acima de tudo.
Faço de vocês minhas testemunhas de que este governo será um defensor da Constituição, da democracia e da liberdade. Isso é uma promessa não de um partido, não é a palavra vã de um homem. É um juramento a Deus. A verdade vai libertar este grande país. E a liberdade vai nos transformar em uma grande nação.
A verdade foi o farol que nos guiou até aqui e que vai seguir iluminando o nosso caminho. O que ocorreu hoje nas urnas não foi a vitória de um partido, mas a celebração de um país pela liberdade. O compromisso que assumimos com todos os brasileiros foi de fazer um governo decente, comprometido exclusivamente com o País e com o nosso povo. E eu garanto que assim o será.
Nosso governo será formado por pessoas que tenham o mesmo propósito de cada um que me ouve neste momento. O propósito de transformar o nosso Brasil em uma grande, livre e próspera nação. Podem ter certeza que nós trabalharemos dia e noite para isso.
Liberdade é um princípio fundamental. Liberdade de ir e vir, andar nas ruas em todos os lugares deste País. Liberdade de empreender. Liberdade política e religiosa. Liberdade de informar e ter opinião. Liberdade de fazer escolhas e ser respeitado por elas.
Este é o país de todos nós, brasileiros natos ou de coração, um Brasil de diversas opiniões, cores ou orientações. Como defensor da liberdade, vou guiar um governo que defenda e proteja os direitos do cidadão que cumpre seus deveres e respeita as leis. Elas são para todos, porque assim será nosso governo: constitucional e democrático.
Acredito na capacidade do povo brasileiro, que trabalha de forma honesta, de que podemos juntos, governo e sociedade, construir um futuro melhor. Este futuro, de que falo e acredito, passa por um governo que cria condições para que todos cresçam. Isso significa que o governo federal dará um passo atrás, reduzindo a sua estrutura e a burocracia, cortando desperdícios e privilégios, para que as pessoas possam dar muitos passos à frente.
Nosso governo vai quebrar paradigmas. Vamos confiar nas pessoas. Vamos desburocratizar, simplificar e permitir que o cidadão, o empreendedor, tenha mais liberdade para criar e construir o seu futuro. Vamos desamarrar o Brasil. Outro paradigma que vamos quebrar: o governo respeitará de verdade a federação. As pessoas vivem nos municípios. Portanto, os recursos federais irão diretamente do governo central para os Estados e municípios. Colocaremos de pé a federação brasileira. Neste sentido, é que repetimos que precisamos de mais Brasil e menos Brasília. Muito do que estamos fundando no presente trará conquistas no futuro.
As sementes serão lançadas e regadas para que a prosperidade seja o designo dos brasileiros do presente e do futuro. Este não será um governo de resposta apenas às necessidades imediatas. As reformas a que nos propomos são para um criar novo futuro para os brasileiros. E quando digo isso falo com uma mão voltada para o seringueiro no coração da selva amazônica e a outra para o empreendedor suando para criar e desenvolver sua empresa. Porque não existem brasileiros do sul ou do norte. Somos todos um só país, somos todos uma só nação. Uma nação democrática.
O Estado democrático de direito tem como um de seus pilares o direito de propriedade. Reafirmamos aqui o respeito e a defesa desse princípio... Constitucional... e fundador das principais nações democráticas do mundo. Emprego, renda e equilíbrio fiscal é o nosso compromisso para ficarmos mais próximos de oportunidades e trabalho para todos.
Quebraremos o círculo vicioso do crescimento da dívida, substituindo-o pelo círculo virtuoso de menores déficits, dívida decrescente e juros mais baixos. Isso estimulará os investimentos, o crescimento e a consequente geração de empregos. O déficit público primário precisa ser eliminado o mais rápido possível e convertido em superávit. Este é o nosso propósito.
Aos jovens, palavra do fundo do meu coração, vocês têm vivido um período de incerteza e estagnação econômica. Vocês foram, e estão sendo testados, a provar sua capacidade de resistir. Prometo que isso vai mudar. Essa é a nova missão. Governaremos com os olhos nas futuras gerações e não na próxima eleição.
Libertaremos o Brasil e o Itamaraty das relações internacionais com viés ideológico a que foram submetidos nos últimos anos. O Brasil deixará de estar apartado das nações mais desenvolvidas. Buscaremos relações bilaterais com países que possam agregar valor econômico e tecnológico aos produtos brasileiros. Recuperaremos o respeito internacional pelo nosso amado Brasil.
Durante a nossa caminhada de quatro anos pelo Brasil uma frase se repetiu muitas vezes: "Bolsonaro você é a nossa esperança". Cada abraço e cada aperto de mão, cada palavra ou manifestação de estímulo, que recebemos nessa caminhada, fortaleceram o nosso propósito de colocar o Brasil no lugar que merece.
Nesse projeto que construímos cabem todos aquele que têm o mesmo objetivo que o nosso. Mesmo no momento mais difícil dessa caminhada, quando por obra de Deus, e da equipe médica de Juiz de Fora, e do Alberto Einstein (sic), ganhei uma nova certidão de nascimento, não perdemos a convicção de que juntos poderíamos chegar a essa vitória.
É com essa mesma convicção que afirmo: ofereceremos a vocês um governo decente que trabalhará verdadeiramente para todos os brasileiros. Somos um grande País e agora vamos juntos transformar esse País em uma grande nação.
Uma nação livre, democrática e próspera. Brasil acima de tudo, Deus acima de todos.
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Posted by Sérgio Henrique da Silva Pereira
3 years agoSOURCE / LINK:
https://sergiohenriquepereira.jusbrasil.com.br/artigos/269950629/block-of-whatsapp-violacao-a-liberde-de-expressaoWhatsApp blocking: violation of freedom of expression

Posted by Sérgio Henrique da Silva Pereira
3 years ago
419 views
Like me, many other users, of this very useful modern technological mechanism, were taken by surprise by the decision of the Brazilian Justice.
Objectively Accountable
Objectively blaming WhatsApp for acts of users is unjustifiable in a Democratic State; unless WhatsApp is fully aware of what a crime is. However, each country has its criminal law, and WhatsApp does not have an obligation to know each law in each country. Thus, local justice must ensure wide defense and contradictory, not only in the domestic laws themselves, but especially in the international laws that version on freedom of expression and thought [human rights].
Total block
Such a restriction on freedom of expression and of thought can not be imposed, as it did in the total blockade. Declaration of Principles on Freedom of Expression:
Article 13. Freedom of thought and expression
1. Everyone has the right to freedom of thought and expression. This right includes the freedom to seek, receive and impart information and ideas of all kinds, regardless of frontiers, verbally or in writing, or in print or artistic form, or by any other process of your choice.
It is understood that the State can not, arbitrarily, create obstacles that prevent citizens - or a particular sector - from spreading their opinions and information.
In the same article above, there are reservations against full freedom of expression and thought:
5. The law shall prohibit all propaganda in favor of war, as well as any apology for national, racial or religious hatred which constitutes incitement to discrimination, hostility, crime or violence.
According to inter-American jurisprudence, freedom of expression and of thought have two dimensions, namely: an individual dimension and a collective or social dimension. Of these two dimensions democracy is built. Once there is content filtering in advance, block or restrict there are radical violations of the right to freedom of expression on the internet.
Proportionality
Proportionality in the measures imposed by judicial decisions, based in each case on the restriction of content on the Internet. WhatsApp is not a mechanism created for illicit practices, but for people's interaction to create groups, personal or professional, to maximize freedom of expression and thought. There was no proportionality in the action imposed by the Brazilian courts, but arbitrariness against full freedom of expression and thought.
Legal Security
It is the right of the accused to have all legal mechanisms to his full defense, in a [consolidated] Democratic State of Law.
Article 8. Judicial guarantees
1. Everyone has the right to a fair hearing, within a reasonable time, by a competent, independent and impartial tribunal or tribunal previously established by law, in the investigation of any criminal charge against him or to determine their rights or obligations of a civil, labor, fiscal or any other nature.
2. Everyone charged with an offense has the right to be presumed innocent until proven guilty. During the process, everyone is entitled, in full equality, to the following minimum guarantees:
The. The right of the accused to be assisted free of charge by a translator or interpreter if he or she does not understand or speak the language of the court or tribunal;
B. Prior and detailed communication to the accused of the accusation;
W. Grant to the accused of adequate time and means for the preparation of his defense;
d. The right of the accused to defend himself or to be assisted by a defender of his or her choice and to communicate, freely and in particular, with his or her advocate;
and. An irrevocable right to be assisted by a State-provided counsel, whether paid or not, under domestic law, if the accused does not defend himself or appoint counsel within the time limit established by law;
f. Right of defense to inquire witnesses present in the court and to obtain the attendance, as witnesses or experts, of other persons who may shed light on the facts;
g. Right not to be compelled to testify against herself or to plead guilty; and
H. Right to appeal the judgment to a higher court or tribunal.
3. The confession of the accused is valid only if made without coercion of any nature.
4. The accused acquitted by a final sentence may not be put on a new case for the same facts.
5. Criminal proceedings shall be public, except where necessary to preserve the interests of justice.
Article 25. Judicial protection
1. Everyone has the right to simple and prompt recourse or any other effective remedy before the competent courts or tribunals to protect him or her from acts violating his or her fundamental rights recognized by the constitution, by law or by this Convention, even when is committed by persons acting in the exercise of their official duties.
2. The States Parties undertake:
The. To ensure that the competent authority provided for by the legal system of the State decides on the rights of any person bringing such an appeal;
B. To develop the possibilities of judicial recourse; and
C. to ensure compliance by the competent authorities with any decision on which the appeal has been upheld.
Collective interests
The imposition of the blocking resulted in curtailing the freedom of other users. In a few words, the Brazilian State has not measured the "restriction and benefits" relationship, that is, the total restriction violated the collective freedom of expression and thinking. Also caused numerous economic problems to users who benefit from this service, ie, have lost profits.
More stringent penalties on the internet
Because of its original architecture - full freedom of expression - it is not possible to create inhibitory mechanisms superior to those used in other technologies. For example, no judge in good conscience would "block" [wholly] any telecommunication operator for allowing connections within the prisons to cause armed mobilizations against the State and its public agents.
Principle of mere transmission
WhatsApp offers technical internet service. If it does not directly interfere with the content of each message and image, or it breaches judicial determination, it is not arbitrary, and as long as WhatsApp itself has real conditions to comply with a court decision, it [WhatsApp] can not be fully blamed [ objective liability]. To impose strict responsibility is to generate prior censorship, which characterizes authoritarian regimes.
Conclusion
The Brazilian court, as in many other cases, acted arbitrarily. It is a case that merits consideration by the Inter-American Commission on Human Rights.
Sérgio Henrique da Silva Pereira
Sérgio Henrique S P, Journalist and professor
Journalist, teacher, writer, columnist, speaker, columnist. writer. / columnist in the sites: Brazilian Academy of Law (ABDIR), Juridical Scope, Legal Content, Editora JC, Governet Editora, Investidura - Juridical Portal, JusBrasil, JusNavigandi, JurisWay, Portal Educação.
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SOURCE/LINK: https://sergiohenriquepereira.jusbrasil.com.br/artigos/269950629/bloqueio-do-whatsapp-violacao-a-liberde-de-expressaoBloqueio do WhatsApp: violação à liberde de expressão

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Publicado por Sérgio Henrique da Silva Pereira
há 3 anos
419 visualizações
Como eu, muitos outros usuários, desse utilíssimo mecanismo tecnológico moderno, foram pegos de surpresa pela decisão da Justiça brasileira.
Responsabilizar Objetivamente
Responsabilizar objetivamente WhatsApp por atos de usuários é injustificável num Estado Democrático; a menos que o WhatsApp tenha plena consciência do que seja crime. Ora, cada país têm suas legislações penais, e WhatsApp não tem a obrigação de saber de cada lei em cada país. Assim, deve a Justiça local assegurar ampla defesa e contraditório, não somente nas próprias leis internas, mas principalmente, nas leis internacionais que versão sobre liberdade de expressão e de pensamento [direitos humanos].
Bloqueio total
Não se pode impor tamanha restrição à liberdade de expressão e de pensamento, como aconteceu no bloqueio total. Declaração de Princípios sobre Liberdade de Expressão:
Artigo 13. Liberdade de pensamento e de expressão
1. Toda pessoa tem direito à liberdade de pensamento e de expressão. Esse direito compreende a liberdade de buscar, receber e difundir informações e idéias de toda natureza, sem consideração de fronteiras, verbalmente ou por escrito, ou em forma impressa ou artística, ou por qualquer outro processo de sua escolha.
Entende-se que o Estado não pode, arbitrariamente, criar obstáculos que impeçam os cidadãos - ou um setor em particular - de difundir suas opiniões e informações.
No mesmo artigo supratranscrito, há ressalvas contra a plena liberdade de expressão e de pensamento:
5. A lei deve proibir toda propaganda a favor da guerra, bem como toda apologia ao ódio nacional, racial ou religioso que constitua incitação à discriminação, à hostilidade, ao crime ou à violência.
De acordo com a jurisprudência interamericana, a liberdade de expressão e de pensamento tem duas dimensões, a saber: uma dimensão individual e uma dimensão coletiva ou social. Dessas duas dimensões se constrói a democracia. Uma vez que haja filtragem de conteúdo de forma prévia, bloquear ou restringir há violações radicais do direito à liberdade de expressão na internet.
Proporcionalidade
Proporcionalidade nas medidas impostas por decisões judiciais, fundamentadas, em cada caso concreto, à restrição de conteúdo na internet. WhatsApp não é um mecanismo criado para práticas ilícitas, mas para interação de pessoas para criação de grupos, pessoais ou profissionais, para maximizar a liberdade de expressão e de pensamento. Não houve proporcionalidade na ação imposta pela Justiça brasileira, mas arbitrariedade contra a plena liberdade de expressão e de pensamento.
Segurança Jurídica
É direito do acusado de ter todos os mecanismos jurídicos à sua plena defesa, num Estado [consolidado] Democrático de Direito.
Artigo 8. Garantias judiciais
1. Toda pessoa tem direito a ser ouvida, com as devidas garantias e dentro de um prazo razoável, por um juiz ou tribunal competente, independente e imparcial, estabelecido anteriormente por lei, na apuração de qualquer acusação penal formulada contra ela, ou para que se determinem seus direitos ou obrigações de natureza civil, trabalhista, fiscal ou de qualquer outra natureza.
2. Toda pessoa acusada de delito tem direito a que se presuma sua inocência enquanto não se comprove legalmente sua culpa. Durante o processo, toda pessoa tem direito, em plena igualdade, às seguintes garantias mínimas:
a. Direito do acusado de ser assistido gratuitamente por tradutor ou intérprete, se não compreender ou não falar o idioma do juízo ou tribunal;
b. Comunicação prévia e pormenorizada ao acusado da acusação formulada;
c. Concessão ao acusado do tempo e dos meios adequados para a preparação de sua defesa;
d. Direito do acusado de defender-se pessoalmente ou de ser assistido por um defensor de sua escolha e de comunicar-se, livremente e em particular, com seu defensor;
e. Direito irrenunciável de ser assistido por um defensor proporcionado pelo Estado, remunerado ou não, segundo a legislação interna, se o acusado não se defender ele próprio nem nomear defensor dentro do prazo estabelecido pela lei;
f. Direito da defesa de inquirir as testemunhas presentes no tribunal e de obter o comparecimento, como testemunhas ou peritos, de outras pessoas que possam lançar luz sobre os fatos;
g. Direito de não ser obrigado a depor contra si mesma, nem a declarar-se culpada; e
h. Direito de recorrer da sentença para juiz ou tribunal superior.
3. A confissão do acusado só é válida se feita sem coação de nenhuma natureza.
4. O acusado absolvido por sentença passada em julgado não poderá ser submetido a novo processo pelos mesmos fatos.
5. O processo penal deve ser público, salvo no que for necessário para preservar os interesses da justiça.
Artigo 25. Proteção judicial
1. Toda pessoa tem direito a um recurso simples e rápido ou a qualquer outro recurso efetivo, perante os juízes ou tribunais competentes, que a proteja contra atos que violem seus direitos fundamentais reconhecidos pela constituição, pela lei ou pela presente Convenção, mesmo quando tal violação seja cometida por pessoas que estejam atuando no exercício de suas funções oficiais.
2. Os Estados Partes comprometem-se:
a. A assegurar que a autoridade competente prevista pelo sistema legal doEstado decida sobre os direitos de toda pessoa que interpuser tal recurso;
b. A desenvolver as possibilidades de recurso judicial; e
C. A assegurar o cumprimento, pelas autoridades competentes, de toda decisão em que se tenha considerado procedente o recurso.
Interesses coletivos
A imposição do bloqueio resultou em cerceamento à liberdade de outros usuários. Em poucas palavras, o Estado brasileiro não mesurou a relação "restrição e benefícios", ou seja, a restrição total [bloqueio] violou a liberdade de expressão e de pensamento da coletividade. Também causou inúmeros problemas de ordem econômica aos usuários que se beneficiam desse serviço, ou seja, tiveram lucros cessantes.
Penas mais rigorosas na internet
Pela sua arquitetura original - plena liberdade de expressão -, não se pode criar mecanismo inibidores superiores aos usados em outros tecnologias. Por exemplo, nenhum juiz, em sã consciência, iria "bloquear" [totalmente] qualquer operadora de telecomunicação por permitir que ligações feitas dentro dos presídios causassem mobilizações armadas contra o Estado e seus agentes públicos.
Princípio de mera transmissão
WhatsApp oferece serviço técnico de internet. Caso não venha a interferir, diretamente, no conteúdo de cada mensagem e imagem, ou descumpra determinação judicial, não arbitrária, e desde que o próprio WhatsApp tenha condições, reais, de acatar decisão judicial, ele [WhatsApp] não pode ser responsabilizado plenamente [responsabilidade objetiva]. Impor responsabilidade objetiva é gerar censura prévia, o que caracteriza regimes autoritários.
Conclusão
A Justiça brasileira, como em muitos outros casos, agiu arbitrariamente. É um caso que merece ser apreciado pela Comissão Interamericana de Direitos Humanos.
Sérgio Henrique da Silva Pereira
Sérgio Henrique S P, Jornalista e professor
Jornalista, professor, escritor, articulista, palestrante, colunista. Articulista/colunista nos sites: Academia Brasileira de Direito (ABDIR), Âmbito Jurídico, Conteúdo Jurídico, Editora JC, Governet Editora, Investidura - Portal Jurídico, JusBrasil, JusNavigandi, JurisWay, Portal Educação.
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#UNITED IN FAVOR OF BALLOT PAPER FOR 2018 ELECTION SECOND ROUND IN BRAZIL - MIXED CIVIL /MILITARY COALITION


[English Version]

#UNITED IN FAVOR OF BALLOT PAPER FOR 2018 ELECTION SECOND ROUND IN BRAZIL - MIXED CIVIL /MILITARY COALITION

==//==

I REQUIRE MY VOTE ON BALLOT PAPER, BECAUSE I WANT THE PHYSICAL REGISTER OF MY CHOICE!

BASED ON ARTICLE 37 OF THE BRAZILIAN FEDERAL CONSTITUTION

(From Brazilian Federalist Movement)

==//==

[Portuguese Version]

#UNIDOS PELO VOTO NO PAPEL NO BRASIL NO SEGUNDO TURNO DAS ELEIÇÕES DE 2018

ALIANÇA MISTA CIVIL/MILITAR

==//==

EU EXIJO MEU VOTO NO PAPEL. EU QUERO O REGISTRO FÍSICO DA MINHA ESCOLHA!

BASEADO NO ARTIGO 37 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL (Pelo Movimento Federalista)

Manifestação em Pró do Presidente Bolsonaro

30/09/2018


BOLSONARO JÁ 30/09/2018 - 15:44

#ELE SIM VÍTIMA TAMBÉM DO COMUNISMO!!!


[PORTUGUES VERSION]

#ELE SIM VÍTIMA TAMBÉM DO COMUNISMO - #DIGA NÃO A BRAZUELA - #MEGA CONVOCAÇÃO AOS PATRIOTAS PARA IRMOS TODOS PARA RUAS NESTE DOMINGO 30/09/18

COMUNISMO MATOU 100 MILHÕES DE PESSOAS E DESTRUIU ECONOMIAS - NÃO OS PERDOE!!!- EXEMPLO DISTO É A VENEZUELA

==//==

[ENGLISH VERSION]

#HE, INDEED YES, VICTM OF COMUNISM ALSO! #SAY NO TO BRAZUELA - #MEGA CALL TO BRAZILIAN PATRIOTS TO TAKE TO THE STREETS THIS SUNDAY - 30 SEPTEMBER, 2018 - COMMUNISM KILLED 100 MILLION PEOPLE AND RUINED ENTIRE ECONOMIES - DON'T FORGIVE THEM!

#HE, INDEED, YES!!!

#HE, INDEED, YES!!!/#ELE SIM!!!

JAIR BOLSONARO PRESIDENT OF BRAZIL

#WORLDWIDE MOVEMENT IN FAVOR BOLSONARO, BALLOT PAPER AND INDEPENDENT CANDIDATURE IN BRAZIL NOW!!!

#WORLDWIDE MOVEMENT IN FAVOR BOLSONARO, BALLOT PAPER AND INDEPENDENT CANDIDATURE IN BRAZIL NOW!!!

WORLDWIDE MOVEMENT IN FAVOR OF BOLSONARO'S RECOVERY/NECESSARY LEGAL MEASURES TO FULLYUNMASK ON THE RECENT ATTACK AND ALSO IN FAVOR OF BOLSONARO'S RECOVERY, THE BALLOT PAPER VOTING / PUBLIC VOTE COUNTING AND INDEPENDENT CANDIDATURES NECESSARY LEGAL MEASURES IN BRAZIL

#MOVIMENTO MUNDIAL A FAVOR DE BOLSONARO, VOTO EM CÉDULA E CANDIDATURAS INDEPENDENTES NO BRAZIL JÁ!

MOVIMENTO A NÍVEL MUNDIAL PELA RECUPERAÇÃO DE BOLSONARO, PELAS MEDIDAS LEGAIS NECESSÁRIAS PARA DESVENDAR TUDO SOBRE O ATENTADO, E TAMBÉM PELA LEGALIDADE DO VOTO EM CÉDULA/CONTAGEM PUBLICA DE VOTOS E CANDIDATURAS INDEPENDENTES NO BRASIL

What the Bolsonaro atack means post allegations of electoral irregularities in Brazil. Since Roda Viva "Cultura TV" Program (July 31 2018), he is stating following: 2018 brazilian elections are under suspicion, whoever wins

SourceLink:https://www.google.com.br/amp/s/noticias.uol.com.br/politica/eleicoes/2018/noticias/2018/09/06/bolsonaro-em-juiz-de-fora.amp.htm

https://bradoemunissono.blogspot.com/2018/09/brazilian-far-right-presidential.html

DESTRUIÇÃO DO MUSEU NACIONAL, NA QUINTA DA BOA VISTA RJ

Escreva subtítulo aqui

Source link:

https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/noticia/2018/09/02/incendio-atinge-a-quinta-da-boa-vista-rio.ghtml

MEDIAS DO GOVERNO FEDERAL DOIS DIAS APÓS:

Source Link: https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2018-09/governo-anuncia-novas-medidas-para-reconstrucao-do-museu-nacional

Dois dias depois do incêndio que atingiu o Museu Nacional no Rio de Janeiro, o governo federal anunciou medidas que serão tomadas para reconstruir o prédio. Após a reunião, foram anunciadas três decisões: a publicação de uma medida provisória que cria a Lei dos Fundos Patrimoniais, a instalação de um comitê gestor e a liberação de R$ 25 milhões.

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) vai repassar R$ 25 milhões para financiar projetos executivos de segurança e prevenção de incêndios e modernização de museus, arquivos e instituições.

O edital deve ser publicado até o fim deste mês. Segundo o presidente do BNDES, Dyogo Oliveira, as instituições ligadas ao patrimônio cultural do país poderão apresentar propostas e solicitar parte da verba.

Também foi anunciada a criação de comitê gestor para coordenar o processo de reconstrução do Museu Nacional. O grupo será formado pelos ministérios da Educação, Cultura, Relações Exteriores e Casa Civil, além de bancos públicos.

Os ministros da Cultura, Sergio Sá Leitão, da Casa Civil, Eliseu Padilha, da Educação, Rossieli Soares da Silva, e o presidente do BNDES, Dyogo de Oliveira, após reunião com o Presidente Michel Temer Sobre os Museus.

Os ministros da Cultura, Sergio Sá Leitão, da Casa Civil, Eliseu Padilha, e da Educação, Rossieli Soares da Silva, e o presidente do BNDES, Dyogo de Oliveira, após reunião com o presidente Michel Temer hoje no Palácio do Planalto (Antonio Cruz/ Agência Brasil)

"Vamos buscar a participação da sociedade civil e do setor privado", disse o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha.

Fundo específico deve reconstruir museu

O governo também vai editar nos próximos dias uma medida provisória com a Lei dos Fundos Patrimoniais. A meta é repassar recursos a museus sem restrições orçamentárias. A partir da MP, um fundo específico para a Museu Nacional deve ser criado para receber recursos destinados à reconstrução.

"Ele é importante para que, ao mobilizar recursos, as instituições tenham condição de receber - sem limitação orçamentária - com gestão moderna. Com a MP, podem criar o fundo patrimonial e os recursos serem colocados no fundo desde já. Isso será importante para o Museu Nacional e outras instituições", explicou Padilha.

Uma reunião para esboçar o texto dessa medida provisória foi marcada para a próxima quinta-feira (6).

O anúncio foi feito hoje (4), após uma reunião no Palácio do Planalto, entre o presidente Michel Temer e ministros, secretários e coordenadores, além dos presidentes do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), da Caixa Econômica e do Banco do Brasil.


#Social Media Frauds in Brazil (from "Veja" Magazine)


#Social Media Frauds in Brazil
Edition 2598 - 09/05/2018
A secret investigation finds that Cambridge Analytica had, in fact, a plan to manipulate the 2018 election in Brazil

Editions - "VEJA" Magazine

SOURCE/LINK: https://veja.abril.com.br/edicoes-veja/2598/

#VotoEmCedula2018

LINK: https://alternative6.webnode.com/blog/
#CARAVANA NACIONAL PELO #VotoEmCedula2018
SESSÃO PLENÁRIA EM 04/09/18 NO SENADO -
EU VOU!!!  - PARTICIPEM COM CARAVANA DE SEU ESTADO

#ELEIÇÕES 2018 ENDENDA A FRAUDE - DEEP STATEV - VALÉRIA BERNARDO CONVIDADA DRA MARIA CORTIZ - TERÇA 21 DE AGOSTO DE 2018 ÁS 15:30 - ATRAVÉS YOUTUBE

Urna eletrônica sem voto impresso é inconstitucional (Dr. Felipe Gimenez - Procurador do MP do Mato Grosso do Sul)



Urna eletrônica sem voto impresso é inconstitucional porque faz escrutínio secreto e sem provas para fiscalização e, portanto, deve ser usada a cédula de papel pois a ferramenta em questão é prevista na lei e não fere o princípio da anualidade eleitoral. O princípio constitucional da anualidade eleitoral tem como objeto de proteção à paridade de armas no pleito eleitoral. Não existe princípio jurídico em razão de si mesmo pois, objetivamente, sempre seu fim será a proteção de um bem jurídico. Processo eleitoral no contexto do artigo 16 da Constituição Federal é a disputa e o bem a ser protegido é o equilíbrio entre os candidatos impedindo que uma lei nova na iminência do certame favoreça algum candidato em razão de uma circunstância inovadora. A cédula de papel, expressamente prevista no artigo 59 da lei 9504/97 como alternativa contingente às falhas do sistema eletrônico de votação, não interfere de forma alguma no equilíbrio da disputa e, portanto, seu uso não se submete ao princípio da anualidade. Não há discricionariedade em favor do administrador do serviço eleitoral que lhe permita arbitrar entre respeitar ou não o princípio constitucional da publicidade. O mau funcionamento do sistema eletrônico sem voto impresso está no desrespeito ao princípio constitucional da publicidade ao executar o ato administrativo do escrutínio em segredo e sem provas que permitam a auditoria. Dar conhecimento ao público significa permitir a compreensão de modo claro para qualquer do povo. Em uma república democrática a soberania é do povo e o administrador público, de qualquer dos três poderes, é obrigado a prestar contas de tudo que faz expondo de modo compreensível sua conduta. Por essa exata razão a corte constitucional alemã declarou inconstitucional o sistema eletrônico de votação idêntico ao utilizado no Brasil. Diversos países do mundo detentores de alta tecnologia utilizam o papel no processo eleitoral pela mesma razão e aqueles que usam urna eletrônica adotam prova do escrutínio independente do software para garantia da fiscalização. O escrutínio realizado em secreto é violência contra a democracia, a república e nossa liberdade. O processo puramente eletrônico (sem prova física do voto para contagem pública) permite a fraude sistêmica e não oferece nenhum meio de auditoria independente do software. Não é inteligente que qualquer mecanismo de auditoria, em resumo, indague ao software se ele cometeu fraude desviando votos. Tratando-se de uma inteligência artificial previamente arquitetada e eventualmente viciada para cometer a fraude a mesma também será habilitada a dar respostas adequadas de modo a esconder o vício de funcionamento. Em razão dessa constatação bastante óbvia as maiores autoridades em criptografia determinam que a segurança necessária exige que os mecanismos de auditoria sejam Independentes do software. Diante desse enfoque, em razão da decisão do STF na Adi 5889 suspendendo a determinação de impressão do voto, a urna eletrônica voltou a ser um sistema onde todos os mecanismos de auditoria são dependentes do software sendo inúteis as ferramentas de fiscalização. A urna eletrônica, sem voto impresso, retrocedeu o processo eleitoral brasileiro ao tempo do voto declarado (anterior à década de 30) e o sistema eletrônico atual é idêntico àquele que produzia a "fraude no bico da pena". O retrocesso de 60 anos havido na década de 90 com a urna eletrônica (sem voto impresso) implica na simples declaração do voto (ao agente público ou à urna eletrônica) seguida de uma expectativa de fé onde se espera que a manifestação de vontade do cidadão seja destinada de fato ao candidato escolhido. Na cédula de papel o voto contado é aquele produzido pelo próprio cidadão eleitor enquanto que na urna eletrônica o voto contado é um dado gerado pelo programa da urna que, se viciado, poderá fazer o escrutínio com dados diferentes da manifestação de vontade do cidadão eleitor (afinal o escrutínio é secreto no sistema puramente eletrônico). Também é importante perceber a diferença na recontagem: havendo corpo físico do voto a recontagem será propriamente dos votos produzidos pelo eleitor enquanto que no sistema puramente eletrônico a recontagem é do boletim de urna. No sistema puramente eletrônico não há recontagem de votos mas apenas das planilhas (BU) produzidas pelo software. Recontar boletins de votação (boletim de urna) não é a mesma coisa que recontar votos. É óbvio que o escrutínio de votos no sistema puramente eletrônico é realizado de maneira secreta em flagrante desrespeito ao princípio constitucional da publicidade (não há prova do escrutínio no sistema puramente eletrônico). Vale lembrar que ao tempo em que se usava cédula de papel as fraudes eram detectáveis justamente por haver um corpo físico do voto. No sistema puramente eletrônico a fraude não é detectável justamente porque todos os mecanismos de fiscalização indagam ao próprio software se o mesmo fraudou o escrutínio. Nesse caso a fiscalização é tão inútil quanto perguntar ao criminoso se ele cometeu o crime. O escrutínio (identificar, atribuir e contar votos) é ato administrativo do serviço eleitoral e deve ser público. Ser público significa permitir o conhecimento a qualquer do povo. O serviço eleitoral brasileiro, através do sistema puramente eletrônico, dá publicidade apenas das ferramentas do processo eleitoral e do resultado final totalizado por urna mas o escrutínio permanece secreto e sem provas nem sequer possiblidade de fiscalização ou recontagem. O fato no qual o voto é atribuído ao candidato permanece secreto e sem qualquer possibilidade de auditoria porque desaparece após a totalização. A inconstitucionalidade flagrante do sistema puramente eletrônico de votação obriga o uso da cédula de papel tendo em vista a suspensão da impressão do voto pelo STF na Adi 5889. Só haverá segurança no escrutínio se ele for público. Não há alternativa: ou confiamos cegamente no serviço eleitoral e seus agentes ou exigimos respeito ao princípio da publicidade e nossa cidadania. Felipe Gimenez, Procurador do MS e membro da Associação Pátria Brasil.


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